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Acreano vai disputar Superliga Masculina de Vôlei por equipe de Santa Catarina

Ele deixou o Acre com 17 anos para tentar vencer na elite do vôlei nacional, em São Paulo. Desde então, ano a ano,

tem construído a história como atleta profissional em clubes pelo país. Aos 23 anos, Dayan Barros se estabeleceu como jogador da modalidade e está vivendo um momento especial na carreira. Em breve vai disputar pela primeira vez a Superliga Masculina.

– Desde muito novo quando comecei a jogar, já tinha falado pro pai que queria seguir uma carreira. Então, a gente sempre se preparou para esse momento. Sabia que uma hora ia ter que sair para jogar e tem dado certo até agora – comenta.

Dayan é filho do ex-zagueiro Carlos, que atuou nos principais clubes do futebol acreano. Mas não foi obrigado pelo pai a seguir a mesma carreira.

– Na área de casa mesmo ele me ensinou os fundamentos do vôlei. A gente fazia alguns arremessos de basquete, de vôlei, e depois brincava de chute, que seria o futebol. Então, foi ele também que me ensinou os primeiros passos – relembra.

– A gente tem que lançar as opções. Não era só porque construí uma carreira no futebol que ele seria necessariamente obrigado a seguir. Como a gente sabia o princípio da coisa começou a brincar para ele ter mais consciência na hora da escolha – conta o pai do jovem.

esporte 4Dayan (D) e o pai Carlos, um dos principais incentivadores da carreira do jovem acreano - Fotos: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Com cinco anos de experiência fora do Acre e atuando em grandes equipes como Mogi das Cruzes e São Caetano, ambos de São Paulo, e Botafogo-RJ, Dayan foi vice-campeão da Superliga B com o Blumenau-SC, resultado que colocou a equipe na principal competição da modalidade: a Superliga.

– Realmente é a realização de um sonho desde muito novo. Agora vou ter a oportunidade de estar onde eu assistia os meus ídolos. Profissionalmente, então, vai ser uma alavanca – afirma.

Para o pai do atleta, a ascensão na carreira do filho é motivo de felicidade. Ele ressalta que apoio e torcida não faltam para que Dayan siga vencendo nas quadras.

– Ele é um cara muito tranquilo e a gente sempre vai dando as dicas. E a questão também emocional, a gente ajuda nisso. Então, tenho certeza que se ele chegou até aí é porque tem potencial e fica na torcida. Esquece até a hora de ser pai e ser um torcedor, fã – finaliza.


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