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Suspeitos de tentar roubar carro oficial do TJ-AC haviam saído da cadeia este ano, diz polícia

Após morte do ex-presidiário Bruno da Cruz Silva, de 23 anos, durante troca de tiros com os seguranças do presidente

do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), desembargador Francisco Djalma, na noite de segunda-feira (29), a Polícia Civil investiga o caso e suspeita que o crime tenha sido casual.

Três homens teriam tentando roubar o carro oficial do TJ-AC em frente a um restaurante no Centro de Rio Branco, e não sabiam que se tratava de um carro oficial, segundo informou o delegado Sérgio Lopes, da Delegacia de Combate a Roubos e Extorsões (Dcore).

“As informações caminham no sentido de que foi um crime casual. Nas declarações do Emilson, quando foi interrogado na delegacia de Flagrantes, ele argumenta que saíram para roubar, de fato, e estavam ali no Canal da Maternidade para encontrar a melhor oportunidade e quando viram os seguranças próximos à caminhonete, decidiram que roubariam”, disse o delegado.

Emilson Ferreira dos Santos, de 20 anos, foi baleado na perna e levado ao Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), onde foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Flagrantes (Defla) e foi ouvido pela polícia.

Lopes afirmou ainda que a polícia vai agir com cautela e verificar se o crime foi mesmo casual.

Uma terceira pessoa participou da tentativa de assalto e a polícia ainda investiga para chegar ao suspeito. Na tarde de terça-feira (30), um homem ainda chegou a ser conduzido à Dcore, mas as vítimas não reconheceram como um dos autores do crime, segundo informou o delegado.

“Estamos aprofundando as investigações para identificar esse terceiro indivíduo”, informou o delegado.

Ex-presidiários

De acordo com a polícia, tanto Bruno Silva, morto no confronto, quanto Emilson Santos, preso horas depois tinham passagem pela polícia. Silva foi preso em janeiro deste ano por porte ilegal de armas e corrupção de menores. Ele tinha sido solto no dia 8 de julho.

Já Santos foi preso em 2017 por roubo. Ele ficou preso por quase dois anos e foi solto em junho de 2019 depois progredir para o semiaberto. De acordo com o delegado, após 15 dias solto, rompeu a tornozeleira eletrônica e era considerado foragido da justiça e tinha mandado de prisão em aberto.

Portal G1/AC


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