Poronga

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Descortesia

Ontem, ao interagir com apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro zombou de uma das pessoas que estavam presentes no local.

Bafo de bode

O apoiador ridicularizado por Bolsonaro dizia que o amava e o pedia ajuda. "Turismo, Bolsonaro. Por favor". Ele também falava que o turismo é o futuro do Brasil.

Coice

Após fazer uma selfie, Bolsonaro fala ao pé do ouvido de seu segurança: "Só pelo bafo não va ter emprego". A filmagem foi captada pela transmissão ao vivo nas redes de Bolsonaro. O apoiador também teve a camisa autografada e entregou seu currículo a Jair Bolsonaro.

A volta dos que não foram

O governador Gladson Cameli (PP), fez publicar no Diário Oficial do Estado de ontem, sexta feira, 27, as readmissões de 20 cargos comissionados exonerados por ele próprio no último dia 19 de setembro, em edição extra do DO, quando de uma só canetada, degpçpi 340 servidores com cargo em comissão, tendo como justificativa enxugar a folha de pagamento para atender aos ditames da Lei de Responsabilidade fiscal.

Mais do mesmo

Além de tornar sem efeito as exonerações de 20 comissionados destituídos anteriormente, Cameli ainda lançou outros decretos onde fez a nomeações de mais 25 outros cargos comissionados. Atualmente, com pagamento de cargos comissionados na administração do governo de Gladson Camelí, a folha de pagamento da máquina pública tem gasto anual avaliado em R$ 400 milhões de reais.

Pilheria

O ato tresloucado do prefeito de Cruzeiro do Sul Ilderlei Cordeiro (PP) em mandar colocar 'no chon' o Portal da avenida Mâncio Lima, sob o argumento que a 'Marcha para Jesus' necessitava de espaço para transitar pela alameda, nas redes sociais rendeu galhofas e até remeteu a frase marcante de uma das personagens da novela global Rainha da Sucata, exibida nos anos 90, cujo papel era interpretada pela atriz Aracy Balabanian.

Realismo fantástico

Teve até quem sugerisse o episódio como tema para título de desfile de escola de samba, trazendo composição de enredo com o sugestivo título "Portal no chão: abram alas que Jesus vai passar". Durante o dia, parentes de acreanos residentes fora do estado contataram com familiares para averiguar a veracidade do fato, tido como surreal. Êta, Acre velho de guerra!

Oremos

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot afirmou em entrevista a jornais publicadas ontem, que, em um determinado momento em que estava à frente da Procuradoria Geral da República, entrou armado no Supremo Tribunal Federal (STF) com a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes e se suicidar em seguida.

Reminiscências

A revelação está em um livro de memórias de Janot. No livro, ele faz um relato do episódio, mas não menciona o nome do ministro. Na quinta-feira (26), em entrevista aos jornais "O Estado de S. Paulo" e "Folha de S.Paulo" e à revista "Veja", o ex-PGR revelou que se tratava de Gilmar Mendes.

Malfazejo

Em entrevista concedida na manhã de ontem, sexta feira, depois de participar de um evento jurídico, Gilmar Mendes afirmou que um "facínora" comandava a Procuradoria Geral da República.

Cumplicidade

"Eu fui no STF sempre um crítico dos métodos do procurador Janot. Divergências de caráter intelectual e institucional. Não imaginava que nós tivéssemos um potencial facínora comandando a Procuradoria-Geral da República. Imagino que todos aqueles que foram responsáveis por suas indicações - ele foi duas vezes PGR - devem estar hoje pensando nas suas altas responsabilidades de indicar alguém tão desprovido de condições para as funções", declarou.

Circunstâncias

Segundo Janot, o episódio ocorreu em 2017, depois que ele apresentou um pedido de suspeição de Gilmar Mendes em um processo que tramitava no Supremo. Na ocasião, o então procurador-geral pediu a suspeição do ministro em casos relacionados ao empresário Eike Batista, porque a esposa dele – Guiomar Mendes – era sócia do escritório que defendia o empresário.

Réplica

De acordo com o ex-PGR, Gilmar Mendes reagiu ao pedido de suspeição com um ofício enviado à presidência do STF no qual afirmava que a filha de Janot advogara para a empresa OAS em um processo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Farpas

"Ele inventou uma história que a minha filha advogava na parte penal para uma empresa da Lava Jato. Minha filha nunca advogou na área penal. E aí eu saí do sério", disse Janot a "O Estado de S.Paulo". Janot afirmou que após o episódio foi tomado por uma "ira cega" e decidiu matar o ministro. A intenção, segundo o relato, era atirar em Gilmar Mendes, antes do início de uma sessão do Supremo.

Ira

"Num dos momentos de dor aguda, de ira cega, botei uma pistola carregada na cintura e por muito pouco não descarreguei na cabeça de uma autoridade de língua ferina que, em meio àquela algaravia orquestrada pelos investigados, resolvera fazer graça com minha filha", diz Janot no livro, de acordo com a "Folha de S.Paulo".

Fim trágico

Nas entrevistas, Rodrigo Janot afirmou que o plano era se suicidar logo depois de atirar no ministro. O ex-procurador-geral da República afirmou que só não concretizou o plano porque, no momento, a "mão invisível do bom senso" não permitiu.

Kamikaze

Quatro meses depois, Janot deixou o comando da PGR após quatro anos de mandato. A gestão de Janot no comando do Ministério Público Federal foi marcada pela maior investigação já realizada pelo órgão contra a corrupção. Sob a condução de Janot e uma equipe de dez investigadores, a Operação Lava Jato levou à abertura de centenas de investigações de políticos e empresários.

Nota

Em nota a imprensa, o ministro Gilmar Mendes externou que "o combate à corrupção no Brasil — justo, necessário e urgente — tornou-se refém de fanáticos que nunca esconderam que também tinham um projeto de poder. Dentro do que é cabível a um ministro do STF, procurei evidenciar tais desvios. E continuarei a fazê-lo em defesa da Constituição e do devido processo legal".

Perigo total

E ainda: "Confesso que estou algo surpreso. Sempre acreditei que, na relação profissional com tão notória figura, estava exposto, no máximo, a petições mal redigidas, em que a pobreza da língua concorria com a indigência da fundamentação técnica. Agora ele revela que eu corria também risco de morrer".

A tentação diabólica

Por fim: "Se a divergência com um ministro do Supremo o expôs a tais tentações tresloucadas, imagino como conduziu ações penais de pessoas que ministros do Supremo não eram. Afinal, certamente não tem medo de assassinar reputações quem confessa a intenção de assassinar um membro da Corte Constitucional do País. Recomendo que procure ajuda psiquiátrica.
Continuaremos a defender a Constituição e o devido processo legal".


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