Poronga: Racionalidade

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Diante da afirmativa do governador Gladson Cameli (PP) informando que o tesouro estadual já dispõe em caixa de recursos para o pagamento do 13º salário, o deputado estadual Roberto Duarte (MDB) sugeriu que, numa medida para amenizar a crise que assola o estado, o governo disponibilize a metade do abono ao funcionalismo público de imediato, agora em julho.

Argumentos plausíveis

“O Governo mostrou para a população do Estado do Acre que está com a saúde financeira maravilhosa, porque acabou de criar 450 cargos em comissão com salários polpudos e o governador também já disse que está com os recursos do décimo terceiro garantidos. Portanto, além de solicitar a admissão dos concursados que aguardam convocação, que o governo também possa fazer o pagamento do décimo terceiro até o mês de julho”, anunciou.

Elementar

Duarte reforça que, além de proporcionar alívio financeiro aos barnabés, ora em angústia, acossados pela crise, a antecipação do crédito seria uma forma de valorizar os servidores públicos, possibilitando, ainda, o aquecimento da economia do estado, onde os empresários estão sendo obrigados a proceder demissões em massa, vez que o principal agente propulsor da economia – o governo -, está inerte.

Lógica

“Essa valorização dos servidores públicos foi muito comentada ao longo de sua campanha para o Governo”, disse ao cobrar ainda a realização de novos concursos públicos. “Deve, portanto, realizar novos certames para ampliação de cargos efetivo que, em alguns casos, encontram-se com número de profissionais abaixo do necessário, como é o caso dos policiais civis e agentes penitenciários”.

Ladeira abaixo

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Nada é tão ruim que não possa piorar. Ex-servidores do Procon recorrem à imprensa para denunciar o sumiço de dois carros do órgão – duas Paratis -, além do abandono do ônibus da instituição, que está ao relento virando sucata.

Triste realidade

Relatam, ainda, que o Procon no Acre está praticamente fechado, funcionando com precariedade, sendo usado como cabide de emprego por dirigentes do PRB, fruto da negociata levada a cabo pelo partido com o governo do estado.

Pânico

A decisão do governo do estado em sustar quaisquer pagamento e o andamento de processos administrativos à prestadores de serviços, através do ofício circular 021/2019, está causando alvoroço no meio empresarial.

Gasolina no fogo!

Ontem, o deputado Fagner Calegário foi à tribuna da Aleac tratar do caso. Para Calegário, o governo entra em contradição no momento em que cria novos cargos e onera a folha de pagamento do estado, como aconteceu esta semana com a aprovação da reforma administrativa.

Contradição

“Com a aquiescência da Assembléia, foram criados 450 cargos comissionados e agora estamos à beira de gerar mais duas mil vagas de desempregados. Novamente, a classe empresarial acreana é deixada de lado”, afirmou o parlamentar.

Pesos e medidas

Na última semana, a educação estadual de Cruzeiro do Sul já realizou uma paralisação por causa da falta de pagamento dos seus servidores terceirizados, responsáveis, principalmente, pela manutenção das escolas no município do Juruá.

Faroeste caboclo

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, em entrevista ao canal pago Globonews, na noite de quarta (22) que a posse de armas é um “direito do cidadão”, assim como ter uma televisão ou uma geladeira.

Tosco

O militar defendia na entrevista a indefensável política do governo Jair Bolsonaro (PSL) segunda qual ‘um cidadão, uma arma de fogo’ a partir do decreto presidencial que ampliou o porte de armas no País.

Utensílio

A despeito de 14 governadores terem assinado documento contrário à liberação das armas de fogo, general Heleno comparou a aquisição de fuzis e pistolas a geladeira ou televisão.“É um direito do cidadão como qualquer outro, como uma geladeira, como uma televisão, como um aparelho de som”, afirmou o ministro.

Barbárie

Estudiosos do sistema de segurança são incisivos em afirmar que, com a liberação da posse de armas de fogo, a criação de milícias armadas no campo e na cidade, proporcionaria a institucionalização da vingança privada em detrimento do poder de polícia do Estado. Um retrocesso sem precedentes na história do Brasil.

Shiiii!

Um novo capítulo de tensão entre os apoiadores (ou ex) do governo Bolsonaro aconteceu nesta quinta-feira, 23, entre o ideólogo do presidente, Olavo de Carvalho, que chamou o líder do MBL, Kim Kataguiri, de Kim Katapiroka. Como resposta, o autoproclamado filósofo leu que “precisa trocar as fraldas mentais”.

Foi ele quem começou…

O xingamento partiu de Olavo, que criticou o deputado por não apoiar as manifestações pró-Bolsonaro programadas para o dia 26. “Ambos estão unidos no erro, mas não posso nivelar a Janaína com o Kim Katapiroka”, tuitou.

…Só fiz me defender!

“Não pode mesmo. Não tem estatura moral para isso. Um senhor dessa idade que tem de recorrer a trocadilhos toscos para transmitir a própria mediocridade de espírito precisa sair do Twitter e trocar as fraldas mentais”, respondeu Kim.

Saco de gatos!

Os atos que de início chegaram a ser convocados pelo presidente, mas que agora nem deverão ter a presença do capitão, têm divido a esquerda brasileira. O PSL negou a apoiar oficialmente os protestos e várias lideranças do partido deram manifestações contrárias às manifestações.

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