Nicolau aposta na reforma administrativa para destravar o Estado

*Dora Monteiro

Projeto de Gladson Cameli prevê a criação de 450 novos cargos em comissão

O presidente da mesa diretora da Aleac, deputado Nicolau Júnior (PP), disse em entrevista nesta quarta-feira, 15, que o governador Gladson Cameli agiu com muita sensibilidade ao enviar com antecedência o projeto de lei de reforma administrativa que deverá ser votado na próxima terça-feira, 21.

“Foi uma demonstração de respeito e consideração aos parlamentares permitir que o projeto possa ser analisado pela Casa de modo que possamos fazer os ajustes necessários para satisfazer a população e destravar o Estado em alguns municípios”, comentou Nicolau.

O projeto de lei foi encaminhado nesta quarta-feira pelo governador em exercício, Major Rocha e pelo secretário do Gabinete Civil, José Ribamar Trindade. De acordo com Nicolau Júnior, agora o documento será distribuído para análise de cada um dos parlamentares e será debatido em suas respectivas comissões para a votação na próxima terça-feira.

Nicolau adiantou que serão criados novos cargos, principalmente na área técnica e contemplando municípios que ainda estão sem representação do Estado. “Vai ser muito bom para dar governabilidade, destravar a administração e possamos alavancar. Diminuiu muito em relação à estrutura do governo anterior, pois a economia do Estado também não apresenta a mesma dinâmica do ano passado. Acredito que a reforma vai permitir mais agilidade e economia para que o Estado tenha recursos para a execução de obras”, avalia Nicolau.

Líder do governo

O projeto de reforma administrativa de Gladson prevê a criação de 450 novos cargos em comissão, elevando de 900 para 1.350 assessores. De acordo com o deputado José Luis Tchê (PDT), novo líder do Governo, o número está bem aquém do número de assessores do governo de Tião Viana.

“Antes o Estado tinha um assessor para cada 170 habitantes. Agora esta relação é de 1.592”, compara Tchê. De acordo com o parlamentar, os principais pontos da reforma são a criação da Secretaria da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos; a fusão das secretarias de Planejamento e Administração e a extinção da Secretaria de Polícia Civil.

“A secretaria da Mulher é um compromisso do governador Gladson com as mulheres assumido aqui diante da ministra Damares e que terá uma superestrutura para contemplar a todas as minorias”, comenta o líder governista.

Além disso, algumas siglas serão modificadas como o Instituto Dom Moacir, que vai se tornar Instituto de Educação Profissionalizante para respeitar a lei que impede a homenagem para pessoas vivas em logradouros públicos. O IMC (Instituto de Mudanças Climáticas) vai se tornar IAC (Instituto de Análises Climáticas.

Tchê disse que vai tentar atrair os votos da oposição para que o projeto seja aprovado por unanimidade. De acordo com ele, a criação de 400 novos cargos é de fundamental importância para fazer a máquina andar. “Não dá para governar com apenas 900 cargos. No afogadilho de aprovar a reforma passada cometemos alguns deslizes que agora serão sanados, pois teremos tempo para fazer emendas para ajustar o projeto de modo a contentar a todos”, disse.

De acordo com o parlamentar o impacto nas contas é irrisório diante da responsabilidade que o Governo assumiu de atender bem às pessoas. “Só assim o serviço vai chegar lá na ponta, onde está a comunidade reclamando que o Estado não chega. A gente está corrigindo isso”, comentou.

Tchê admitiu que o Estado ainda tem um insistente gargalo que é a área de Saúde, a maior fonte de reclamações que acaba chegando aos corredores do parlamento.

“Aqui é a caixa de ressonância da população. Nós vamos nos reunir com o secretário de Saúde e fazer uma relação de suas demandas para que possamos melhorar o atendimento”, afirmou.

Uma das demandas mais urgentes, de acordo com ele, é a compra de medicamentos que desapareceram dos estoques das unidades de saúde.

Assessoria

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