Pé de Orelha 30-04-2019

Como esquecer uma pessoa?

O que fazer quando se é gongado(a) pela pessoa amada vai embora, levando junto seu coração e alma?

Como é que se esquece? A primeira coisa que me veio à cabeça foi copiar aqui a receita do miojo, como fez o sábio menino do Enem. Ou quem sabe o hino do Timão, talvez seja o mais dramático e bonito de todos.

Mas como é que se esquece alguém que se ama?

Há quem diga que a receita está explicita na letra da música Boate Azul (na versão de Mato Grosso e Matias dói mais que na do Bruno e Marrone), um amor só se cura com outro. No que caímos em outra pergunta: mas como arrumar outro se o anterior não nos deixa nem dormir direito, como se fosse um carnê atrasado com todas as prestações da existência?

Se existe uma grande farsa moderna é a tal da crença que a fila anda. Anda tanto quanto a fila dos bancos em dias de pagamento.

Há quem aposte em uma viagem exótica a outro país. Como o no filme e livros Comer, Rezar e Amar. Uma farsa momentânea de deixar tudo para trás e começar vida nova. Vida que termina na hora de retornar as antigas atividades.

Outros preferem a receita mais simples, como a que se encontra em cada esquina, capaz de usar a melhor psicologia de cara na lama e dor nos cotovelos. Delicia de bebidas, regada nas ilustres companhias de São Waldick e São Reginaldo. Coração de papel e garçom são as mais pedidas pelos pacientes.

Ah quem prefira se sentir traído no pensamento que a culpa pertence a outro. A negação é um dos primeiros sintomas, atribuir a alguém é estratégico. Calma, desestresse com os métodos de Genival Santos bem alto –“Eu hoje quebro essa mesa/se meu amor não chegar…”

Tem também os que preferem se enfiar no trabalho, como houvesse alguma dignidade nisso. Há quem se entupa de tarja preta de estima. Loucura contra si.

Nessa grave hora, descrentes jogam suas fichas e dízimos no conforto das religiões. Uns viram fanáticos e juram-se curados. Acontece.

“As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar. (Miguel Esteves Cardoso)

Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre.

Podem pôr-se processos e ações de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores brigas de foices, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas!

Tudo se resolve como tempo!!! Chora, disfarça e chora, pois assim caminha a humanidade.

Casou de novo

A linda da Dandara Lima achou que casar uma única vez era pouco e foi reafirmar o enlace na beira mar de Cancun. A verdade é que a cerimônia seria toda realizada lá, mas, atendendo aos amigos e familiares, a moça casou aqui e agora lá. Cerimônia simples, linda e o maridão, Leif Barros, era só sorrisos. Parabéns de novo!

Rotary Club

Rotarianos de toda a Região Norte participaram da Conferência Distrital, realizada na cidade de Bragança. Os Rotary Club do Acre ficaram em primeiro lugar em contribuição com a Fundação Rotária, responsável pela distribuição da vacina contra a paralisia infantil.

Parada dura

Essa semana sairá matéria a respeito da Câmara de Rio Branco, onde a nova mesa diretora conseguiu um grande feito, onde em seus cem dias economizou pouco mais de um milhão de reais em despesas para o ano todo. Uma parceria que vem dando certo e encabeçada por Antônio Morais (centro), Lene Petecão e Railson Correia.

Acreana destaque

A acreana Mariana Nobre Romanholo, estudante do 3º ano do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas, recebeu prêmio de melhor comunicação por pôster, na área da Química, no Encontro de Investigação Jovem da Universidade do Porto (IJUP). Mariana é uma querida e merece todos os cumprimentos!

Calafate de bola

Falando no presidente Antônio Morais, ele está muito contente, pois um de seus times foi o grande campeão do Campeonato de Férias. O Grêmio do Calafate venceu o Fluminense da Bahia durante as cobranças de pênaltis. Parabéns à equipe que fez uma bela campanha durante a disputa.

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