Poronga

Poronga

Top secret

No início da semana o deputado Roberto Duarte (MDB) apresentou requerimento no plenario da Aleac pedindo informações sobre os contratos de serviço que a empresa Murano formalizou com o governo do Estado do Acre por intermédio da modalidade ‘carona’ (aproveitamento de licitação feita em outra esfera do poder público, no caso específico com o governo do estado de Goiás)

A meia luz

O pedido de informação do emedebista foi derrubado pela maioria dos parlamentares governistas na Assembléia em decorrência de orientações que chegaram à base governista. Movido pela curiosidade do segredo que envolve o relacionamento da empresa Murano com o governo, o deputado Roberto Duarte (MDB) resolveu protocolar dois ofícios: o primeiro para o Secretário da Casa Civil, Ribamar Trindade, e o segundo a Promotora de Justiça Myrna Mendonza, da 1ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do Ministério Público do Acre.

Nadando de braçadas

A empresa questionada por Duarte oferta uma série de serviços ao governo do Acre e segundo estimativa de bastidores já teria movimentado nestes primeiros 10 meses do governo Gladson Cameli mais de R$ 30 milhões em serviços.

Lente da verdade

Fiel ao ditado que preconiza que o melhor desinfetante é a luz do sol, o parlamentar do MDB revela que tomou a iniciativa de provocar o Chefe do Gabinete Civil do Governo e o Ministério Público diante da informação que lhe chegou dando conta que seu pedido de informações foi rejeitado no plenário da Aleac por orientação do líder do governo na Casa, o deputado Gerlen Diniz (Progressistas).

Prerrogativas

“Estou no uso das minhas prerrogativas de deputado tentando fiscalizar os contratos do governo com a empresa Murano, não restando alternativa senão oficiar o secretário da casa civil com base na lei de acesso à informação e requerendo ao Ministério Público uma intervenção. Quem não deve, não teme. Não houve nenhuma justificativa sequer para negar o nosso requerimento”, explica Duarte. O deputado afirma que caso seja necessário ajuizará uma ação judicial para obter informações do contrato que o governo estaria supostamente querendo esconder.

Curiosidade

No documento direcionado ao Ministério Público, Duarte destaca que recebeu diversas denúncias de supostas irregularidades nos contratos ou atas de registro e enfatiza a necessidade de saber as formas de contratação e também saber onde os empregados da empresa Murano estão executando os serviços.

Dolce far niente

O jornalista Leonildo Rosas (http://portaldorosas.com.br) fez publicar em seu Blog que ‘não houve um real de desconto nos salários dos 340 ocupantes de cargos comissionados demitidos, e depois readmitidos, por Gladson Cameli”.

Endereço da conta

E ainda: “O custo dessa brincadeira de criança mimada, que fez as demissões por birra quando foi derrotado em votações de vetos na Assembleia Legislativa, será arcado pelo contribuinte acreano”.

Mais do mesmo!

E ainda: “Um dos irmãos do líder do governo na Assembleia Legislativa, Gehlen Diniz, chamado Gene Glen Diniz de Andrade, era nomeado como diretor na Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac). Foi exonerado e renomeado e o seu irmão deputado emplacou a nomeação de outro mano denominado Geandre Diniz. O problema é que Gene Glen recebeu integralmente o salário de diretor”.

Brincando de administrar

Mais: “Outro caso semelhante é o do é x-diretor-presidente do Iteracre Ismael Machado, que também recebeu o salário integral. A folha de pagamento está repleta de casos. A senhora Nara Sandri, esposa do ex-lider José Luiz Tchê, não retornou, mas também não teve desconto salarial pelos dias não trabalhados”. Em linhas gerais, esse é o resumo da ópera ‘a volta dos que não foram’.

Laranjal

O Ministério Público estadual de Minas Gerais ofereceu denúncia contra o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, em uma investigação em que ele é alvo sobre uso de candidaturas-laranjas do PSL naquele Estado nas eleições passadas, informou a assessoria de imprensa do MP mineiro nesta sexta-feira.

Bagaço

A acusação criminal tem como base o indiciamento feito pela Polícia Federal do ministro do Turismo. Antônio presidiu o diretório mineiro do PSL —partido do presidente Jair Bolsonaro—e é suspeito de envolvimento na escolha de candidaturas de fachada com o objetivo de desviar recursos públicos do fundo eleitoral.

Afrouxando a tanga

Segundo a coluna Radar, o marketing do presidente Jair Bolsonaro prepara mudança em sua comunicação. Sai o perfil briguento e entra a do ‘Bolsinho paz e amor’. A mudança de estilo e de personalidade está sendo preparada pela equipe econômica, informa a Veja.

Prioridades

“Cansado de tantos embates, o presidente deve gradualmente mostrar seu lado ‘Bolsinho paz e amor’”, anota a revista. Mas fica uma dica: não haverá paz nem amor sem democracia, Lula Livre, emprego e dinheiro no bolso. Não existe propaganda nesse mundo que engane a barriga vazia por muito tempo.

Linha auxiliar

Ainda na revista Veja desta semana, em entrevista, o ministro da Justiça, Sergio Moro, negou que sairá candidato a presidente e afirmou que não se filiará ao Podemos. Ao comentar sobre as eleições em 2022, reafirmou o compromisso de manter seu cargo até o fim do governo e disse que seu candidato para o próximo pleito é o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL).

Intrigas

“Eu digo ao presidente que essas notícias sobre uma eventual candidatura minha são intrigas. Ele sabe que eu não vou ser candidato. Primeiro por uma questão de dever de lealdade. Como é que você vai entrar no governo e vai concorrer com o político que o convidou para participar do governo?”, afirmou durante a entrevista.

Marola

“Também não vou me filiar ao Podemos nem vou ser candidato. Não tenho perfil político-partidário. Meu candidato em 2022 é o presidente Bolsonaro e pretendo fazer um bom trabalho como ministro até o fim”, confessou. O ministro Moro estampa a capa da Veja deste fim semana.

Contradição

Em depoimento ao juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, ontem, sexta-feira (4), o empresário Marcelo Odebrecht desmentiu Antonio Palocci e disse que os depoimentos realizados pelo pai, Emilio Odebrecht, e o ex-ministro Antonio Palocci, contra o ex-presidente Lula são “contraditórios”. A informação é do site Metrópoles.

Fatos

Na acusação, o Ministério Público diz que o ex-presidente teria facilitado o financiamentos do BNDES para obras da construtora em Angola. Marcelo disse que, embora o pedido tivesse ocorrido durante as negociações, não foi firmado o entendimento de que os pagamentos seriam uma contrapartida aos empréstimos do banco estatal. Segundo ele, com ou sem o apoio de Paulo Bernardo e de Palocci, o financiamento seria liberado, como vinha ocorrendo desde a década de 1990.


gow banner p20