Poronga

    Intervenção

    O vereador Emerson Jarude (MDB) discorreu nesta sexta-feira, 22, na sessão online da Câmara, sobre o problema das empresas de transporte coletivo em Rio Branco. Nesta semana, os motoristas fizeram uma manifestação para reivindicar três meses de salário atrasado.

    Berço esplêndido

    Jarude recorda que a CPI do Transporte, em 2017, poderia ter evitado o caos no transporte hoje, se adotadas as devidas providências. “Se tivéssemos sido mais rígidos em 2017, com certeza não teríamos esses problemas de hoje”.

    Medida extrema

    Ainda segundo o vereador, para equacionar o problema, a solução seria uma intervenção da Prefeitura de Rio Branco nas empresas de transporte coletivo.

    Devassa

    “É entrar nas empresas e fazer auditorias e, se necessário, fazer os devidos investimentos para manter as questões essenciais, como o salário dos trabalhadores, e também garantir que o sistema continue funcionando normalmente. É preciso essa intervenção e auditoria interna”.

    Ação complementar

    E acrescenta: “Paralelo a isso, é necessário abrir edital novo para garantir que outras empresas também possam trabalhar no mercado local. São essas medidas que nós defendemos”.

    Implicância

    Por fim, Jarude voltou a pedir a revogação do decreto de rodízio de veículos em Rio Branco. “A mesma fonte apresentada pela prefeitura que disse que teve aumento do isolamento, mostra que não teve. Pelo contrário, as pessoas continuam saindo e, dessa vez, em transporte coletivo o que aumento o risco de contágio”.

    Mais do mesmo

    A operação Mitocôndrias continua rendendo. Nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira, 22, agentes da Delegacia de Combate à Corrupção da Polícia Civil estão executam a segunda fase da operação, destinada a investigar o desvio de recursos da merenda escolar no Acre. A operação ocorre simultaneamente em Rio Branco e nas cidades do Alto Acre.

    Frota

    Vários mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos, todos autorizados pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco. Pelo o que apurou o site ac24horas, cerca de 10 carros de luxos foram apreendidos.

    Alvos

    Informa o noticioso que parte dos veículos seriam do empresário Manoel de Jesus, que foi alvo da primeira fase e ficou preso por alguns dias junto com o seu sobrinho, o também empresário Cristian da Silva Sales. Um familiar dos alvos foi encaminhado a delegacia para prestar esclarecimentos.

    Ressarcimento

    Informações preliminares apontam ainda que contas de empresas laranjas teriam sido bloqueadas pela justiça por também fazem parte do esquema do desvio de verba da merenda do Acre. De acordo com o apurado pela reportagem, essa fase da Operação é para assegurar bens e valores para cobrir o suposto estrago feito pelo desvio de recursos.


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    Caso sério

    A decisão de Jair Bolsonaro de mudar os protocolos do ministério da Saúde para uso da hidroxicloroquina contra o coronavírus acaba de sofrer um duro revés. Um estudo publicado nesta sexta-feira pela revista médica The Lancet, a de mais prestígio no mundo, a partir de testes em 96 mil pacientes, aponta que o remédio mata, aumentando o risco de complicações cardíacas, e não ataca a Covid-19.

    Diagnóstico

    “Os medicamentos antimalária que o presidente dos EUA, Donald Trump, divulgou para o tratamento do Covid-19 estão relacionados a um risco aumentado de morte e doenças cardíacas em um estudo. A hidroxicloroquina e a cloroquina não beneficiaram os pacientes com o coronavírus, isoladamente ou em combinação com um antibiótico, de acordo com o estudo publicado sexta-feira pela revista médica The Lance”, aponta a Bloomberg.

    Rumo ao desconhecido

    E ainda: “Os pesquisadores estão pesquisando as opções disponíveis para tratar o coronavírus, que matou mais de 330.000 pessoas, incluindo medicamentos como os antimaláricos, que também já foram aprovados para tratar o lúpus e a artrite reumatóide. O endosso de Trump levou muitas pessoas a tomar os medicamentos sem prova científica de seu benefício. O estudo analisou os registros de 15.000 pessoas que foram tratadas com antimaláricos e um dos dois antibióticos que às vezes foram combinados com eles”.

    Números

    Adiante: “O tratamento com qualquer combinação dos quatro medicamentos foi associado a um risco maior de morte do que o observado em 81.000 pacientes que não os receberam”, diz ainda a reportagem.

    Precaução

    Noutra ponta, a Sociedade Brasileira de Cardiologia divulgou nesta sexta (22) uma nota pública posicionando-se contra o protocolo do Ministério da Saúde que expande o uso de cloroquina em tratamentos contra coronavírus para casos mais leves, mesmo sem evidências científicas que atestem a eficácia e segurança da droga. Porém, diante do novo protocolo, a Sociedade faz recomendações a respeito dos exames necessários para os pacientes que optarem pela cloroquina ou hidroxicloroquina.

    Mexa-se!

    Informa o portal G1 que a juíza federal Jaiza Maria Pinto Fraxe, da 7ª Vara Federal Ambiental e Agrária da Seção Judiciária do Estado do Amazonas, deu nesta quinta-feira (21) decisão favorável ao pedido do Ministério Público Federal (MPF) que buscava obrigar a União a adotar “medidas efetivas e urgentes” para conter a escalada do desmatamento na região.

    O outro lado

    O Ministério do Meio Ambiente (MMA) disse que já cumpre a determinação e não deu detalhes sobre o cumprimento da sentena. “O Governo já está atuando conforme determina a decisão judicial, através da Operação de Garantia da Lei e da Ordem que mobilizou IBAMA, ICMBIO, Polícia Federal, Forças Armadas e polícias estaduais”, informou o MMA.

    Amparo legal

    O pedido da intervenção judicial foi feito pela coordenadora da força-tarefa Amazônia do Ministério Público Federal, procuradora Ana Carolina Haliuc Bragança, e apresentado em 23 de abril à Justiça Federal do Amazonas. Os procuradores cobram ações imediatas de fiscalização e controle em dez pontos da região considerados os mais críticos.

    Subscritores

    Na ação, assinado por 25 procuradores da República, o MPF lembra que o próprio Ibama definiu essas dez áreas mais críticas, que concentram 60% do desmatamento na região amazônica, e apontam uma redução expressiva das ações de fiscalização do governo.

    Descaso

    De acordo com os procuradores, operações de fiscalização foram suspensas inclusive depois do início da pandemia de coronavírus o que, segundo eles, abre espaço para uma “presença mais intensa de infratores na floresta”, colocando os povos indígenas e comunidades tradicionais em “grave perigo”, até de contaminação.

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