Poronga

    Termômetro

    A Federação das Indústrias do Acre (Fieac) encomendou ao instituto Data Control pesquisa sobre dados econômicos e políticos do Acre que remetem a uma reflexão sobre os rumos administrativos do Estado e o reconhecimento público dos atores administrativos.

    Neste último quesito, destaque para a avaliação popular do ex-governador Jorge Viana

    Bem na foto

    Segundo 33% dos entrevistados, Viana foi o melhor governador da história do Acre. Considere-se que Viana já deixou o posto há mais de uma década mas a memória popular reverencia seus mandatos. Ele vem seguido de Orleir Cameli (15,5%) e Tião Viana (8,8%).

    Preocupação maior

    O levantamento foi feito com base em 1.208 entrevistas, realizadas entre os dias 19 a 27 de outubro, nos municípios de Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Tarauacá, Feijó e Brasileia, e revela, na seara econômica, que 70,4% dos entrevistados estão preocupados com o desemprego e que 47,6% acreditam que a indústria deve merecer mais incentivo.

    Critérios

    O instituto excluiu Gladson Cameli do questionário sobre o melhor governante, vez que ele está no início de sua gestão. A pesquisa também revela que a própria Fieac precisa se comunicar melhor com a população. Simplesmente 64,9% dos entrevistados desconhecem a instituição.

    Percepção popular

    Sobre a avaliação do governador Gladson Cameli a mesma é considerada ótima e boa por 41,9% dos entrevistados, sendo ótimo 9,2% no quesito ótimo e 32,7% item bom. 36,9% consideram regular e ruim e péssima registrou 17,5%, sendo ruim 7,2% e péssimo 10,2%. Não souberam ou não responderam marcou 3,6%.

    Modo de governar

    Sobre a aprovação ou desaprovação do modo de Gladson governar, para 56,5% dos entrevistados consideraram acertada a maneira de Cameli conduzir os destinos do Estado, contra 28,5% que desaprovam. 15,1% não souberam ou não responderam.

    Futurologia

    Sobre a estimativa dos acreanos com relação ao futuro do governo Gladson Cameli, 33,9% afirmaram que vai melhorar e 41,9% informaram que vai melhor um pouco. Não vai nem melhorar e nem piorar registrou 15,4%. Já no campo dos pessimistas, 6,2% afirmaram que vai piorar um pouco enquanto 2,6% destacaram que vai piorar muito.

    Planejamento

    Esse é um levantamento inédito feito pela entidade que representa as indústrias do Acre. Serve como balizamento econômico e político para novos passos da organização industrial e também para reflexão dos atores da política.

    Exemplo

    Em pronunciamento na XIII Reunião Estendida do Colegiado de Deputados do Parlamento Amazônico, ontem, quinta-feira, 31, o governador Gladson Cameli defendeu maior união entre as forças políticas da região, seguindo o modelo há muitos anos adotado pelos Estados do Nordeste.

    Ação coordenada

    “Quando têm um problema comum, deputados estaduais, deputados federais, senadores e governadores se reúnem e vão até Brasília para pressionar o Governo Federal até acharem uma solução”, comentou Gladson.

    Efeito cascata

    O governador ressaltou que a região precisa trabalhar em conjunto, pois as ações de um Estado costumam refletir em toda a vizinhança. “O que eu quero para o Acre também quero para os demais estados, que é emprego e renda, oportunidades para todos. Mas, como posso falar de desenvolvimento se para viajar até Manaus eu tenho que ir até Brasília?”, questionou Gladson.

    Visibilidade

    O executivo disse que o poder central precisa respeitar mais a região, pois a Amazônia só aparece na agenda do Governo Federal e do Congresso quando o assunto é tragédia ambiental. “Esquecem que aqui temos 27 milhões de habitantes que precisam trabalhar e comer”, frisou.

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    Tal pai, tal filho

    Em entrevista concedida ontem à jornalista Leda Nagle, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), afirmou que se a esquerda “radicalizar”, uma resposta do governo pode ser dada “via um novo AI-5”.

    Argumentos

    “Tudo é culpa do Bolsonaro, percebeu? Fogo na Amazônia, que sempre ocorre, culpa do Bolsonaro. Óleo no Nordeste, culpa do Bolsonaro. Daqui a pouco vai passar esse óleo, tudo vai ficar limpo e aí vai vir uma outra coisa, qualquer coisa e será culpa do Bolsonaro”, afirmou Eduardo.

    Insanidade

    “Se a esquerda radicalizar esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5, pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito como ocorreu na Itália. Alguma resposta vai ter que ser dada”, ameaçou o parlamentar.

    Fórum competente

    A propósito do despautério proferido pelo deputado Bolsonaro, o PSOL anunciou ainda ontem, quinta-feira (31), que vai entrar com uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e também com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado, filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), por sua fala sobre AI-5.

    Subversão

    “Vamos representar no Conselho de Ética. Ao propor o AI-5, ele está propondo fechar o Congresso Nacional. Então a segunda coisa é entrar no Supremo Tribunal Federal (STF) por quebra da ordem constitucional. Estamos estudando juridicamente a melhor maneira de fazer isso, afirmou o líder do PSOL na Câmara, deputado Ivan Valente (SP).

    Reincidência

    O filho do presidente já fez ameaças à democracia em outras oportunidades. Durante a campanha presidencial do ano passado veio à tona um vídeo em que Eduardo Bolsonaro dizia que bastava um “cabo e um soldado” para fechar o STF. Nessa semana, ele também declarou na tribuna da Câmara que, se as manifestações do Chile se repetirem no Brasil, a “história vai se repetir”, em referência indireta à ditadura militar.

    Posição

    A propósito da posição insana do filho presidencial, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) divulgou uma nota em reação à declaração do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP. "Uma Nação só é forte quando suas instituições são fortes. O Brasil é um Estado Democrático de Direito e retornou à normalidade institucional desde 15 de março de 1985, quando a ditadura militar foi encerrada com a posse de um governo civil. Eduardo Bolsonaro, que exerce o mandato de deputado federal para o qual foi eleito pelo povo de São Paulo, ao tomar posse jurou respeitar a Constituição de 1988. Foi essa Constituição, a mais longeva Carta Magna brasileira, que fez o país reencontrar sua normalidade institucional e democrática", declarou Maia na nota.

    Cláusula pétrea

    O parlamentar acrescenta: "a Carta de 88 abomina, criminaliza e tem instrumentos para punir quaisquer grupos ou cidadãos que atentem contra seus princípios - e atos institucionais atentam contra os princípios e os fundamentos de nossa Constituição"

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