Poronga

    Eleição

    Membros do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) irão participar, na próxima segunda-feira, 18, da eleição para escolha de procurador-geral de Justiça. A eleição será na Sala das Sessões dos Órgãos Colegiados do MPAC, em Rio Branco, no período das 08 h às 17h.

    Disputa

    Concorrem ao cargo, a atual procuradora-geral de Justiça, Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, os procuradores Edmar Monteiro Filho, Cosmo Lima Souza, Rita de Cássia Nogueira Lima e Carlos Roberto da Silva Maia; e os promotores de Justiça Ricardo Coelho de Carvalho, Alessandra Garcia Marques e Francisco Maia Guedes.

    Critérios

    Os votos dos membros em exercício nas Promotorias do interior do Estado e daqueles que estiverem justificadamente ausentes, poderão ser encaminhados à Comissão Eleitoral, presidida pelo procurador João Marques Pires. Cada membro poderá escolher até três candidatos.

    Apreciação

    Após a apuração dos votos, uma ata da eleição será remetida à procuradora-geral, a quem cabe encaminhar a lista tríplice ao governador do Estado, que terá quinze dias para fazer a nomeação. O mandato de procurador-geral é de dois anos, podendo ser renovado por igual período, após novo processo eleitoral.

    IMG_9134_1.jpg

    Mudanças na caserna

    O novo comandante da Polícia Militar do Estado do Acre, coronel Ulysses Freitas Pereira de Araújo, foi empossado pelo governador Gladson Cameli na manhã de ontem, quinta-feira, 14.

    Pedido e promessa

    Na cerimônia de posse, em frente ao quartel geral da corporação, o governador Gladson Cameli (PP) pediu para que o novo comando-geral se engaje no propósito “único e necessário”, de dar uma resposta à população na redução dos crimes transnacionais de tráfico de drogas, de homicídios e de roubos, Por seu turno, o novo camandante expressou que sua prioridade máxima é a consecução de um plano de segurança que permita o enfrentamento massivo do crime nos 22 municípios do Estado do Acre.

    Sangue do meu sangue

    Agora o debate entre os agentes políticos está sendo tocado por suas genitoras. Explica-se: no meio da semana, sempre agindo na proteção do seu rebento, a senhora Linda Cameli, genitora do governador Gladson Cameli (PP), foi para cima do deputado petista Daniel Zen, tal qual uma leoa, rotulando-o de idiota. A defesa da mãe do governador, como de costume, saiu das redes sociais para as manchetes da imprensa aliada do governador.

    Descanse em paz

    Daniel Zen agastou a primeira-genitora quando disse que o governador não sabe nem o que faz e muito menos o que fala e, fazendo uso de passagem bíblica, rogou que o todo poderoso perdoasse o governante no que tange ao propósito de decretar calamidade financeira no estado face as dificuldades que o caixa do tesouro estadual atravessa, pugnando por uma reforma previdenciária nas regras da Acreprevidência que, via de regra, só irá permitir que os barnabés se aposentem quando fixarem morada no campo santo, vulgo cemitério.

    Cada qual no seu quadrado

    Respeitoso, o deputado ficou calado, mas a sua mãe não. A senhora Eliana Maria Queiroz Sant’Ana, a Lia, usou fina ironia para respostar pelo rebento, deitando conselho à mãe de Cameli: “Minha senhora, vá fazer um caldo da caridade pro seu filho e deixa os meninos arengarem em paz que eles sabem se resolver”.

    Ninguém merece

    Para quem não é iniciado no ramo, caldo de caridade é um santo remédio para curar os incômodos pós bebedeira, que, via de regra, no dia seguinte, deixa a vítima com gosto de cabo de guarda chuva na boca e a sensação que tem alguém tocando tarol ou um chocalho na cabeça do infeliz abusador do suco de cevada ou de destilado.

    Maturidade

    Escreve o jornalista Ricardo Kotscho, ex-porta voz do primeiro governo Lula, que quem esteve com o ex-presidente na reunião da Executiva Nacional do PT reunida em Salvador, na Bahia, ontem, quinta-feira, notou que ele estava mais tranquilo e articulado do que nos seus primeiros discursos em Curitiba e São Bernardo, depois de sair da prisão.

    Perseverança

    Observa, também que Lula, sem baixar a cabeça nem recuar um milímetro na indignação com Moro, a Globo, a entrega do Brasil pelo governo Bolsonaro e a situação em que vive o povo, está perserverante nas mudanças que seu projeto político poderá implementar no país.

    Aprendizado

    No dizer do articulista, Lula saiu da prisão mais maduro e com mais vontade de lutar, de resgatar a sua própria história: “Eu saí da cadeia mais humano. Mais certo das lutas que temos que fazer. E aprendi muitas coisas importantes. Eu li mais na cadeia do que quando estava em liberdade sobre História, Independência, Abolição. E posso dizer: este país nunca teve a sua verdadeira história contada e os nossos heróis nunca apareceram nas fotografias”.

    Emoção

    No seu reencontro com o PT, Lula tentou segurar o choro várias vezes, mas não conseguiu. Ao rebater as críticas de que saiu da prisão mais radical, Lula respondeu: “Não quero me vingar de ninguém. Eles não vão conseguir me devolver 580 dias, mas está claro na minha cabeça hoje o que foi a Lava Jato e o porquê de tanto ódio contra o PT”.

    Cativeiro

    A última reunião da qual ele tinha participado com seus companheiros foi em abril do ano passado na CUT, na véspera da prisão, 580 dias atrás. Desse tempo todo, contou ele aos amigos, uma das coisas que mais sentiu saudade foi de não poder ver a Lua, que nunca aparecia na sua cela solitária.

    Agenda

    Devolvido à liberdade, Lula agora poderá ver nascer muitas luas e sóis nos céus do Brasil, que ele já voltou a percorrer sem ter que pedir licença. Domingo, será a vez do Recife, no Pernambuco velho de guerra, de onde ele saiu ainda menino, onde uma grande festa o aguarda.

    Image
    Image