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Após morte de indígena no Amapá, Bolsonaro diz ter 'intenção' de legalizar o garimpo

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (29) que tem a "intenção" de legalizar o garimpo no país, plano que inclui a liberação da atividade em terras indígenas.

Bolsonaro deu a declaração ao comentar a tensão registrada no Amapá, onde a invasão de terras indígenas do povo Waiãpi por garimpeiros e a morte de um indígena são investigadas pelo Ministério Público Federal no Amapá (MPF).

"É intenção minha regulamentar o garimpo, legalizar o garimpo, é intenção minha, inclusive para índio. Tem que ter o direito de explorar o garimpo na tua propriedade. A terra indígena é como se você propriedade dele", disse o presidente.

Segundo Bolsonaro, ONGs e outros países (ele não deu exemplos) são contrários, pois desejam ver os indígenas presos em um "zoológico", como se fosse um "animal pré-histórico".

Conflito

Bolsonaro declarou que, até o momento, não teve "nenhum indício forte" de que o indígena foi assassinado.

"Nesse caso agora aqui, as informações até o momento, vou atualizar de manhã, não tem ainda nenhum indício forte de que esse índio foi assassinado lá agora. Chegaram várias possibilidades. A PF está lá, quem nós pudermos mandar para lá já mandamos para buscar desvendar o caso e buscar a verdade sobre isso aí", afirmou o presidente.

Os relatos de conflitos começaram no último sábado (27) e documentos de servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) afirmam que cerca de 15 invasores passaram uma noite na aldeia Yvytotõ de forma "impositiva" e "de posse de armas de fogo de grosso calibre".

Por meio de nota, a Funai falou sobre a denúncia de morte do indígena Emyra Waiãpi, no dia 23 na Aldeia Mariry, e disse que precisa de mais informações sobre o caso.


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