Poronga

    Agenda 

    Ontem, 01/09, o candidato do PSDB a prefeitura de Rio Branco, professor Minoru Kimpara, reuniu-se com empresários da indústria na sede da Federação da Indústria do Acre (FIEAC), oportunidade em que lhe foi apresentada as propostas do setor industrial para, se sobrevier entendimento, incorporação ao plano de governo do tucano na administração de Rio Branco. 

    Compromisso 

    Minoru expressou entendimento de que as reivindicações dos empresários locais são factíveis e firmou compromisso de estabelecer profícua parceria com o setor caso obtenha êxito em sua empreitada. 

    Visão 

    Professor Minoru ainda deixou patenteado que uma eventual administração sob sua batuta terá como ponto principal o trabalho conjunto com as forças que produzem emprego e renda no município, vez que enxerga  na criação de oportunidades de trabalho e renda para a população  - principalmente para os jovens egressos das universidades - necessidade premente do nosso tempo. 

    Efusivo 

    Autor de uma das representações contra Deltan Dallagnol no Conselho Nacional do Ministério Público, Renan Calheiros celebrou nas redes sociais saída do procurador do comando da operação Lava Jato. 

    Galeria 

    Segundo o senador alagoano, “O banimento do Deltan Dallagnol da Lava Jato era inevitável. As transgressões são constrangedoras: foi parcial, perseguiu, usou o MP para fazer política. A saída, pelos fundos, é tentativa inútil de reduzir o vexame. Fará companhia a Sergio Moro no grupo dos insignificantes”. 

    Coro 

    Também autora de representação contra Deltan no conselho, a senadora Katia Abreu comentou:  “A posição de Dallagnol era insustentável há muito tempo. Ele estava, na verdade, prejudicando a própria operação, pelo personalismo que imprimiu”. 


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    Sujou

    Ontem a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de inquérito para investigar parlamentares federais por suspeita de uso irregular de verba destinada à atividades  legislativas, incluídos, aí, a deputada federal acreana Jéssica Sales (MDB) e o Senador Márcio Bittar (MDB) - este no período em que exercia o mandato de deputada federal. A ministra atendeu a um pedido do vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros. 

    Contexto 

    De acordo com o vice-procurador, os parlamentares  fazem parte de “um forte esquema de falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro”.  O  caso envolve a contratação da empresa Atos Dois Propaganda e Publicidade Ltda (Xeque Mate Comunicação e Estratégia). 

    Alvos

    São investigados também a deputada Benedita da Silva (PT-RJ), os deputados  Sérgio Brito (PSD-BA), Carlos Henrique Amorim (DEM-TO), Silas Câmara (Republicanos -AM),  Danilo Jorge de Barros Cabral (PSB-PE), Fábio de Almeida Reis (MDB-SE), Hiran Manuel Gonçalves da Silva (PP-RR),  Fausto Ruy Pinato (PP-SP) e o senador Romário (Podemos-RJ).

    Rosário 

    E a lista prossegue: André Luis Dantas Ferreira; João Alberto Fraga; César Hanna Halum; Joziane Araújo Nascimento; Marcelo Augusto da Eira Correa; Marcelo Theodoro de Aguiar; Roberto da Silva Sales; Sebastião Bala Ferreira da Rocha; Raul da Silva Lima Sobrinho; Milton João Soares Barbosa; Iris de Araújo; Ronaldo Fonseca de Souza; Pedro Vilela; Rebecca Martins Garcia; Josiane Braga Nunes; Julia Maria Godinho da Cruz Marinho; Rogério Schumann Rosso e  Ezequiel Cortaz Teixeira.

    O golpe 

    Segundo a PGR, o esquema utilizava empresas de fachada e de ‘testas de ferro’, possuindo como sócios pessoas com padrão de vida simples. As empresas teriam supostamente prestado serviços a congressistas no período de janeiro de 2014 a junho de 2018, emitindo notas fiscais com“fortes indícios de inconsistências”, as quais teriam sido usadas “para  amparar a suposta utilização da cota parlamentar”.

    A prova do crime 

    A ministra cita na decisão que há nos relatórios  de investigação, documentos e áudios obtidos em diligências de busca e apreensão, quebras de sigilo telefônico, bancário e fiscal.  Deste material surgiram suspeitas de “um forte esquemade falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro”.

    O passado que condena 

    Rosa Weber decidiu enviar para Justiça Federal do Distrito Federal  o pedido para investigar mais 19 ex-deputados. No caso do Senador Márcio Bittar, ela entendeu que o caso dele não envolve o mandato do Senado, mas sua atividade na Câmara. 

    Remember 

    Conquanto a deputada Jéssica Sales, vale recordar que já em julho de 2015, no exercício do primeiro ano do primeiro mandato, a imprensa local denunciaou que a parlamentar r usou mais de R$ 120 mil, via verbas da cota da atividade parlamentar, para ressarcimento com a impressão de 190 mil exemplares relatando as atividades de seu mandato , abrangendo um curto período de três meses.

    Invisível 

    O dito impresso teria sido editado em três edições, de tamanho tablóide, confeccionado em papel couchê 150 gramas, em cores, de oito páginas, cujos exemplares, conforme constatado junto ao sistema de controle da Fazenda Estadual, jamais chegou ao Acre via terrestre, aérea ou fluvial.

    Reincidência 

    As irregularidades foram reveladas a partir da análise da divulgação do portal de transparência da própria Câmara dos Deputados, hospedado na internet. Lá está escrito que a deputada, no mês de junho de 2015, gastou R$ 57.600 com a impressão de 90 mil exemplares do informativo que ninguém viu – nem no Acre ou em Brasília. O mesmo já havia acontecido em março, um mês após a posse da deputada, na data de 1 de fevereiro de 2015.

    A prova 

    A nota fiscal da empresa na qual os jornais teriam sido impressos, a Gráfica Eco Editora e Impressos LTDA-ME, situada na quadra 03 do Conjunto “A” Lote e 21, Loja 02, setor gráfico, no Núcleo dos Bandeirantes, no Distrito Federal, é outro libelo contra a deputada, já que a racionalidade indica que seria mais econômico produzir os impressos no Acre. 

    Antieconômico 

    Se for considerado o peso estimado para cada exemplar impresso, a papelada onde estariam impressas as atividades de menos de seis meses da nova deputada, seria da ordem de mais de 30 mil quilos – 30 toneladas. Peso suficiente que, para vir de Brasília a Rio Branco, teria que ser trazido numa carreta, logística inviável - repita-se -, frente ao preço do frete.

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