Prosa poética

Prosa poética

Escrita Fugaz

Escrevo sem cor, sem forma
Intento apenas meu interior
Se esperas versos cálidos e enfeitados,
Devo noticiar que terás desamor.

Não tenho meta alguma
Minha escrita é particular,
Um caminho tortuoso
Que encontrei para vociferar.

Faço conforme o enervo,
Momento de misturas colossais;
Versifico d’alma temores e amores,
Esculpidos, lentamente, por desejos mortais.

Prezo muito pela fugacidade
Chego, escrevo, vou embora!
O espontâneo para mim é alvitre
E pouco me importa a imortalidade.

(*) Marcos Vinicius Silva de Araújo, estudante, 1º ano da escola Heloísa Mourão Marques.