Poronga

    Laranjal

    O jornal Folha de São Paulo, na edição de hoje, 25-11-2019, traz como principal manchete a matéria "PF diz que DEM liderou esquema com maior candidata laranja do país".

    O texto remete à policial militar da PM do Acre Sônia de Fátima Alves, que na disputa de 2018, concorrendo a uma vaga para a Câmara dos Deputados, em Brasília, recebeu R$ 240 mil do Diretório Nacional da sigla e obteve apenas seis votos, num custo médio de R$ 46,6 mil por apoiador. A dinheirama advém de recursos públicos.

    Suporte

    Sônia declarou ter contratado 46 pessoas para atividades de mobilização de rua; aluguel de 16 automóveis, confecção de santinhos e contratação de anúncios, recebendo R$ 39,5 mil em material eleitoral doado.

    Finalidade

    De acordo com o inquérito da Polícia Federal, ao qual o jornal Folha de São Paulo teve acesso, Sônia foi usada como candidata laranja para desvio dessas verbas em benefício da campanha do deputado federal Alan Rick (AC), presidente do Diretório Estadual do DEM do Acre e membro da Executiva Nacional do partido.

    Relato

    A matéria traduz ipsis literis: "Sendo Alan Rick o beneficiado direto com os gastos de campanha da candidata e tendo ele, ao mesmo tempo, controle do comitê financeiro, que é quem responde civil e criminalmente pelas irregularidades, parece sinalizar, sem eximir os demais membros do comitê de parte da responsabilidade, Alan Rick Miranda é responsável pelas irregularidades identificadas", diz o relatório do delegado responsável, Jacob Guilherme da Silveira Farias de Melo.

    Curiosidades

    Na apuração sobre o caso do DEM, a Polícia Federal lista entre os indícios de que Sônia foi laranja da campanha de Alan Rick - que se elegeu com 22.623 votos - as diversas relações entre o deputado e os supostos prestadores de serviços da candidata. Relata ainda que ela não teve votação nem na cidade de um de seus supostos coordenadores de campanha e que um de seus supostos cabos eleitorais publicou em suas redes sociais pedido de voto para outro candidato. Os policiais colheram também depoimentos de dois ex-integrantes da campanha do DEM no Acre que confirma a existência da candidatura laranja.

    Conluio conjugal

    Além do deputado, sua mulher, Adriana Michele (tesoureira da sigla), e mais de 30 outras pessoas são suspeitas de integrarem o esquema - a PF cota a ocorrência de seis crimes, com implicação que varia de acordo com o suspeito.

    Medidas drásticas

    Diz ainda o texto do jornal paulista que "no mês passado, a PF pediu a prisão temporária da mulher de Rick, de Sonia e de outros dois dirigentes do DEM-AC, além da busca e apreensão em uma série de endereços - a prisão do deputado não foi pedida por causa de limitações impostas pela Constituição em rezão do cargo que ele ocupa".

    Decisão judicial

    O juiz eleitoral do Acre, Anastácio Lima de Menezes Filho, negou os pedidos de prisão afirmando, entre outros pontos, que a medida "em nada ou quase nada" auxiliaria na coleta de provas e "configuraria verdadeiro atentado aos direitos e liberdades públicas consagrados na Constituição". O magistrado também negou parte dos pedidos de busca e apreensão, entre elos os que tinham como alvo a casa do deputado. "Nada indica que a prova possa estar guardada na residência conjugal ou no escritório, principalmente quando toda a lógica aponta que se busque tais indícios na "Executiva Estadual do DEM", escreveu.

    O outro lado

    Por meio de sua assessoria o deputado Alan Rick afirmou à Folha de São Paulo que Sônia foi escolhida já perto da eleição para a vaga de uma candidata que havia desistido e que o expressivo repasse de verbas, decidido pela Executiva Estadual, ocorreu para que ela pudesse reverter a situação de desvantagem. "Além de ingressar tardiamente na campanha, a candidata enfrentou diversos contratemos, a exemplo de erros na confecção de material de propaganda e grave enfermidade", diz o comunicado do parlamentar via assessoria.

    Mais empecilhos e lições

    Rick afirma, ainda, que a verba empregada "nem sempre traz o resultado desejado para o candidato e para o partido, mas é certo que os resultados servem para o aprimoramento das escolhas futuras em novos pleitos".

    Modus operandis

    A direita simpatizante da Operação Lava Jato lançou no Twitter uma hashtag #AlcolumbreRaboPreso, em referência ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Trata-se de uma cobrança para que o parlamentar paute a prisão após condenação em segunda instância.

    Alvo

    Também há usuário que pede o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que votou contra a prisão antecipada.

    Objetivo oculto

    Um dos efeitos da decisão do STF foi a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça, emitiu a ordem de prisão sem o esgotamento de todos os recursos judiciais.

    Questão de ordem

    O deputado estadual Jenilson Leite ( PSB), vice-presidente da ALEAC, em reunião que vem fazendo com servidores públicos em alguns municípios esteve no final de semana em Vila Campinas, no município de Plácido de Castro, e disse que a votação da previdência estadual, prevista para amanhã, terça-feira , dia 26, não pode ser realizada pois os debates não terminaram e há questões obscuras e que prejudicam os servidores da ativa. Está faltando as regras de transição e sem elas nossos servidores serão penalizados, irão trabalhar mais tempo para se aposentarem, e alguns nem se aposentarão, alerta o parlamentar.

    Questões cruciais

    Para o oposicionista, é inviável a votação amanhã, sem que haja concordância dos sindicatos, pois ainda não foi concluído o debate sobre a reforma. ” Mesmo sem haver clareza no que está sendo votado, o governo quer não pode ir tratorando. Não existe sequer regra de transição, desse modo, as pessoas que estão na ativa, não tem clareza como ficará sua situação , por falta dessa regra. E como o governo quer votar?” , questiona o parlamentar.

    Racionalidade

    Para Leite, não é justo o governo Gladson colocar em votação um projeto sem ter concluído as discussões. "Temos ciência que a reforma é necessária, mas não é justo votar um projeto que traz impacto na vida do trabalhador, sem que tenha sido concluído esse debate”.

    Elementar

    Ainda segundo o parlamentar, o governo apresentou um projeto final com aquilo que ele aceitou, e o que não foi aceito a respeito das reivindicações das categorias. Contudo, não houve tempo suficiente p de avaliar completamente esse projeto. "Não podemos votar um projeto sem ter discutido os pontos dessa lei, haja vista que vai impactar na vida de quem trabalha para construir um Estado do Acre melhor. Não estamos falando de qualquer lei, estamos falando de um projeto que mexe nos recursos dos pais e mães de famílias”.

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