Política

    Jenilson Leite diz que capacidade de atendimento em hospitais da capital e Cruzeiro do Sul está  quase saturada

    Durante sessão virtual realizada na manhã desta terça-feira (05), o deputado Jenilson Leite (PSB) falou sobre o crescente número de casos de pessoas infectadas pelo coronavírus no Estado. Ele alertou que os hospitais voltados especialmente para atender contaminados, e que ficam localizados em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, já se encontram com a capacidade de atendimento praticamente saturada.

    “Até ontem eram quase 800 infectados. A pandemia já se encontra em uma situação avançada e complexa no Estado. Rio Branco e Cruzeiro do Sul já estão com a capacidade de atendimento praticamente saturada. Recomendei a alguns prefeitos que eles endureçam mais as barreiras sanitárias de suas cidades. É preciso que eles nos ajudem a proteger a população”, disse.

    Jenilson relatou que durante esse problema complexo pelo qual todos atravessam, votar um projeto que permite a criação do Instituto da Gestão de Saúde do Acre (Igesac) vai apenas gerar mais problemas aos profissionais de Saúde, que, atualmente, trabalham no limite do cansaço, devido à demanda ocasionada pela pandemia.

    “Isso vai criar conflitos entre os servidores, há pontos no projeto que são polêmicos. Peço aos parlamentares que votem contra esse projeto, que não é do entendimento de todos, já foi derrotado na legislatura anterior. Agora, ele não é bem vindo, pelo momento que estamos vivendo. Também peço que coloquem em pauta o projeto que apresentei, que reconhece que os servidores da Saúde que morreram infectados pela covid-19 sofreram  acidente de trabalho”, solicitou.

    O parlamentar relatou que muitos servidores da Saúde foram contaminados, outros estão afastados de suas funções por suspeita de estarem doentes, e o debate em torno da criação desse Instituto seria um problema a mais durante um período em que se buscam soluções. Ele pediu que segurem essa discussão para um outro momento.

    “Peço que seguremos esse debate, o façamos após a pandemia e não agora. Esse não é o momento para discutirmos isso. Isso é oportunismo! Se esse debate tramitar, esse assunto vai gerar conflito dentro das unidades de Saúde, e o governo e essa Casa vão ter que assumir a responsabilidade”, finalizou.

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