Súplica

Foto: Cedida

O deputado Luiz Gonzaga (PSDB), primeiro-secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), denunciou na manhã de ontem, quinta-feira (2), o abandono da BR-364 no trecho entre Sena Madureira e Feijó.

Cadê o prestígio?

A obra que tem a responsabilidade da manutenção por parte do Dnit – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes -, órgão que pende do organograma do Governo Federal , e está desmoronando, urgindo que os parlamentares federais e o governador Gladson Cameli (PP) entrem em campo e façam valer o prestígio que, cá no Acre, alardeiam possuir junto ao presidente Jair Bolsonaro.

Retrato

Em breve relato, o parlamentar tucano disse que “na manhã desta quinta-feira, na companhia dos meus assessores, peguei a BR-374 rumo a Cruzeiro do Sul, com o intuito de fiscalizar alguns trechos ao longo da estrada, que se encontram em estado de total abandono, segundo me foi comunicado por amigos e empresários”.

Imagem lunar

E segue: “em determinado trecho da rodovia, uma cratera toma pelo menos a metade da pista e coloca em risco a vida de motoristas e passageiros. Gonzaga denuncia que o local está abandonado há meses pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit)”.

Descaso

E finaliza: “Essa cratera aberta toma mais da metade da estrada entre Sena Madureira e Feijó. Ela está aberta há meses e o risco de acidente é iminente, pois além dos buracos, não existe sequer uma placa de sinalização para alertar os condutores que trafegam nesse trecho”, conta o parlamentar.

Mal pagos!

Em pronunciamento na sessão desta quinta-feira (2) o líder do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Daniel Zen, disse que o trabalhador brasileiro não teve motivos para comemorar no Dia do Trabalhador, comemorado no dia 1º de maio, devido ao alto índice de desemprego registrado no país.

Números

Ele destacou os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que registrou o índice de 12,7% de desempregos, com 13,4 milhões de trabalhadores sem emprego. “Nós não tivemos muito o que comemorar no Dia do Trabalhador graças aos retrocessos sofridos no Plano Nacional com relação às leis trabalhistas. Um exemplo disso é o aumento da taxa de desemprego no Brasil. O Bolsonaro conseguiu gerar mais desempregados no país”, disse.

Você é problema seu!

Sobre a reforma da Previdência, priorizada pelo governo federal, Daniel Zen disse que o trabalhador terá que bancar sua aposentadoria sozinho. “Essa reforma vai tirar do trabalhador a obrigatoriedade de depositar o FGTS e vai colocar o empregado para bancar sozinho a sua contribuição da previdência. Nem que ele passe quarenta anos contribuindo, ainda assim, não será suficiente para bancar a aposentadoria”, complementou.

Vamos à luta, companheiros!

Para concluir, o deputado falou sobre o lançamento da programação do “Calendário Unificado de Lutas do Mês de Maio: contra o fim das aposentadorias e por mais empregos e salários decentes”.

Olhar

O ex-deputado João Correia (MDB), prócer de alto coturno do partido no Acre, ontem lançou texto em um site local aquilatando a dimensão trágica da participação do Amazonas na constituição da esfera pública do Acre.

Agentes ativos

Após breve peroração, lembrou da participação ativa dos governadores amazonenses José Cardoso Ramalho Júnior – 1898/1900 – ( que financiou Luiz Galvez ) e Silvério José Nery – 1900/1904 – ( que auxiliou no financiamento do exército de Plácido de Castro ), ressaltando que sem a ação destes, talvez, o Acre nem existisse como rincão brasileiro.

Passeando na história

Com sua peculiar erudição, Correia realça que Karl Marx lembra que Hegel disse que os fatos e personagens de grande importância da história do mundo se repetiam duas vezes: a primeira como tragédia, a segunda como farsa.

Mal na foto!

Pois é justo na segunda parte da história aonde o ex-deputado faz análise que traz como protagonista o governador Gladson Cameli (PP), citado pelo emedebista como o comandante de uma farsa.

O grande irmão!

No dizer de Correia, o pai de Gladson, empresário Eládio Cameli, de sobeja influência no Amazonas e em outros estados da região Norte, inclusive no Acre, é quem manda no governo do filho, asseverando que “ de Manaus, emanam as principais leituras, as decisões substantivas e as intervenções levadas a cabo na Administração Pública do Acre”.

Vício de origem

Na leitura do emedebista, a segunda intervenção amazonense começou em grande estilo, antes mesmo de Gladson Cameli tomar posse como Governador. Para Correia “constata-se que as principais funções financeiras nas Secretarias fins e detentoras dos maiores orçamentos foram ocupadas por quadros oriundos da cidade de Manaus”.

Periscópio

Em uma figura de linguagem, mas com nítida clareza, Correia disserta que “como um iceberg, o Governo de Gladson Cameli é comandado pela parte oculta, submersa, invisível a olho nu. Ao que é dado conhecer, em determinada hora da noite, Eládio Cameli, de Manaus, comunica-se com o Conselheiro Malheiros, do Tribunal de Contas do Estado, em Rio Branco, e despacham com freqüência regular sobre os destinos do Acre”.

Outros interesses

E ainda pespega: “ interesses baseados no Estado do Amazonas estão no âmago do comando do Governo do Acre e têm feito de títere o Governador Gladson Cameli, a despeito de seu inegável carisma”.

Conceito

Por fim, no estilo deixa que eu chuto, Correia deita avaliação: “a repetição da história acreana como farsa pode tomar a feição de um filicídio político como conseqüência indesejada da intervenção amazonense. Não há como fugir da impressão de que a maior parte da sociedade acreana está insatisfeita e angustiada. Apenas é de se desejar que ela não esteja a temer o acreanicídio”.

Comissão de frente

Atento ao fato de que o MDB é um expoente da coligação que elegeu Gladson Cameli, fica cada vez mais claro que o partido caminha na contramão das benesses que recebe do governo do progressista, onde ocupa destacados cargos.

Sem largar o osso!

Há poucos dias foi noticiado que a engenheira Maria Alice, prima do deputado federal Flaviano Melo (MDB) e atual gestora da SGA, seria escolhida para comandar uma super secretaria a ser criada a partir da fusão da Gestão Administrativa e da Secretaria do Planejamento, aumentando ainda mais a participação da sigla no governo Gladson. Nesse caso, cai como uma luva para o MDB a figura criada e aplicada aos caninos: é comendo e rosnando.

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