Primeiros jogos das Séries C e D têm pouco mais de 1 mil torcedores nos estádios do Acre

243 torcedores pagaram para assistir ao empate sem gols entre Rio Branco e Fast-AM, no último domingo (12), na Arena da Floresta – Foto: Tálita Sabrina/Rede Amazônica Acre

Sem empolgar dentro de campo no ano do seu Centenário, o Rio Branco vê nas arquibancadas o reflexo da fase complicada que o clube vive. Na primeira partida como mandante no Campeonato Brasileiro da Série D, contra o Fast-AM, que terminou empatada sem gols, no último domingo (12), na Arena da Floresta, em Rio Branco, pela segunda rodada do grupo 2, apenas 243 torcedores pagaram ingressos. Foram 239 meias-entradas vendidas por R$ 10 e quatro com valor integral de R$ 20.

De acordo com o boletim financeiro do jogo, disponibilizado no site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nesta segunda-feira, a renda total do confronto foi de R$ 2.470,00. O valor acabou não sendo suficiente para cobrir as despesas da partida, que ficaram em R$ 9.808,07. Ao fim, com o abatimento do valor da renda, o Rio Branco-AC ainda ficou devendo R$ 7.338,07.

Segundo o gestor financeiro do clube, Getúlio Pinheiro Júnior, no entanto, a parte do pagamento da arbitragem, maior parcela do débito, fica sob responsabilidade da CBF.

– Não deu esse prejuízo todo porque o regulamento da competição cobre a despesa do quadro de arbitragem. Então, apesar de aparecer como prejuízo, de fato não foi bem prejuízo. Se não considerar as vendas antecipadas, é um prejuízo de pouco menos de R$ 500. Estava esperando até um prejuízo maior, porque com a situação jurídica do Rio Branco a gente esperava até que a Justiça fosse lá (na Arena da Floresta). Mas como teve a questão do terreno, tudo isso evitou as ações na Justiça. É horrível (essa situação). Com o time limitado o público não participa e fica mais difícil de fazer futebol sem dinheiro. Aliás, fica muito difícil – explica o dirigente, citando que cerca de 300 passaportes para os jogos do clube em casa na Série D foram vendidos até o momento.

Mas pouca presença de público jogando em casa não é exclusividade do Estrelão no futebol acreano. O Atlético-AC, que disputa o Campeonato Brasileiro da Série C, e o Galvez, que também joga a Série D, que atuaram como mandantes na rodada anterior das competições, tiveram apoio restrito de menos de 800 torcedores.

O Galo Carijó no empate com o Ypiranga-RS por 1 a 1, no estádio Florestão, em Rio Branco, válido pela segunda rodada. A partida teve 628 ingressos vendidos e renda de R$ 12.700,00. Como as despesas do jogo ficaram em R$ 13.485,56, o clube celeste ficou com o débito de R$ 785,56, conforme dados do boletim financeiro da partida.

O Galvez, na estreia pelo grupo 2, em que foi derrotado pelo Real Ariquemes-RO por 3 a 2, na Arena da Floresta, foi prestigiado por 140 pagantes. A renda foi de R$ 1.420,00 e o total de despesas da partida foi de R$ 9.458,00, resultando em débito R$ 8.038,00 no boletim financeiro.

Nos três jogos em casa, 1011 pessoas pagaram ingressos para acompanhar as equipes nos estádios. Na próxima rodada, Rio Branco e Atlético-AC jogam em casa e o Galvez viaja para o Amapá. O Estrelão entra em campo no sábado (18), contra o São Raimundo-RR, pela terceira rodada do grupo 2, a partir da 19h, na Arena da Floresta. No mesmo dia, o Imperador enfrenta o Santos-AP no estádio Zerão, em Macapá, a partir das 16h, pela terceira rodada do grupo 2.

Já o Galo Carijó recebe o São José-RS no dia seguinte, no estádio Florestão, às 19h, pela quarta rodada da Série C. Todos os jogos são no horário de Brasília.

Globoesporte.com/ac

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