Denúncia grave

Foto: Cedida

O empresário Emerson Feitoza denunciou, ontem, 15, por meio de um veículo de imprensa, o governo de Gladson Cameli (Progressistas), que segundo ele tem dado calote na Indústria de Produtos de Látex da Amazônia S.A.

Explicação necessária

Fruto de uma parceria público-privada feita com a Agência de Negócios do Acre (Anac), ainda no ano passado, durante o governo de Tião Viana, o empreendimento retomou as atividades da antiga Natex, em Xapuri.

Negligência

Feitoza é administrador de empresa CLPO e atual presidente da indústria. Segundo a denúncia feita a um site local, o atual governo tem sido negligente em seu compromisso de assegurar a produção de preservativos e, por conseguinte, manter o emprego de cem pais e mães de família que trabalham no empreendimento.

Investimento de peso

De acordo com Emerson Feitoza, o grupo de empresários que se associou à Anac já investiu mais um R$ 1,5 milhão na produção de preservativos, a fim de atender à demanda oriunda de um contrato assinado pelo governo do Estado com o Ministério da Saúde. E até agora não um centavo sequer de retorno.

Imbróglio

Diz ainda o denunciante que a Indústria de Produtos de Látex da Amazônia S.A. já teria entregado dois dos cinco lotes de camisinhas previstos no contrato com o órgão federal. E que 80% do valor correspondente aos mais de 10,3 milhões de preservativos já teria sido repassado pelo Ministério da Saúde à Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac) – antiga mantenedora da Natex.

Fanfarrão

Feitoza alega ter procurado, há cerca de duas semanas, o governador Gladson Cameli, que – acostumado a bravatear aquilo não tem por costume cumprir –, garantiu que o problema seria resolvido em 24 horas.

Banho-maria

Dias depois desse encontro com Gladson, o empresário foi recebido pelo chefe do Gabinete Civil do governo, Ribamar Trindade. Do encontro participaram ainda representantes da Funtac. E as 24 horas mencionadas por Cameli, passados já nove dias, se transformaram em mais uma semana.

Abismo

Enquanto isso, as despesas resultantes da manutenção da produção se acumulam, em forma de salários, pagamentos a fornecedores, energia elétrica e impostos, entre outros gastos. E o empreendimento está à beira de um colapso.

Nuvens negras

O prazo de uma semana dado pelo chefe do Gabinete Civil se esgota nesta terça-feira. E Feitoza não se mostra nada satisfeito quanto à perspectiva de que os repasses feitos à Funtac pelo governo federal, sejam, finalmente, depositados na conta dos empresários.

Má vontade ou pura maldade?

“Percebo que não há, por parte de alguns membros do governo, nenhum interesse em revolver esse assunto. Não sei se por que não querem ou se há outros interesses pessoais ou políticos por trás dessa história”, disse Emerson Feitoza.

De novo não!

Segundo ele, os funcionários da Indústria de Produtos de Látex da Amazônia S.A., são os mesmos que já haviam passado por três processos de demissão da Natex, tendo amargado recorrentes atrasos salariais e calotes relativos ao pagamento das suas rescisões trabalhistas.

Só o que é de direito

O presidente da indústria que sucedeu a Natex diz que não está pedindo um real de doação do governo, mas tão-somente os valores recebidos pela Funtac e há mais de 90 dias retidos nos cofres do governo estadual.

Tempo esgotado

Pois bem, conforme dissemos, o prazo estipulado na reunião com Ribamar Trindade e a turma da Funtace se esgota nesta terça. Amanhã, portanto, haveremos de saber se Trindade é dado à bazófia – como o é aquele que o nomeou para o cargo no governo.

Parecer

O senador Marcio Bittar (MDB) já entregou parecer sobre o projeto de criminalização do caixa 2, do qual foi relato no Senado. O emedebista manteve a proposta prevista no pacote anticrime do ministro Sérgio Moro (Justiça), que prevê reclusão de dois a cinco anos para condenados.

Enrijecido

Além disso, o relatório de Bittar propõe aumento de um terço a dois terços da pena quando “os recursos, valores, bens ou serviços” forem provenientes de crime. O texto deverá ser votado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado depois do feriado da semana santa.

Bastidores

Deputado estadual eleito pela Frente Popular do Acre pretende trocar de partido para poder concorrer à prefeitura de Rio Branco. Ontem, 15, as articulações estavam a todo vapor.

Oferta

Assim que soube da situação dos empresários que junto com a Anac retomaram a produção de preservativos no município de Xapuri, o deputado federal Alan Rick (DEM) entrou em cena. Alan pediu a assessores que descobrissem o número do telefone do empresário Emerson Feitoza, a fim de se colocar à disposição do grupo.

Solidariedade

A preocupação do parlamentar não se resume à situação de quase falência dos que investiram na indústria de fabricação de preservativos. Segundo sua assessoria de imprensa, o principal anseio de Alan Rick, que se dispõe a intermediar um acordo entre o grupo de investidores e o governo estadual, é manter o emprego das cem pessoas que atualmente trabalham na antiga Natex.

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