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Cadmiel defende que agronegócio não inviabilizará o extrativismo

Ao mudar o foco do projeto de desenvolvimento do Acre, o atual governo passou a priorizar o agronegócio, mas para somar e não para substituir a economia extrativista, de acordo com pronunciamento do deputado Sargento Cadmiel Bomfim (PSDB) em sessão solene nesta quinta-feira, 24.

O evento foi proposto pelo deputado Edvaldo Magalhães (PC do B) para homenagear a Cooperacre (Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Estado do Acre) que completa 18 anos integrando cerca de 3 mil famílias de pequenos agricultores e extrativistas, principalmente da castanha. Cadmiel, que é natural de Feijó, lembrou que sua cidade natal tem uma economia fortemente sustentada pelo extrativismo, principalmente do açaí, mas peca por comercializar a produção in natura. “Em um só dia indústrias de Rondônia encostam um caminhão na beira do rio Jurupari e levam 30 toneladas de açaí, o melhor do Brasil”, comentou o parlamentar.

Envira

Ele sugeriu aos especialistas da Cooperacre que instalem uma unidade em Feijó com foco na industrialização do açaí. E se a produção for insuficiente, inclua a produção do município amazonense do Envira, que fica do outro lado do rio Jurupari. Para agilizar o escoamento entre os dois estados, Cadmiel tem defendido o prolongamento do Ramal Nove de Agosto, que liga Feijó até a margem do Jurupari para encontrar com a estrada já construída no outro lado do rio pelo município de Envira.

“Com certeza não vai faltar produção”, comentou o deputado, lembrando que no Amazonas o açaí é ainda mais barato, R$ 3,00 o litro, contra os R$ 7,00 alcançados pelo açaí feijoense. “Hoje este produto já está bastante disputado nos grandes centros brasileiros e no resto do mundo. Mas é preciso agregar valor, não entregar para o lucro das empresas de outros Estados”, observou Cadmiel.

Para o parlamentar, fortalecer a economia extrativista é dar mais qualidade de vida aos habitantes da zona rural. Ele lembrou que o inchaço populacional dos municípios e seus efeitos colaterais são consequência do declínio da extração de borracha nos anos 70. “Podem contar comigo, sou parceiro”, encerrou.


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