Poronga

Poronga

Além da queda, o coice!

Diz o ditado popular que na briga entre o mar e o rochedo, é o marisco que apanha, justo o lado mais fraco que fica no meio do rebuliço. Assim aconteceu na quizília envolvendo a derrubada dos oitos vetos governamentais à LDO, barrados pelos deputados no último dia 19. Sobrou para o ex-líder do governo Luiz Tchê (PDT), que com seus breves comentários sobre os motivos que justificariam os vetos, suscitou a ira do chefe da Casa Civil Ribamar Trindade.

Eu também sei desprezar

Ontem o site ac24horas fez revelar que “as declarações do ex-líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT), contra os secretários de estado no ápice da crise entre o Executivo e o Parlamento, foram consideradas ‘inaceitáveis’ pelo chefe da Casa Civil, Ribamar Trindade. Os dois não podem ser convidados para sentarem em uma mesma mesa, disse um assessor do Palácio Rio Branco”.

Foi buscar lã e saiu tosquiado

Para quem não lembra, Tchê pediu aos secretários para “tirar a bunda das poltronas, saírem dos gabinetes com ar-condicionado e ajudarem o governador Gladson Cameli a trabalhar pelo Acre”, nivelando todos os secretários como os verdadeiros empecilhos para achegada de um bom termo entre o legislativo e o executivo.

Filme queimado

O resultado de tudo isso é que o deputado de origem gaúcha ficou mal na foto durante o almoço de domingo com a família. Ficaram sem a régia remuneração mensal, recheada com o décimo terceiro salário, a esposa do deputado, Nara Regina Sandri Schafer e as irmãs Adinã Marcel Schafer e Marise Bernadete Schafer, isso sem falar em outros apadrinhados. Assumes que estás de rédeas no chão Luiz Tchê, mas agüenta o tirão!

Senhor confusão

O vídeo que circula nas redes sociais do prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (MDB), desacatando uma guarnição da Polícia Militar na madrugada de sábado (28) para domingo (29), durante a Exposena, num evento promovido pela Prefeitura Municipal, podem render ação penal contra o chefe do executivo do município.

Ação de ofício

O coronel Paulo Cézar Santos, secretário de Segurança Pública, determinou que o comando da Polícia Militar instaure sindicância para apurar uma possível prevaricação dos policiais militares que estavam na ocorrência e deixaram de prender o prefeito por desacato e obstrução ao trabalho policial. O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), através da promotoria de Justiça em Sena Madureira, também vai agir de modo a esclarecer o comportamento do prefeito na ocorrência.

Lei seletiva

No vídeo, feito por uma pessoa anônima, o prefeito aparece discutindo com os policiais militares que faziam blitz no local como parte da Operação Álcool Zero e teriam apreendido um veiculo de uma pessoa ligada ao prefeito.

Xispa!

Mazinho Serafim, ao saber da ocorrência, vai ao encontro dos policiais e, aos gritos, diz que os militares não iriam prender ninguém ali e diz que quem manda na cidade é ele, o prefeito. “Não vai prender ninguém!”, disse o prefeito, que pergunta ao oficial que comanda a blitz: “Quem chamou você aqui, hem rapaz?!”.

Sabe com quem está falando?

O tenente se mantém calmo, tentando explicar o motivo da apreensão do veículo. Outra vez o prefeito olha para um dos policiais e diz: “Vocês só aparecem aqui em época de festividades”. Em seguida, toma a chave da mão do provável dono do veículo e olhando para o policial determina: “Não vai prender ninguém, não. Não guincha, meu irmão!”. O policial tenta conter o prefeito, e ele faz mais uma investida: “Não vai pender, rapaz! Eu vou dirigir”, e caminha em direção a um carro estacionado em uma rua próximo ao local onde acontecia a ExpoSena.

Prevaricação

O comandante da operação e que aceitou calado as humilhações do prefeito foi identificado como sendo o major M. Jorge. De acordo com o coronel Paulo Cézar Santos, o oficial PM deixou de prender o prefeito em flagrante e conduzi-lo à Delegacia de Polícia Civil para ser autuado por desacato e obstrução ao trabalho da polícia. “Ninguém está acima da lei”, disse Paulo Cézar.

Pegadinha

O PT divulgou uma nota ontem, segunda-feira (30), sobre o pedido de progressão de regime prisional do ex-presidente Lula feito pelo Ministério Público Federal (MPF). Para o partido, trata-se de uma “nova farsa judicial” armada pelos procuradores da Lava Jato contra o ex-presidente.

Ardil

Diz a nota: “O requerimento de progressão de regime prisional do presidente Lula é mais uma ofensa dos procuradores da Lava Jato à verdade, à Justiça e à dignidade de Lula. A pretexto de cumprir a lei, o que fazem é exatamente o contrário, pois pretendem manter uma prisão ilegal e injusta, fruto da farsa judicial que eles mesmos armaram com Sergio Moro para roubar a liberdade e os direitos do maior líder político brasileiro”.

Memoriol

Adiante: “Deltan Dallagnol e os procuradores que assinam o requerimento são os mesmos que denunciaram Lula conscientes de que não havia fatos para acusá-lo; rasgaram a lei brasileira e internacional atrás de contas bancárias no exterior que Lula e sua família nunca tiveram; ouviram ilegalmente os telefonemas de Lula, de seus advogados e até da presidenta da República; envolveram dona Marisa no processo e fizeram o bloqueio de seus bens e até de sua herança; foram contra o direito de Lula dar entrevistas e até de assistir ao velório do irmão”.

Central de maldades

Ainda: “São os mesmos que tentaram mandar Lula para um presídio onde ele correria todos os riscos, uma ilegalidade repudiada por representantes dos mais diversos partidos no Congresso e que só foi impedida pela rápida reação do plenário do Supremo Tribunal Federal. São estes carrascos de Lula que agora se apresentam como “defensores da lei”, desrespeitando mais uma vez os direitos do presidente e o próprio STF, que está na iminência de julgar a suspeição de Moro e dos procuradores, o que deve levar à anulação da sentença e ao julgamento justo que ele não teve”.

Império da lei

“A hora da verdade chegou para Dallagnol e seus parceiros, que tiveram seus crimes denunciados ao STF pela defesa de Lula e expostos ao público nas mensagens reveladas pelo site The Intercept e outros veículos da imprensa. Este é o motivo inconfessável da nova farsa judicial que propõem, uma aventura processual que ultrapassa os largos limites da hipocrisia e das mentiras que vêm contando ao país, com a cumplicidade da Globo e da mídia que a segue”.

Sem recuar, sem cair

Por fim: “Lula já provou que é inocente de todas as acusações que lhe fizeram. Já demonstrou que não negocia seu direito nem sua dignidade. Nem a liberdade de Lula nem a democracia brasileira podem ficar subordinadas a chantagens e barganhas com quem quer que seja.

O Partido dos Trabalhadores permanece firmemente solidário ao presidente Lula, na defesa da verdade e da justiça, que representa também a defesa da democracia e dos direitos de todos os brasileiros”.


gow banner p20