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    Governo do Acre participa da Semana Latino-Americana e Caribenha sobre Mudança do Clima, na Bahia

    Com o objetivo de dialogar e buscar soluções para enfrentar os desafios relacionados com as políticas de desenvolvimento

    de baixas emissões, teve início nessa segunda-feira, 19, em Salvador, a Semana Latino-Americana. Na oportunidade, a Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF-TF) reuniu os secretários de Meio Ambiente dos nove estados da Amazônia Legal.

    O secretário de Meio Ambiente do Acre (Sema), Israel Milani; o presidente do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC), professor Carlito Cavalcanti, a diretora executiva e a chefe de Departamento do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC) Julie Messias e Francisca Arara, respectivamente, representaram o Governo do Estado do Acre.

    Os gestores do IMC foram convidados pelo Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e Floresta (GCF Task Force) para participar de dois painéis. O primeiro, sobre lições aprendidas de REDD+ na América Latina, teve como palestrantes a coordenadora de Mitigação e Câmbio Climático do Ministério do Ambiente do Equador, Janneth Cristina Garcia Sotomayor; o diretor de Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Joaquim Leite; o secretário executivo de Meio Ambiente do Mato Grosso, Alex Marega, e a diretora executiva do IMC, Julie Messias.

    Para abrir o primeiro painel, a secretária do Meio Ambiente do Mato Grosso, Mauren Lazzaretti, falou sobre a importância do encontro. “Não há como manter as riquezas florestais sem que se pense em como o povo que ocupa a Amazônia vai conseguir sobreviver. Não há diferença no preço do produto que é produzido na Amazônia dos outros produtos do mundo. Que possamos, com a troca de experiências, aprimorar o que fazemos todos os dias”, disse a secretária.

    O diretor de Florestas do MMA, Joaquim Leite, falou que considera essencial a promoção de uma economia de base florestal sustentável e que valorize a floresta em pé. “Nós do MMA vamos atuar de uma forma mais eficaz contra o desmatamento ilegal, através do Ibama e nos comprometemos a colaborar de forma mais efetiva com o REDD+”, enfatizou.

    A diretora executiva do IMC, Julie Messias, falou em sua apresentação sobre o primeiro contrato de REDD+ no Acre e como o programa é realizado desde sua primeira fase iniciada em 2012. “Para o programa funcionar é necessário um alinhamento das políticas públicas de Estado e, assim, ter alcance das metas. Falar de REDD+ é difícil, possui linguagem complicada e diversos públicos (beneficiários, governo, comunidade científica e sociedade civil). É importante que cada um se entenda no seu papel de executor e subexecutor. O caso do Acre mostra a consolidação do REDD+”, explicou a diretora.

    A líder indígena e chefe de departamento do IMC, Francisca Arara foi convidada para falar sobre a participação dos povos indígenas na execução do programa REM (REDD+ para pioneiros) do Banco de Desenvolvimento Alemão KfW. “Esse espaço de governança é muito importante. A gente sabe que a política é muito maior do que o dinheiro. Nós, povos indígenas, temos a clareza da preservação e a gente já contribui com resultados. Precisamos trabalhar de forma transparente e respeitosa para que tenhamos um mundo melhor para todos”, disse a indígena.

    O superintendente de Assuntos Indígenas do Mato Grosso, Soilo Urupé Chué, acrescentou que cada povo tem sua própria especificidade.

    Agência Notícias do Acre

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