Eterno testemunho

Lorena de Cáritas Dantas Tuma

Ao longo da caminhada humana,
A linha do horizonte
É mesmo a única constante,
Acompanhando de longe
O circuito da civilização,
Movendo-se diante
Do seu olhar distante.

É a linha onipresente:
Da Amazônia ao Congo,
Aos Emirados,
Acha graça de tantas pernas,
Homens que vão a todos os lados!

E ainda ri, o horizonte,
Da natureza transmutada, transmudada,
Do trânsito, do fluxo contínuo,
Da ponte bioceânica,
Do desígnio (des)humano,
Do artefato urbano.

E contornando com desprezo
A terra sobre a qual
O homem finda sua epopeia,
Lança a inquietude:
Mesmo depois
Da natureza transposta,
Mal sabe o homem quem é,
Nem onde está a reposta!

Arquiteta e urbanista

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