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Projeto social atrai jovens da periferia para aulas gratuitas de jiu-jitsu, em Rio Branco

Apesar das aulas serem desenvolvidas em um local simples, no antigo Centro da Juventude, no bairro São Francisco,

em Rio Branco, o projeto Pequeno Samurai tem atraído crianças e jovens da periferia da capital acreanas. As aulas são ministradas de forma gratuita e voluntária pelo instrutor Antônio José, faixa marrom na modalidade.

– É pra ajudar formação escolar mesmo, na educação social, e também na vida, na saúde, na questão do esporte. De repente se tornar um atleta, ser reconhecido no meio do esporte e quem sabe um dia até sobreviver disso.

As crianças marcam presença nas aulas atendendo convite do instrutor, que visitou escolas da comunidade para divulgar o projeto. O espaço é aberto para todos, independente do sexo.

Para integrar o projeto, no entanto, é preciso ser um bom aluno na escola. Ser um pequeno samurai requer boas notas e um bom comportamento familiar e social. Não se trata apenas de jiu-jitsu, mas também de educação.

– Como é em idade escolar é justamente pra gente atender quem está estudando e pra continuar participando do projeto precisa ter notas boas, bom comportamento não só na sala de aula, mas em casa também – afirma o instrutor.

esporte 3Aulas são ministradas de forma gratuita e voluntária pelo instrutor Antônio José, faixa marrom na modalidade - Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Como todo e qualquer projeto social, o Pequeno Samurai tem limitações. As crianças não têm quimonos. O tatame é emprestado. Isso, sem contar com as outras limitações estruturais.

– Precisamos de tatame, precisamos de doações de quimonos ou de verba pra comprar esses quimonos. Também temos alguns outros itens que precisamos comprar pra fazer um treino mais específico pra desenvolver tanto a coordenação motora quanto a técnica dessas crianças nesse esporte – indica Antônio José.

Mas, apesar de todas as dificuldades, as crianças não deixam de sonhar em um futuro melhor dentro do esporte.

– Quero continuar seguindo para poder lutar em campeonatos, conseguir uma carreira – afirma a estudante Beatriz Rocha.

As aulas do projeto são realizadas as terças e quintas-feiras, das 18h às 21h. Os interessados em ajudar no trabalho social podem entrar em contato através do número 99207-9106.


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