Poronga

    Já vão tarde!

    O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) foi ao ponto ao verbalizar o sentimento da população acreana face a inépcia da administração da saúde estadual, a frente a médica Mônica Feres que aparelhou o setor com uma junta de milicos aposentados importados de outros estados.

    Importação inadequada

    Sem expressar xenofobismo mas calcado na realidade, Magalhães foi suscinto: "A importação indevida de Mônica Feres e sua Junta Militar encerra de forma desastrosa um capítulo triste na história da gestão na Secretaria de Saúde do Acre".

    Predicados desabonadores

    Ainda: "Prepotência e arrogância, misturadas com incompetência e desconhecimento completo do terreno, fez o serviço em saúde entrar em colapso. A repercussão não é maior por conta do momento, ainda de lua de mel, propiciado pelo primeiro ano de governo. Muitos morreram pela ausência da assistência imediata. São inúmeros relatos espalhados por todo o Estado".

    Nariz de palhaço

    Finalizando: "Ao partir, baterão a poeira dos sapatos e retornarão para suas freguesias. Não têm um pinto para dar água por estas terras. Certamente farão uma confraternização e vão rir muito da cara dos acreanos. Por aqui deram ordens, gritos e comandos. Uns lambe botas obedeceram, outros questionaram. Ao final, os responsáveis pelo desastre, nem desculpas terão coragem de pedir. Vão tarde, mas as marcas ficarão. Feridas abertas não cicatrizam facilmente. Vida que segue".

    Fixação

    O presidente Jair Bolsonaro ataca profissionais jornalistas e o jornalismo por meio de discursos, entrevistas e postagens em mídias sociais, ao menos duas vezes por semana. Até 31 de outubro, foram 99 declarações vistas como ataques a jornalistas (11 ocorrências) e descredibilização da imprensa (88 ocorrências), que visam deslegitimar o trabalho jornalístico, colocando a imprensa e os jornalistas como adversários políticos, ou descredibilizando o trabalho de profissionais e veículos.

    Apuração

    O levantamento é da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), divulgado na véspera do Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, lembrado em 2 de novembro. O mapeamento se refere a dados coletados no período de 1º de janeiro a 31 de outubro deste ano, com base em todas as postagens de Bolsonaro no microblog twitter e no facebook este ano (as contas são sincronizadas), além das transcrições dos discursos e entrevistas oficiais, que constam no site do Palácio do Planalto. Foram avaliadas todas as ocasiões em que o presidente se refere a jornalistas, mídia, imprensa e produção de notícias. A FENAJ divulgará o balanço mês a mês.

    Viés democrático

    Em uma sociedade democrática, a imprensa é livre para reportar o que considera noticioso, e todo cidadão também tem o direito de exercer a crítica sobre o trabalho jornalístico. Porém, quando autoridades públicas usam de sua visibilidade para colocar profissionais jornalistas ou a imprensa em si como oponentes políticos, abre-se o espaço para ataques às liberdades de imprensa e de expressão, e descredibilização do trabalho jornalístico, função essencial para a manutenção de um espaço público democrático.

    Prática inconcebível

    “A FENAJ e todas as instituições que prezam pela democracia não podem aceitar a institucionalização da violência contra jornalistas e das ameaças à liberdade de imprensa como prática de um governo”, afirma a presidenta da FENAJ, Maria José Braga.

    Ocorrências

    O levantamento da FENAJ mostra que os ataques à imprensa tiveram início dois dias depois da posse, via conta pessoal no twitter do presidente, em 3 de janeiro, quando Bolsonaro afirmou que um de seus ministros fala o que “parte da grande imprensa omite”.

    Incerta

    Acusado pelo Ministério Público do Acre, durante uma ‘visita surpresa’ que recebeu em sua residência na quarta-feira (30), o prefeito Mazinho Serafim se apressou em gravar um vídeo para se explicar sobre as denúncias de que estaria pagando a conta de energia elétrica de sua casa com dinheiro da Prefeitura de Sena Madureira.

    Cada um no seu quadrado

    O prefeito disse que paga do seu bolso cerca de 13 mil reais de energia elétrica de um galpão onde funciona a Secretaria de Serviços Urbanos (Semsur). Mazinho também mostrou que o medidor de energia de sua casa é um, do galpão onde funciona a Semsur, é outro.

    Benfeitor

    Para Mazinho, seus opositores deram com os ‘burros n’agua’ porque ele vai conseguir provar que, ao invés de se beneficiar, esta ajudando a Prefeitura ao ceder o barracão à “zero-800” (custo zero), ainda por cima, pagar do próprio bolso a conta de energia no local. “Eu pago porque é a minha empresa que está ajudando a Prefeitura”, disse.

    Apagão

    Falando em energia, a empresa Energisa, que comprou a Eletroacre e agora é responsável pelo fornecimento de energia elétrica no Acre, sofreu mais uma derrota na Justiça. A empresa foi impedida judicialmente através de liminar de cortar a energia elétrica do consumidor identificado como Wellington, morador da cidade de Rio Branco.

    Sentença

    A decisão impedindo a suspensão do fornecimento da energia elétrica ao consumidor foi proferida pelo juiz Giordane Dourado, titular do 3º Juizado Especial Cível da Comarca de Rio Branco, na quarta-feira (30).

    Fio desencapado

    Além de proibir que a Energisa suspensa a energia elétrica da residência, o juiz determinou pagamento de multa no valor de R$ 100 por hora caso a empresa descumpra a decisão judicial.

    Fundamentação

    “O fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação, no caso, é evidente, haja vista ser o fornecimento de energia elétrica bem móvel de primeira necessidade, cuja interrupção indevida pode causar inúmeros prejuízos e transtornos ao consumidor”, diz trecho da decisão. As informações acima foram veiculados pelo site do jornal Folha do Acre.

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