Chão de fábrica

Foto: Cedida

Por Valdeci Duarte (*)

Na fábrica de ar comprimido
há porão escuro,
obras de artes
em cantos curvos.

Há rostos sem sorriso
soltos ao acaso,
graça e desgraça, sem graça
e alento sem sentido, sem cor.

Observa-se sol, astros e estrelas,
sem brilho, sem sombra, sem água fresca,
sem porta aberta,
sem rumo, sem porto seguro.

Mentes vagando sem entender,
Desde quando e o porquê
de água ser água, pedra ser pedra
E o macaco continuar na tevê?

(*) Valdeci Duarte – É escritor, reside em Rio Branco/AC e completa o time de membros da Sociedade Literária Acreana – SLA.

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