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Poronga

Destaque 

O renomado jornalista Lauro Jardim, que assina coluna diária no jornal O Globo, do Rio de Janeiro, fez publicar texto desancando a postura do senador Márcio Bittar (MDB/AC), que no afã de defender o governo do presidente Jair Bolsonaro, fez postagem no facebook criticando o recém empossado presidente dos Estados Unidos Joe Biden, o presidente da França, Emmanuel Macron, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel.

Repercussão 

Diz Jardim: “O senador bolsonarista Marcio Bittar (MDB-AC) achou boa ideia publicar um vídeo na noite desta quarta-feira criticando os presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, e da França, Emmanuel Macron, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. O motivo é até difícil de acreditar: a falta de apoio aos amazonenses que sofreram com a falta de oxigênio por conta do surto da Covid-19 no Estado”.

Embasamento 

E segue: “O insólito argumento é que o Amazonas viveu uma crise humanitária “talvez sem precedentes” e os três líderes mundiais citados pelo nobre senador sequer divulgaram uma nota de apoio ou mandaram material para ajudar os brasileiros da região. (Detalhe: Biden tomou posse há poucas horas e sucedeu Donald Trump, aliado de Bolsonaro, que estava no poder durante o auge da crise”.

Lógica

Adiante: “Segundo a lógica de Bittar, o silêncio comprova que o interesse dos estrangeiros sobre a Amazônia não é “com as pessoas e com os seres humanos”, e sim com a economia”.

Fecho 

Por fim: “Imagina que a notícia é que, ao invés de atingir seres humanos, amazônidas, particularmente de Manaus, fosse com madeira [...] Aí, com certeza, esses líderes estrangeiros estariam fazendo uma campanha contra o Brasil — concluiu, dizendo que a lição é que... nós temos que cuidar dos brasileiros. Aliás, o nada diplomático Marcio Bittar é titular da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado”.

Bola dividida 

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, completados 21 dias no cargo, decidiu que os alunos do 5º ano devem voltar às salas de aula a partir do dia 8 de fevereiro. A decisão gerou polêmica e repercute mal nas redes sociais, entre políticos, sindicado da educação e servidores do setor.

Inoportuno 

Internautas consideram que Bocalom erra ao decidir que estudantes e servidores voltem a frequentar a escola em plena pandemia de covid-19 em um momento de alerta por causa da segunda onda do vírus.

Alto lá!

O vereador Adailton Cruz (PSB), que também é presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde do Acre, foi um dos primeiros a se insurgir, considerando que a decisão do prefeito é precipitada e inconsequente. “Estamos vivenciando a maior crise sanitária que humanidade já viu, quase mil vidas perdidas em nosso estado, uma decisão desta, neste momento, sem imunidade rebanho, em período de pico, é no mínimo equivocada e inconsequente”. 

Precipitação 

E segue: “Estamos com uma quantidade de vacinas que não cobrem, sequer, vinte por cento da nossa população, e ainda que seja, não traz, nos próximos 40 dias qualquer segurança aos alunos, servidores, professores e familiares. Se persistir, iremos usar todos os meios legais para que garantir a devida segurança, a todos.”

Argumentos 

Na manhã de ontem, quarta-feira (20), a secretária de Educação do Município, Nabiha Bestene, afirmou que a volta às aulas tem por objetivo evitar prejuízos na transição do 5º para o 6º ano do ensino fundamental, quando os estudantes passam a ser de responsabilidade do governo do Estado.

Precauções 

Nabiha argumenta que haverá rodízio, com 50% dos estudantes nas salas de aula apenas. Além disso, a Prefeitura vai disponibilizar equipamentos de proteção, como máscaras e álcool em gel. Outra ideia, que já está em prática, é a capacitação dos servidores para atuarem no auxílio das medidas sanitárias.

Corrente 

O deputado estadual Jenilson Leite (PSB), que também é médico infectologista, também faz coro com Adailton Cruz e  diz que não é recomendável o retorno das aulas neste momento. Leite diz que vai consultar o comitê de acompanhamento especial da covid-19 no Acre para saber “se essa é uma decisão do comitê ou uma determinação unilateral do prefeito Bocalom”. Ele acredita que o comitê não autorizaria a volta às aulas.

Contrassenso 

“Voltar as aulas com nossas UTIs lotadas e falta de leitos e oxigênio em Estados vizinhos nao é recomendável. O momento de retomar as aulas é quando tivermos uma maior tranquilidade sanitária e não em meio a esse fervor que estamos vivendo, onde nossas UTIs estão lotadas, nossos servidores em saúde cansados e pessoas adoecendo e morrendo de COVID todos os dias. A vacina que chegou não vai ser suficiente para imunizar nem os profissionais que estão na linha de frente, estamos vendo em nossos Estados vizinhos as pessoas morrem por falta de oxigênio. Há um ditado que diz que quando a gente vê um problema acontecendo ao nosso lado, a gente põe as “barbas de molho”, diz Jenilson.

O momento requer calma!

Jenilson antecipa que vai consultar ao comitê COVID para saber se essa é uma decisão do comitê ou uma determinação unilateral do Prefeito Bocalom. Diz acreditar que o comitê não autorizaria o início das aulas num momento difícil como esse que vivemos, mesmo com adaptações sanitárias. Relembra que há uma recomendação sanitária que recomenda a adaptação de escolas que queiram funcionar, mas para momentos de maior tranquilidade.


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Distribuição 

As vacinas que devem ajudar no combate ao coronavírus no Acre também chegaram a Santa Rosa do Purus, distante 298 km a noroeste da capital Rio Branco, na manhã desta quarta-feira, 20. O voo que levou as doses da Coronavac foi realizado pelo avião particular do governador Gladson Cameli, que colocou o veículo à disposição do Estado para ajudar no transporte e ações em saúde neste período de pandemia.

Cota

No total, 3.100 doses do imunizante foram destinadas ao município, que, assim como os demais, destinará a vacina, neste primeiro momento, exclusivamente a profissionais da área da saúde, idosos e grupos indígenas.

Prestígio 

A solenidade com o ato simbólico de vacinação foi realizada no Centro de Saúde Paulo Alcione Marques e teve a participação do governador Gladson Cameli; do vice-governador Major Rocha; do prefeito do município, José Altamir de Sá; do representante da Assembleia Legislativa do Acre, deputado Luiz Gonzaga; e do secretário de Estado de Saúde, Alysson Bestene.

Ação de ofício 

“Vim primeiro agradecer a todos os colaboradores que estão na linha de frente no combate ao coronavírus, servidores da Saúde, Vigilância Sanitária e trabalhadores da Segurança, e também trazer as boas novas de que Santa Rosa será o município que mais vai receber vacinas, proporcionalmente falando, pela quantidade de habitantes indígenas. Trouxemos a primeira remessa; hoje e essa semana ainda chegam as demais para vacinar os que têm prioridade. As coisas vão melhorar, tenha a certeza disso, mas para a vacina é só um reforço, vamos precisar redobrar os cuidados pra poder vencer esse vírus”, destacou Gladson Cameli.

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