Câmara da Construção Civil define principais pautas estratégicas durante Fórum de Desenvolvimento

Revisão das planilhas para obras públicas; eficiência energética; articulação com órgãos públicos e controladores; acervo técnico adequado à realidade da obra; estudos das leis de licitações e inovação para a construção civil foram as pautas estratégicas definidas para os trabalhos da Câmara da Construção Civil do Fórum Permanente de Desenvolvimento. Seus membros estiveram reunidos na FIEAC, na tarde da última quinta-feira, 9 de maio, com este objetivo, dividindo-se em grupos de trabalho que irão defender e traçar planos de ação para cada ponto levantado.

De acordo com o presidente do Fórum de Desenvolvimento e da Câmara Técnica da Construção Civil, empresário José Adriano, a prioridade, no entanto, é revisar as tabelas Sicro (Sistema de Custos Referenciais de Obras) e Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil), juntamente com representantes dos órgãos de controle e apoio do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agricultura) e da CBIC (Confederação Brasileira da Indústria da Construção), a fim de se conseguir avançar no entendimento dessa necessidade.

“Nosso sonho é construir uma tabela dentro das metodologias do Sinapi, mas dentro da realidade amazônica e com as características da realidade geográfica do Acre. Mas não adianta fazermos isso isolados, pois as metodologias são definidas em Brasília (DF) e com laboratórios quase sempre das regiões Sul e Sudeste, onde a realidade é completamente diferente”, definiu Adriano.

Ele citou que a realidade do Acre parece fantasiosa, pois as empresas concorrentes não conseguem visualizar as dificuldades que os empresários acreanos enfrentam para realizar qualquer obra no estado. “Talvez seja por isso que muitas empresas não conseguem prosperar, têm vida curta no nosso setor. Então, a proposta é a gente atacar a causa dos nossos problemas, e não mais os efeitos”, resumiu Adriano, afirmando que é preciso desenvolver uma tabela de custos dos insumos de todos os setores que interagem com a construção civil, justificando, assim, o preço final de uma obra. “Esta Câmara Técnica terá muito trabalho a fazer”, frisou.

SEMINÁRIO SINAPI – Representante da FIEAC no Confea, o empresário Reginaldo Pontes afirma que há muitas dificuldades para o cumprimento das tabelas, tanto no Acre quanto em outros estados. “Faltam, também, parâmetros para os órgãos controladores para definir o que é uma obra superfaturada. Cada realidade é diferente para que possamos embasar as tabelas, principalmente com relação a insumos”, reforçou.

Em virtude disso, no próximo dia 22 de maio será realizado na FIEAC o Seminário Técnico de Revisão do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi). A ideia é atualizar os empresários do setor, apresentando as atuais alterações da ferramenta, que passa por uma profunda reforma de ampliação. A programação inclui palestra da engenheira orçamentista do Sindicato da Indústria da Construção de Pernambuco (Sinduscon-PE), Luciana Andrade.

Sua apresentação focará na visão empresarial em relação ao Sinapi, recomendações sobre como usar o sistema e os equívocos mais comuns. O seminário é uma realização da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com a FIEAC, o Fórum Permanente de Desenvolvimento do Estado do Acre e o SENAI Nacional.

Ascom FIEAC

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