Poronga

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Oh vida, oh dor!

Em longo desabafo verbalizado ontem, terça-feira, 24, da tribuna da Aleac, o deputado Luís Tchê (PDT) pranteou sua desdita e chegou a chorar quando acusava o secretário da Casa Civil, Ribamar Trindade, de jogar para sua responsabilidade erros cometidos a partir do gabinete de Trindade.

Terceirização

Além disso, Tchê afirma que Ribamar criou a figura de um segundo líder do Governo, já que o governador nega que tenha pedido a sua substituição do cargo na Aleac, embora a Secretaria de Comunicação já tenha publicado nota autenticando a decisão governamental.

Viúva Porcina

“Agora nós temos um líder do governo da Casa Civil, do Ribamar, que é o Gehlen, e outro do governador”, comentou ao relatar o diálogo que teve com o governador. De acordo com o deputado, na segunda-feira ele recebeu em sua casa o secretário de Relações Políticas e Institucionais, Alysson Bestene, dando conto de sua degola.

Pede pra sair!

“O secretário veio me comunicar que havia uma mudança de rumos no Governo. Passei todo o dia de ontem (segunda feira) querendo falar com o governador e tivemos inclusive uma reunião aqui na Casa (Aleac)”.

O dom de iludir

E seguiu com sua cantilena: “Hoje (ontem), antes de subir na tribuna recebi uma ligação do governador. Quando atendo, ele me chama de ‘meu líder’ e eu digo: não sou mais seu líder! No que ele diz que não, que não houve mudança. Assim que ele descer ao chão hoje (ontem) vou falar com ele”, comentou Tchê. O governador estava viajando para Rio Branco depois de participar da Semana do Clima, em Nova Iorque.

Corta aqui, ó!

O deputado esclareceu que não está brigando para ser o líder do Governo e seu desabafo deve-se apenas ao fato de Ribamar Trindade estar querendo imputar-lhe a culpa pelos vetos à redação da LDO enviada pela Casa Civil para a Aleac.

Glu Glu, Ye Ye! Pegadinha do malaaandro...

“Foi um serviço malfeito. Nunca fomos pedir nada ao governador que não fosse republicano. Fomos tratar dos vetos no Palácio; o governador deu a palavra para todos os Poderes e não poderíamos voltar atrás. Pedi ao chefe da Casa Civil que retirasse os vetos, mas ele não me atendeu. Resolveu viajar atrás do governador. Ele não é poliglota e nem entende do que está sendo discutido lá”, ironizou, em alusão aos debates sobre aquecimento global que contou com a presença de Trindade.

Manim, tu me engalobou

De acordo com Tchê, Ribamar abandonou o posto para viajar com o governador. “Nós estávamos vivendo uma crise na Saúde, crise na Educação e debatendo vetos num projeto do Executivo. Eu sou deputado de quatros mandatos, não sou criança, não custava chamar e olhar no olho, não precisava ser humilhado da forma como me humilhou. A política é cíclica. Ele ganhou o primeiro round, ainda tem o segundo, o terceiro... Quando o governador chegar em terra nós vamos conversar e vou acatar o que ele disser”, concluiu.

A volta dos que não foram

Sobre a degola de 340 cargos comissionados efetivadas na última quinta feira (19), o governante que amanheceu o dia de ontem no exercício da função, o vice Wherles Rocha (PSDB) fez publicar esclarecimentos fazendo referência a 18 reconduções anunciadas no Diário Oficial.

Efeito bumerangue

Diz o comunicado que “o decreto que tornou sem efeito parte das exonerações anteriormente realizada pelo governador Gladson Cameli atende a critérios técnicos que visam atender e preparar o setor agropecuário e a Secretaria de Produção e Agronegócio (SEPA) às exigências fiscalizatórias do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)”.

Força maior

Explica ainda que “está agendada para novembro, de acordo com calendário do MAPA, mais uma etapa de vacinação para todo rebanho bovino e bubalino no Acre. Para cumprir essa agenda, é imprescindível o planejamento e execução realizados por esses médicos, o não cumprimento significaria um retrocesso e um prejuízo que iria orbitar na casa de milhões de reais”.

Detalhe desapercebido

Esclarece, também, que “as exonerações mencionadas no primeiro decreto iriam alcançar os médicos veterinários que trabalham para que o nosso estado alcançasse o status de área livre de aftosa sem vacinação”.

Passando a bola

Na nota, Rocha passa a bola para a administração anterior patenteando que “ governos anteriores não se preocuparam em realizar concurso público para atender a demanda por médicos veterinários, sendo necessário agora contratá-los através de Cargos em Comissão... Assim, ao menos que essa demanda (técnica mais que política) seja sanada, é prejudicial desguarnecer a SEPA desses profissionais”.

Evitando a morte da bezerra

Por fim, esclarece que diante da situação fática, “não poderia esperar que a agropecuária acreana fosse prejudicada. Ou ainda sustentar uma medida administrativa em detrimento da economia para satisfazer aqueles que apostam no quanto pior melhor. Pensar no povo é agir com responsabilidade”.

Perguntar não ofende!

Como sempre pulula a pergunta que não quer calar, fica o questionamento: será que antes do lançamento do decretou que sacramentou a exoneração desses profissionais, ninguém percebeu que os problemas descritos na nota e que justificam o retorno dos profissionais, seriam aprofundados, hein?

Simples assim!

Alguém que pudesse assim expressar: Ei ,chefia! fala pro governador que isso vai dar fezes no balde. Diante das políticas de defesa e inspeção animal, que precisam ser mantidas, faz-se necessário que tenhamos em nossos quadros profissionais capacitados em pecuária, que estão sendo demitidos junto aos outros comissionados tidos como ‘desnecessários’ ou ‘fantasmas’, como classificou dona Linda Cameli, benemérita genitora do governador.

Axiomas

Um simples alerta desse naipe poderia desencorajar a aventura administrativa que, além de desmoralizar o ato governamental, denota total falta de controle e desconhecimento de causa. Afinal, como diz-se no mundo pecuário, por falta de um grito, se perde uma boiada! concordam?

Idas e vindas

Esse puxa e encolhe parece a história do Joãozinho que orientado pelo pai foi pegar emprestado com o vizinho um serrote, ferramenta cujo nome o garoto conhecia como vaivém. O pai: meu filho, vá no vizinho e peça emprestado o vaivém . Ato contínuo o garoto já na casa do vizinho: o papai mandou pedir emprestado o vaivém. O vizinho: meu jovem, diga pro seu pai que o vaivém não vai. Porque se o vaivém fosse e viesse, o vaivém ia; mas como o vaivém vai e não vem; o vaivém não vai. Alguma semelhança?


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