Alunos do SENAI desenvolvem ideias inovadoras para inclusão de pessoas com deficiência

Entre os três projetos mais bem avaliados no Grand Prix, o campeão foi o “SOS Cadeirante – Fotos: Assessoria FIEAC

Grand Prix SENAI de Inovação foi disputado na última semana na escola Cel. Auton Furtado, em Rio Branco

Os alunos da Escola SENAI Cel. Auton Furtado participaram, na última sexta-feira, 24, do Grand Prix Escola SENAI de Inovação. Divididos em 17 equipes compostas por até cinco integrantes, os estudantes foram desafiados a desenvolver projetos inovadores voltados para a inclusão de pessoas com deficiência nas indústrias e/ou que facilitassem suas tarefas no dia a dia.

A competição envolveu alunos dos cursos de telecomunicações, mecânica automotiva, eletricidade e programa de alimentos. Para se prepararem para o GP, eles participaram antes de uma oficina de modelagem de negócios utilizando a metodologia CANVAS para que pudessem desenvolver seus projetos.

Geane Reis de Farias, gerente de Educação Profissional do SENAI-AC, explica que o Grand Prix é a primeira etapa da Saga SENAI de Inovação. “No GP são geradas as ideias, que serão desenvolvidas nos Projetos Integradores, juntamente com os professores em sala de aula. E no final tem o Inova SENAI, quando os melhores trabalhos, ao chegarem em um nível alto de maturidade e inovação, disputam a etapa nacional em Brasília”, detalha.

Cadeirante Frank Thieny foi um dos membros da banca avaliadora

Segundo a diretora da Escola SENAI, Ofélia Machado, os alunos se envolveram completamente no Grand Prix e os resultados foram surpreendentes. “Foram 17 equipes, sem nenhuma ausência, o que demonstra o comprometimento e o interesse de todos pelo desafio. E, como vimos, surgiram ideias fantásticas que podem ajudar e muito as pessoas com deficiência”, ressalta Ofélia.

BANCA DE AVALIADORES

Os 17 projetos desenvolvidos foram apresentados a uma banca composta por três avaliadores. E um dos membros da banca foi o cadeirante Frank Thieny. Ele enalteceu a qualidade dos trabalhos realizados pelos alunos.

Estudantes foram desafiados a desenvolver projetos inovadores voltados para a inclusão de pessoas com deficiência nas indústrias e/ou que facilitassem suas tarefas no dia a dia

“Vimos projetos com grande potencial de serem desenvolvidos em benefício de pessoas com deficiência e para a sociedade em geral. Foi uma honra participar da banca e agradeço o convite do SENAI para contribuir com esse projeto”, destaca Thieny.

PROJETO VENCEDOR

Entre os três projetos mais bem avaliados no Grand Prix, o campeão foi o “SOS Cadeirante”. O grupo desenvolveu um ‘macaco’ hidráulico para facilitar o trabalho de cadeirantes que precisarem trocar o pneu do seu carro. “Pensamos no caso de um cadeirante que fosse fazer uma viagem sozinho e furasse o pneu. Como ele trocaria por um estepe sem precisar de muito esforço? Propomos essa tecnologia, usando um macaco normal, mas com adaptações de bolsas de ar, a exemplo da suspensão a ar. Com isso, o cadeirante teria facilidade para levantar e abaixar o veículo, regulando na altura ideal por meio de um botão dentro do carro”, detalha Gabriel Marçal, de 17 anos, estudante de mecânica de automóveis leves.

Os 17 projetos desenvolvidos foram apresentados a uma banca composta por três avaliadores

Outro membro da equipe vencedora, Mateus Veras, de 17 anos, diz que a ideia é levar o projeto adiante. “Pretendemos aperfeiçoar esse projeto, pois é totalmente viável. Foi muito bom participar desse desafio. Muitas vezes as pessoas têm talento, mas não expõem por falta de oportunidade. E é justamente essa oportunidade que o SENAI está dando para que possamos desenvolver ideias inovadoras”, assinala Veras.

Além de Gabriel Marçal e Matheus Veras, também formaram a equipe campeã os alunos Rudinique de Souza Faria e Yago André da Silva Araújo.

Assessoria Sistema FIEAC

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