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Poronga

Mobilização

O Sindicato dos Bancários do Estado do Acre decidiu por maioria absoluta em assembleia realizada por vídeo conferência no fim da tarde de sexta-feira, aprovar o estado de greve da categoria.

Compasso de espera

O estado de greve funciona como uma espécie de “Stand By”. Na medida em que os sindicatos dos bancários dos outros estados entrar em greve, os bancários do Acre irão aderir de maneira automática.

Insurgência 

O movimento de greve é um protesto contra a decisão do governo de fechar agências e demitir cerca de 5 mil funcionários em todo país. No Juruá, serão fechadas as agências da Catedral, no centro de Cruzeiro do Sul, e a única agência de Mâncio Lima.

Reação 

Ao todo, quatro municípios do estado estão perdendo agências, e em outros três, as unidades serão transformadas em pontos de atendimento. “Essa decisão do governo federal vai precarizar mais ainda o atendimento vai aumentar as filas, e vai prejudicar todos os clientes do Banco do Brasil, então é contra isso que estamos lutando nesse momento”, disse o vereador de Cruzeiro do Sul, Elter Nóbrega (PROS). Elter é diretor licenciado do sindicato dos bancários e acompanhou a votação.

À luta, companheiros!

“Esse movimento é um protesto e uma resistência, para poder manter os trabalhos, trabalhadores e agências bancárias que o governo quer extinguir, possivelmente visando uma privatização”, disse.


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STF no horizonte

Começaram mal as tratativas entre o Ministério da Saúde e o governo de São Paulo para o início da vacinação contra a covid-19 no País com a Coronavac. A cobrança federal, sem aviso prévio, ao Instituto Butantã pela entrega imediata de 6 milhões de doses foi interpretada como um gesto de autoritarismo. Segundo um auxiliar de João Doria, o governador acha que Jair Bolsonaro trata o Estado como “quintal” para depositar entulho autoritário. É cada vez maior a chance de o Supremo ser, de novo, acionado por São Paulo em algum momento da disputa.

Stop

Claro, tudo ainda depende da Anvisa, mas no próprio Supremo a leitura é de que o imbróglio em torno das doses deve mesmo ser resolvido pela Corte.

Stop 2

O governo paulista pode acionar o STF para garantir que as doses não sejam confiscadas pela Saúde. O relator das ações sobre o tema na Corte é Ricardo Lewandowski.

Stop 3

João Doria (PSDB) fez o mesmo na semana passada, quando o Ministério da Saúde sinalizou que poderia confiscar seringas dos Estados. Teve decisão favorável de Lewandowski e a Saúde recuou.

Cadê?

No entendimento de interlocutores do ministro, só será possível entender se o caso da Coronavac configura um “confisco” olhando o contrato firmado entre os Estados e o governo federal. Como foi acordada a compra? O pagamento? A entrega das doses? Questões básicas que precisam ser respondidas.

Azedou

O tom nos bastidores da relação entre São Paulo e o governo federal, porém, ainda está abaixo do mostrado publicamente por Jair Bolsonaro e João Doria na sexta-feira.

Direto

“O desespero de Bolsonaro atacando João Doria em programa televisivo, além de ser lamentável para um presidente da República, evidencia o seu avançado estágio de delírio político e demonstra sua criatividade na criação de narrativas fantasiosas”, afirma Marco Vinholi, secretário estadual de São Paulo.

Cuca

Cresce a cada dia a impressão entre políticos de que Bolsonaro habita um universo paralelo digno de Monteiro Lobato.

Desindustrialização 

Na semana passada, o anúncio da decisão da Ford de fechar suas fábricas no Brasil após 100 anos evidenciou o processo de desindustrialização em curso no País, agravado nos últimos tempos. Há seis anos consecutivos, desde a recessão iniciada em 2014, o Brasil vê o número de indústrias no território nacional cair.

Números 

No ano passado, 5,5 mil fábricas encerraram suas atividades. Ao todo, entre 2015 e 2020, foram extintas 36,6 mil. Isso equivale a quase 17 estabelecimentos industriais exterminados por dia.

Escala 

Segundo a série histórica iniciada em 2002, até 2014 o número de fábricas crescia, mesmo com a indústria de transformação perdendo relevância na economia diante do avanço dos outros setores.

Fundo do poço

Há seis anos, o País tinha 384,7 mil estabelecimentos industriais. Mas, no fim do ano passado, a estimativa era de que o número tinha caído para 348,1 mil. Pouco antes do anúncio da Ford, outras multinacionais já haviam comunicado que fechariam suas fábricas no Brasil, caso da Sony e da Mercedes-Benz, que encerrou a produção de automóveis.

Fatores 

“O processo de desindustrialização coincide com o início do Plano Real (quando o câmbio apreciado tornou os produtos brasileiros mais caros lá fora e os importados ficaram mais baratos no País). Além do custo Brasil, mais recentemente a produtividade caiu e parte do parque industrial não se modernizou”, explica o economista Fabio Bentes, da Divisão Econômica da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), responsável pelo estudo.

Inusitado 

“A desvalorização recente do real ajuda o setor agrícola, o extrativo, favoreceu a balança comercial. Mas o efeito para a indústria não é instantâneo”, afirma Bentes. Ele calcula que a fatia da indústria da transformação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro desça a 11,2% em 2020. Será o patamar mais baixo da série histórica iniciada em 1946.

Metodologia 

O levantamento da CNC foi feito a partir de duas bases de dados. Uma é a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), atualmente sob responsabilidade do Ministério da Economia. Outra é o Sistema de Contas Nacionais, do IBGE. Apenas os dados referentes a 2020 são uma projeção, feita com base em estimativas para o PIB da indústria de transformação e a produtividade do setor.

Efeitos 

Se a produção cresce, cada aumento de um ponto porcentual gera abertura de cerca de 1,2 mil unidades produtivas no ano seguinte. O mesmo raciocínio vale no caso de queda de produção. “Diante disso, não se pode descartar que haja uma redução ainda mais forte no número de indústrias este ano”, explica Bentes.

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