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Funcionário de prefeitura é preso suspeito de espancar mulher com cinto em Acrelândia

O chefe de transporte da Secretaria de Educação da cidade de Acrelândia, interior do Acre, Alexandre

de Oliveira, foi preso por suspeita de espancar a mulher com dois cintos.

O servidor foi preso na segunda-feira (8) e encaminhado para o Complexo Prisional Francisco d’Oliveira Conde (FOC), em Rio Branco.

A Polícia Civil informou que o casal tem um relacionamento há cerca de um ano. A reportagem não conseguiu contato com a vítima.

Ao G1, o vice-prefeito da cidade, Marcos Antônio Teixeira, confirmou que Oliveira é servidor comissionado desde 2017 e tem um comportamento exemplar no trabalho. Segundo ele, o funcionário deve ser exonerado para contratação de outro servidor.

“Como é cargo de confiança, temos a obrigação de exonerar porque precisamos que outro servidor ocupe a vaga. Mas, tão logo a Justiça se pronuncie e resolva, a gente vai avaliar sobre a função que ele exerce na prefeitura”, frisou.

O advogado do servidor, Leandro Belmont afirmou que o cliente confessou que agrediu a mulher durante uma discussão, porém, alegou que há um mal-entendido nas informações repassadas. Belmont garantiu que o cliente não responde a nenhum outro processo e vai entrar com pedido de habeas corpus.

“Houve um mal-entendido, teve um atrito familiar e chegou na Justiça. Algumas informações estão sendo mal entendidas na avaliação da defesa. Meu cliente tem residência fixa, tem profissão, é servidor e não vejo necessidade de interpretar a prisão dele”, criticou.

Agressões

O delegado responsável pelo caso, Samuel Mendes, explicou que as agressões ocorreram há cerca de duas semanas, mas Oliveira foi preso apenas nesta segunda. A vítima passou por exames de corpo de delito e foi ouvida na delegacia da cidade.

“Bateu com um cinto, que quebrou e ele pegou outro cinto. O motivo foi ciúmes, ele estava desconfiando de uma suposta traição. Houve uma discussão e começaram as discussões. Ela ficou bem machucada, com escoriações por todo corpo”, ressaltou.

Ainda segundo a polícia, a mulher não queria prestar queixa. A polícia só soube do caso porque parentes viram ela machucada e a levaram na delegacia.

“Como era a semana da agressão, ela ainda estava toda roxa, foi feito exame de corpo de delito e ela foi ouvida”, concluiu.

Portal G1/AC


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