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Cartas e cartões de memória são apreendidos durante operação do MP em presídio na capital

O Ministério Público do Acre (MP-AC) apreendeu cartas, cartões de memória, armas artesanais e drogas

, durante revista no presídio Francisco D’Oliveira Conde (FOC), em Rio Branco, durante operação nacional de combate às organizações criminosas, desencadeada na manhã desta quinta-feira (15).

A operação ocorreu em nove estados da federação com cumprimento de mais de 300 mandados de busca e apreensão dentro dos presídios.

O coordenador adjunto do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Bernardo Albano, disse que a ação contou com o apoio do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) através do Grupo Penitenciário de Operações Especiais (GPOE) e teve como objetivo a apreensão de materiais ilícitos por causa de uma mudança na comunicação feita dentro do presídio.

“Nós identificamos que com a instalação dos bloqueadores [de celulares], o trânsito de informações entre criminosos teve uma mudança de dinâmica, e eles passaram a utilizar de escritos que eram transmitidos através das visitas íntimas e também na transmissão de cartões de memória. Então, essa operação visou a prospecção desses dados. E também apreendemos drogas e armas artesanais dentro do sistema prisional”, disse Albano.

O promotor informou que, após a apreensão deste material, o MP-AC vai analisar o conteúdo das cartas e cartões identificar e penalizar os responsáveis. O órgão não informou quantos cartões e cartas foram apreendidos, nem a quantidade de drogas.

O coordenador adjunto do Gaeco disse ainda que é importante esse acompanhamento no sistema, já que muitas das ordens de crimes que ocorrem na rua, partem das unidades prisionais.

“O Ministério Público está sempre com o olhar voltado para o sistema prisional. Daí, a necessidade de realizar rotineiramente esse tipo de ação para apreensão desse material, visando a identificação dessas lideranças”, pontua.

Denúncia

Desde julho, o MP-AC tem feitos grandes operações para combater o crime organizado. No dia 24 do mês passado, aconteceu a Operação Hemólise, que cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão, que foram cumpridos em 18 bairros de Rio Branco, Sena Madureira, Porto Acre, Porto Walter e Plácido de Castro.

Nesta quinta-feira (15), o Gaeco também divulgou a denúncia da Operação Hemólise, ocorrida no mês passado, que resultou na prisão de 69 integrantes de uma facção criminosa. De acordo com o MP, todos os presos foram denunciados. Entre os envolvidos, haviam 23 chefes da organização, 5 conselheiros e 16 frentes de bairro e cidades. Cada um pode pegar até 14 anos de prisão.

Portal G1/AC


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