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Perpétua quer o Revalida duas vezes por ano e se posiciona contra cortes na Ufac

Nesta terça-feira (3), a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) defendeu o Revalida na comissão que analisa a MP 890/2019, responsável pela criação do programa Médicos pelo Brasil. No debate, além de deputados e senadores, também estava presente o ministro da Educação, Abraham Weintraub, e representantes do Ministério da Saúde e da secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação.

Perpétua relembrou aos presentes que debateu essa pauta durante os três últimos mandatos como deputada federal e que nunca entendeu o porquê de terem dificultado a situação dos brasileiros formados no exterior e querem trabalhar no Brasil.

“Não estamos pedindo para contratar brasileiros formados no exterior sem nenhum processo de avaliação. Estamos pedindo apenas que lhe permitam fazer uma prova, avaliar o grau de instrução que eles têm e se eles estão capacitados para trabalhar. Não é nenhum privilégio. É apenas se fazer justiça, fazer o que precisa ser feito: avaliar a situação deles e garantir o trabalho deles”, avaliou a deputada.

A parlamentar acreana acredita que é um sacrifício para as famílias brasileiras enviar parentes para estudar no exterior e que o preço alto nas mensalidades das universidades brasileiras particulares, que podem chegar a R$ 10 mil por mês, é um dos motivos que não possibilitam muitos brasileiros estudarem medicina no Brasil. “Eu também gostaria de ver todos os brasileiros estudando no Brasil. Não é fácil pra uma família pobre do Acre, de Rondônia ou de qualquer outro estado mandar seu filho para estudar fora. É muito sacrificante e muito caro”, alertou.

Recursos

Perpétua aproveitou a presença de Weintraub para fazer um apelo em relação aos cortes na Educação e também sobre o Enem não chegar a alguns municípios mais distantes no Acre. “Se continuar desse jeito a gente vai ficar sem universidade. Nós não podemos. Só temos ela (a Universidade Federal do Acre). É preciso olhar as situações. Eu não concordo com nenhum corte na Educação mas, quando você olha e compara com o estado de São Paulo, que tem várias outras universidades públicas, e olha pro Acre, que só tem uma, percebe que um corte ali é colocar centenas de estudantes sem estudar”, finalizou a deputada.


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