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Após dois dias, júri condena nove por morte de pedreiro a mais de 260 anos de prisão

Após dois dias de julgamento, nove dos dez acusados do linchamento e morte do pedreiro Almir de Moura Silva

, assassinado por 17 pessoas em setembro de 2017 na saída de uma festa em Xapuri, interior do Acre, foram condenados pelo crime.

O júri popular começou na quarta-feira (14) e terminou apenas nesta sexta (16). Em penas somadas, os acusados vão cumprir 267 anos e oito meses de prisão.

O pedreiro foi morto a golpes de faca, chutes e murros no final de uma festa, no bairro Pantanal, em Xapuri. Um amigo de trabalho de Silva, que estava no momento da confusão, ficou ferido e foi socorrido, na época.

O grupo foi condenado por homicídio triplamente qualificado - meio cruel, motivo torpe, mediante emboscada e recurso que dificultou a defesa da vítima - organização criminosa; corrupção de menores e tentativa de homicídio.

Ainda segundo a Justiça, ficou comprovado que um dos acusados não teve envolvimento na morte do pedreiro, mas ele acabou condenado por participar de organização criminosa. O homem vai responder a sentença em liberdade.

Júri

Sete jurados participaram do júri popular. O Ministério Público do Acre teve como representante a promotora de Justiça da comarca local e mais dois promotores da cidade de Brasileia, município vizinho.

A procuradora-geral de Justiça do MP-AC, Kátia Rejane Rodrigues esteve no tribunal durante a leitura do resultado. Devido a comoção popular, a segurança foi reforçada no local.

O júri contou com 24 testemunhas de defesa e acusação e dez advogados, entre dativos e particulares.

Motivação

A Justiça destacou que a confusão teria começado porque o pedreiro mexeu com a namorada de um dos adolescentes envolvidos no crime. Além disso, a vítima declarou que fazia parte de uma organização criminosa rival.

Após essa situação, o grupo se reuniu e atacou o pedreiro e o amigo dele na saída da festa.


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