Líder do PSL no Senado critica articulação política do governo

Major Olimpio – Foto: Henrique Barreto/Estadão Conteúdo

Aliado de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro, o senador Major Olímpio (PSL-SP) faz um desabafo sobre o governo que ele próprio representa no Senado. “Estou muito preocupado”, contou ele ao blog.

Questionado sobre o que precisa mudar, o líder do PSL engata a primeira e dispara contra a atuação do Executivo federal no Congresso. Apesar das críticas, poupa o presidente Jair Bolsonaro. Mas faz um alerta: uma coisa é acabar com o “toma lá, dá cá”, outra coisa é não fazer o básico.

Leia a seguir o diagnóstico de Major Olímpio, em tópicos:

Inimigo íntimo: “O centrão é uma realidade e está se pautando pela neutralidade. Eu preciso de 308 votos para aprovar a reforma [da Previdência] na Câmara e vou dizer que 250 parlamentares são bandidos? Pelo amor de Deus, não dá, temos que pensar no país.”

Perdoe meu francês: “Desculpe o linguajar. Mas esquece essa porra de centrão, de centrinho, de esquerda, de direita. Esquece essa briga de porta de escola, de te pego na saída.”

A isca e o anzol? “O PT e a esquerda como um todo são especialistas no que fazem [oposição]. Eles jogam a isca e nós mordemos a isca, o anzol, a linha, a vara, tudo.”

Último a saber? “Eu fico sabendo pela imprensa que tem um ministro em São Paulo [reduto eleitoral do senador] fazendo um anúncio do governo. Se eu, que sou do partido do presidente, sou tratado assim, imagine os demais. Aí o parlamentar fica possuído e pensa ‘o governo não precisa de mim.’”

Cafezinho? “Quando os parlamentares estão falando em aproximação, não é só tomar um cafezinho. Está mais do que claro que a maioria dos senadores não está procurando um carguinho. O presidente está se esforçando, recebendo os partidos, mas o staff dele não está executando a orientação do presidente.”

Meia palavra basta: “A grande maioria já entendeu que mudou a forma de relação (que acabou o “toma lá, dá cá”), mas a cortesia tem que haver, e isso não mudou.”

Sem munição: “Não recebi nenhuma nota técnica do governo dando instrumentos para defender o fim da política de reajuste do salário mínimo, para defender o governo. Eu não recebo orientação, um suporte técnico sequer, para fazer a defesa.”

Sem pólvora: “‘Quando o estrategista erra, o soldado morre’, dizia Abraham Lincoln. Eu sou soldado. Estou na trincheira e preciso de arma e munição.”

Telefone sem fio: “Em relação à articulação política, não sinto chegar o comando do governo aqui.”

Maldita Geni: “São 54 guerreiros do PSL na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara sem respaldo [do governo]. A bancada é a Geni, que está sempre pronta para enfrentar o zepelim. Só que nós precisamos de suporte técnico para isso.”

A pão e água: “Se o governo tratá-los [parlamentares do centrão] como adversários, eles vão se portar como adversários. Os únicos que são tratados como adversários e são governo somos nós do PSL.”

Blog da Por Natuza Nery

Encontro de senador brasileiro com Maduro gera mal-estar no Palácio do Planalto

Repercutiram mal no governo brasileiro as imagens do encontro do senador Telmário Motta (PROS-RR) com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

O encontro fez parte de uma ação individual do senador com o objetivo de conseguir abrir a fronteira da Venezuela com o Brasil, em Pacaraima (RR), fechada desde fevereiro.

As imagens geraram mal-estar porque o Grupo de Lima, do qual o Brasil faz parte, se reuniu nesta segunda-feira (15) no Chile e aprovou um pedido para que a ONU tome “atitudes” a fim de evitar a “deterioração progressiva da paz e da segurança” na Venezuela.

As imagens do encontro de Telmário Motta com Maduro chegaram a ser reproduzidas pela TV estatal venezuelana.

Blog do Camarotti

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *