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Comissão de Educação reúne com professores do EJA e assistentes do ensino especializado

Membros da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) reuniram-se na manhã desta quarta-feira (28), com um grupo de professores do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA)

e do ensino especializado que lida com alunos portadores de necessidades especiais. Eles vieram buscar apoio dos parlamentares para reverter a decisão da Secretaria de Educação de afastá-los e de extinguir turmas do EJA.

A assistente educacional, Alessandra Ribeiro, relatou que foi dispensada de sua função de uma hora para outra. “Passei no processo seletivo da Educação e assinei um contrato de dois anos e do nada fui dispensada da minha função. Sou assistente educacional, cuido de dois alunos especiais na escola onde trabalho e a SEE me demitiu sem muitas explicações. Eles estão dizendo que nós seremos remanejados, mas não é verdade. Estamos sendo demitidos”, relatou.

Ao ouvir o relato dos profissionais, o deputado Edvaldo Magalhães (PC do B) informou que apresentará um requerimento na tribuna convocando o secretário de Educação, Mauro Sérgio, e sua equipe afirmando que, a SEE fez um concurso, contratou, lotou profissionais na capital e no interior e agora, em pleno andamento do ano letivo, quer alterar a decisão fazendo um reordenamento na rede de ensino para economizar na folha de pagamento.

“Além do fechamento das turmas do EJA nós temos um problema mais grave ainda que é a questão dos alunos especiais. As regras para o ensino especial mudaram nos últimos anos, agora é no ensino regular, assistentes e profissionais para cada aluno. A decisão burocrática está concentrando, colocando cinco alunos para um único assistente profissional. Dispensar esses assistentes educacionais é um crime, estão comprometendo o aprendizado e o bem-estar dos alunos especiais. Nós precisamos discutir isso com o secretário de Educação o mais rápido possível”, disse.

O deputado Gehlen Diniz (PP) também reconheceu a necessidade de se resolver a situação. Para ele, os deputados devem intermediar uma conversa com a Secretaria de Educação para ouvir uma posição e saber o que, de fato, está acontecendo. “Estamos aqui para ajudar. A vinda do secretário a esta casa esclarecerá muitas coisas, precisamos saber o que está acontecendo”, salientou.

O presidente em exercício da Comissão de Educação, deputado Daniel Zen (PT) disse aos professores que o Poder Legislativo é o lugar certo para iniciar esse debate. “Nós precisamos resolver essa questão e esse encontro com o secretário de Educação é indispensável para esclarecermos todas as dúvidas. A questão dos assistentes educacionais precisa ser mais bem discutida, eles foram aprovados no processo seletivo e assinaram contratos, não podem ser dispensados de uma hora para outra. Sobre o EJA, as turmas estão sendo fechadas em um bairro para que alunos se desloquem para outros. Com toda essa violência ninguém vai cumprir essa fusão de turmas”, frisou.


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