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Servidores da Saúde anunciam greve geral a partir da próxima terça, dia 10

O presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde, Adailton Cruz, anunciou nesta quarta-feira, 4

, greve geral da categoria a partir da próxima terça-feira, 10, em protesto contra a qualidade dos serviços à população, a atuação medíocre dos gestores e pela correção dos salários, segundo informou em reunião com deputados na Aleac.

“Nós hoje não temos condições de atender a população da forma como ela merece. Não temos leitos suficientes, não temos remédios, não temos profissionais, mas temos uma defasagem nos salários de 60% e um déficit de 5 mil trabalhadores. Se chegam dois ou três pacientes graves precisamos escolher quem vai viver. Não temos estrutura para atendimento e a população precisa nos apoiar”, comentou Adailton.

“Ou seja, estamos num processo de saúde sem gestão, sem planejamento e sem saber para onde é que o governo ou os gestores querem nos levar. Não podemos deixar isso acontecer sem a devida resposta para que a saúde volte a caminhar com planejamento e com mais qualidade. Se não a vítima pode ser eu, pode ser qualquer um”, disse.

Adailton informou que a greve foi decidida em conjunto com todos os sindicatos da área de saúde envolvendo médicos, enfermeiros, radiologistas, auxiliares técnicos, biomédicos e outras categorias. Só serão atendidos casos de urgência e emergência por tempo indeterminado.

geral 3Para o presidente do Sintesac, Adailton Cruz, a secretária Mônica Feres ainda não deu uma resposta efetiva para os problemas e a categoria não vê nenhuma perspectiva de melhora

Militarização

De acordo com o sindicalista, o maior responsável pela piora do atendimento é o governador Gladson Cameli, que não assumiu a responsabilidade de procurar recursos para investir. “Tem que ter gestor com conhecimento técnico e planejamento para que os fluxos aconteçam e os profissionais sejam considerados parte do sistema e valorizados”, explica Adailton.

“Enquanto o governador trouxer gente de fora que não conhece nossa realidade e nosso sistema e não tem conhecimento para fazer o planejamento com o pouco que a gente tem vai continuar este caos e todos padecem. Nós como corresponsáveis pelo sistema não podemos deixar isso acontecer. Temos que abrir a boca e exigir providências”, argumentou Adailton.

A importação de gestores, segundo o sindicalista, é um equívoco do governo estadual, pois eles não conhecem a realidade do Estado, não demonstraram capacidade suficiente para resgatar a valorização da assistência à saúde e por estar militarizando a saúde. “Quem precisa de militares e segurança é a Secretaria de Segurança Pública. Saúde precisa de profissionais e de leitos e medicamentos”, criticou.

Para Adailton, a secretária estadual de Saúde, Mônica Feres, ainda não deu uma resposta efetiva para os problemas e a categoria não vê nenhuma perspectiva de melhora, pois o governo não prevê nenhum investimento. “Precisamos de recursos, pois não somos santos para fazer milagres. Infelizmente a atuação da secretária é medíocre e não conseguimos encontrar qualquer esboço de que vai melhorar”, concluiu.


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