Política

    Reforma de Gladson volta a ser pior que a de Bolsonaro, diz Edvaldo Magalhães

    Em pronunciamento na sessão desta quarta-feira (20) o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) destacou a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) paralela, ocorrida na noite da última terça-feira (19) no Congresso Nacional.

    O texto muda pontos da reforma da Previdência ao incluir estados e municípios nas novas regras de aposentadoria. A PEC segue agora para a Câmara Federal.

    Segundo o oposicionista, a aprovação da matéria fez com que a proposta de reforma da Previdência, que foi enviada ao Poder Legislativo pelo governador Gladson Cameli (PP), voltasse a ficar pior que a de Bolsonaro.

    “Hoje, às 14h, vamos ter mais uma rodada de negociação com os sindicatos sobre a reforma da Previdência, olha só a saia justa. Se tínhamos avançado no debate com relação à proposta do Gladson, com a aprovação dessa PEC a proposta voltou a ficar ruim. Dia 26 vamos votar algo nesta casa que não foi sequer resolvido no plano nacional. Para que a pressa de votar essa reforma? Não vamos ser tão carrascos assim”, disse.

    Ainda de acordo com o comunista, o governo do Acre precisa ter cautela. Temendo que novas mudanças sejam realizadas pelos deputados federais, ele sugeriu que a votação da reforma da Previdência fosse remarcada para a última sessão ordinária de dezembro.

    “Hoje cedo mandei mensagem para o presidente da Aleac pedindo que ele tome ciência das alterações que foram feitas no Senado. Votar essa reforma dia 26 poderá expor alguém aqui, aprovando algo para depois ter que voltar atrás, o mesmo que aconteceu com a LDO. Corremos o risco de ter uma regra pior que a do Congresso. Precisamos ter cautela. “O apressado come cru”. Adiar essa votação para dezembro não fará nenhuma diferença no quadro financeiro do Estado”, pontuou.

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