Poronga

    Fatos e versões

    Em tese de defesa pública o deputado federal Alan Rick (DEM) sustenta que a denúncia envolvendo a candidata Sônia de Fátima Silva Alves - acusada de dar suporte à sua candidatura por intermédio de candidatura laranja -, teria sido feita por ex-dirigentes do DEM,

    que plantaram falsas denúncias na justiça associando malfeitos à sua pessoa. Só que essa tese cai por terra diante do conteúdo constante no inquérito conduzido pela Polícia Federal que apura irregularidades na campanha de 2018.

    Comando

    Na representação do pedido de prisão temporária ao juízo feito pela Polícia Federal , o documento aponta a esposa de Alan Rick, Adriana Michele de Araújo Miranda (foto), ex-tesoureira do DEM e gestora de recursos de maior parte dos candidatos do partido nas eleições de 2018, como sendo a possível comandante do esquema criminoso de desvio de recursos do fundo partidário.

    Outros atores

    Adiante, o inquérito aponta, também, Juliana Fernandes do Nascimento , contadora do DEM, como uma das responsáveis pela prestação de contas fraudulenta. Envolve ainda Silvio de Souza Carlos, advogado do DEM, como responsável pela prestação de constas suspeita, aduzindo, ainda, que ele, possivelmente, minutou os contratos utilizados nas fraudes.

    Topa tudo por dinheiro

    No depoimento de Jacob Guilherme da Silveira Farias de Melo, restou registrado no inquérito da Policia Federal que a empresa Multfuncional Serviços vendeu notas fiscais sem a contrapartida na consecução de serviço, notas estas usadas na prestação de contas da campanha de Alan Rick.

    Valor falseado

    Fica, ainda, o registro que em todas as notas fiscais eram emitas em formulários de notas não eletrônicas, que ainda assim - apesar da obrigação do uso de notas fiscais eletrônicas -, as mesmas foram aceitas pela coordenação da campanha para a prestação de contas do partido e que o real proprietário dessa empresa é Paulo Nascimento Santiago e que o montante de notas frias emitidas chegou a R$ 600 mil reais.

    O outro lado

    Em nota distribuída à imprensa pela assessoria do deputado Alan Rick resta consignado que ele nunca se beneficiou de verbas irregulares na sua campanha à reeleição, em 2018, para a Câmara dos Deputados e que as informações veiculadas no jornal “Folha de S. Paulo” não são verdadeiras. Diz, ainda a tal nota, que os recursos usados em sua campanha estão todos dentro da lei e aprovados na prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral.

    Marola

    No tocante ao uso de laranja, informa que o voto na PM Sônia de Fátima Silva Alves foi o mais caro do Brasil também é sensacionalista e inconsistente. Argumenta que houve erro na impressão do seu material de campanha (de Sônia), que foi distribuído com o número de votação errado, com grave prejuízo para sua votação.

    O mundo me condena

    Por fim, diz a assessoria do deputado que Alan Rick está sendo alvo de uma campanha sórdida de difamação com o objetivo de atingir sua honra e de sua família. Deixa consignado que em seu segundo mandato na Câmara, o deputado é um político ficha limpa, com uma trajetória pautada no trabalho e sempre pontuada por valores cristãos. Afirma a assessoria que Ele ainda não foi notificado, mas confia na Justiça e provará sua inocência.

    Censura

    O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aplicou uma pena de advertência ao procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato. O motivo: Deltan afirmou que ministros do Supremo Tribunal Federal estavam mandando uma "mensagem muito forte de leniência a favor da corrupção" ao comentar a decisão que retirou do então juiz Sérgio Moro trechos de delações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro Guido Mantega.

    Direção

    Sem nomear, o procurador fez referência aos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, que votaram a favor da decisão na Segunda Turma do STF. As declarações foram dadas em agosto em uma entrevista concedida à rádio CBN:

    Inteiro teor

    "Os três mesmos de sempre do Supremo Tribunal Federal que tiram tudo de Curitiba e que mandam tudo para a Justiça Eleitoral e que dão sempre os habeas corpus, que estão sempre formando uma panelinha assim que manda uma mensagem muito forte de leniência a favor da corrupção", disse o procurador.

    Complemento

    E foi além: "Objetivamente, Milton [Young, jornalista da CBN] , eu não estou dizendo que estão mal-intencionados nem nada, estou dizendo que objetivamente a mensagem que as decisões mandam é de leniência. E esses três de novo olham e querem mandar para a Justiça Eleitoral como se não tivesse indicativo de crime? Isso para mim é descabido", declarou à época.

    Panos quentes

    Segundo relato do site Uol, a defesa do procurador disse ao CNMP que as críticas foram feitas dentro dos limites do direito à liberdade de expressão. "Não se vê aí mais que um excesso de zelo compatível com a juventude do procurador", disse o advogado Francisco Rezek, que é ex-ministro do STF. "Vai se oferecer a cabeça do jovem procurador em holocausto, mas em holocausto a quem", perguntou Rezek.

    Livre tradução

    Sobre a 'punição' ao procurador federal o ex-deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), que também presidiu a OAB-RJ, criticou a falta de punição mais dura contra o coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol. "Por enquanto, Deltan Dallagnol é o símbolo da impunidade no Brasil. Apesar dos gravíssimos desvios de conduta, inclusive com a prática de crimes, foi 'punido' com mera advertência pelo CNMP, com direito a elogios, e continua a frente da Lava Jato", escreveu o parlamentar no Twitter.

    pfpfpf.jpg

    A casa caiu

    A Polícia Federal cercou a sede da Prefeitura em Capixaba na manhã de hoje, 26/11. Pelo menos 30 policiais participam da operação em três viaturas. O município, que fica distante 97 quilômetros de Rio Branco, desde as primeiras horas da manhã viveu momentos de agitação.

    Cumprindo mandados

    Os policiais militares cumpriam mandados de prisão e de busca e apreensão na sede da Prefeitura e em imóveis residenciais da cidade, onde moram assessores do prefeito em exercício Antônio Cordeiro, o " Joãozinho".

    Desdobramentos

    As irmãs Janete e Sara Frank, assessoras do prefeito, são as mais visadas. Elas foram apontadas com mentoras de um escândalo financeiro com a contratação de servidores que dizem jamais terem prestado um só dia de serviço à municipalidade. É o chamado escândalo do "laranjal", como ficou conhecido o escândalo descoberto por uma comissão de investigação da Câmara de Vereadores e concluída no início do mês com o indiciamento do prefeito e assessores.

    Image
    Image