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Membros do Morhan são recebidos por parlamentares na Aleac

Após o pronunciamento dos parlamentares durante sessão desta terça-feira (20)

, os deputados receberam membros do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas Pela Hanseníase (Morhan). Durante a conversa, eles apresentaram os problemas que têm enfrentado na instituição.

Foram pontuados problemas estruturais na sede do Morhan, a ausência de medicamentos específicos para tratar a doença, o diagnóstico tardio, o que acarreta sequelas, e nos casos de amputações, a falta de próteses adequadas. Eles também pontuaram que o Acre, por possuir grande número de hansenianos e ainda surgirem novos casos, precisa ter profissionais capacitados em todos os municípios.

Para o coordenador executivo do Movimento pela Reintegração de Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Elson Dias da Silva, é necessário que haja uma atenção maior do governo do Estado tanto para a prevenção da doença quanto para o tratamento.

“Hanseníase não pode ser uma doença negligenciada e esquecida, nós precisamos dar ênfase a esse assunto. O Acre já enfrentou o maior índice da doença registrado no país e só saiu dessa situação devido ao trabalho importante que o movimento realizou. Nós já sabemos enfrentar essa doença, não podemos permitir que ela seja esquecida”, disse.

Elson Dias também falou das dificuldades que a Oficina Ortopédica de Cruzeiro do Sul enfrenta para atender os portadores de Hanseníase. “Devido à falta de material, os servidores estão tentando reaproveitar próteses de pacientes já falecidos. Para não deixar a oficina ortopédica parada, os profissionais que trabalham no local estão tentando reaproveitar tudo o que aparece. Eles estão se esforçando ao máximo para garantir a qualidade de vida dos portadores da doença”, complementou.

Já o coordenador do Morhan Nacional, Artur Custódio, falou sobre a questão dos filhos que foram separados dos pais na época do isolamento compulsório. “Essa é uma das principais frentes de luta do Morhan no Brasil. A reparação de direitos e indenização a todos os filhos e filhas separados pela política de isolamento compulsório da hanseníase, que até a década de 1980 promoveu a separação de milhares de famílias no país precisa ser feita. Essas pessoas precisam ser indenizadas”, enfatizou.

Atualmente não há diagnóstico precoce para hanseníase no Acre. Existem apenas dois pontos de atendimento para análise, um na Fundação Hospitalar e outro em Cruzeiro do Sul, o que dificulta o exame em pessoas que vivem em municípios mais distantes, e que muitas vezes não têm acesso a informações preventivas.

Os parlamentares garantiram total apoio à causa do Morhan e asseguraram que irão intermediar junto ao governo para que os problemas sejam solucionados o quanto antes.


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