Política

    Márcio Bittar defende CPI para investigar ações de hackers e Fake News no Brasil

    O senador Márcio Bittar (MDB-AC), na condição de vice-líder do governo do presidente Jair Bolsonaro no Senado

    , defendeu, nesta segunda-feira (29), a imediata instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos hackers com atuação no Brasil. A mesma medida é defendida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), ao propor também uma CPI para investigar as Fake News, em fase de instalação.

    Para o senador Márcio Bittar, o que acontecendo no Brasil em relação aos dois assuntos, que acabam redundando num só, é algo muito grave. “É crime muito grave invadir a privacidade das pessoas e gerar notícia com isso”, comentou o senador em entrevista ao site “O Antagonista”.

    Na avaliação do parlamentar, uma eventual CPI nesse sentido não atrapalharia a tramitação da reforma da Previdência porque, segundo ele, a aprovação da proposta “já é um consenso” no Senado. “Não pode ser pretexto para restringir a liberdade de imprensa, mas algo que precisa ser profundamente investigado”, disse.

    No Congresso, vai bem adiantada a CPI sobre a invasão de hackers a celulares de autoridades para CPI Mista no Congresso, que será instalada na volta do recesso parlamentar, no início de agosto, e durar 180 dias. O objetivo é investigar a veiculação de notícias falsas. Uma das vítimas dos hackers é o próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defende a instalação da CPI.

    Além do presidente do Senado, figuram na lista de autoridades que tiveram o celular invadido por hackers, ministros de Tribunais Superiores, o presidente da Câmara Rodrigo Maia, os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Justiça, Sergio Moro, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o presidente Jair Bolsonaro. Ao todo, serão 15 senadores e 15 deputados, além dos suplentes integrando a CPI. Márcio Bittar deve fazer parte da CPI.

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