Poronga

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Mudança de paladar

O líder do governo na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Luís Tchê (PDT), a despeito da derrubada dos oito vetos do governo do Estado a projetos aprovados pela Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), inclusive, à emenda ao Artigo 21, da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que regula a transferência de recursos constitucionais para os Poderes, tenta fazer do limão uma limonada.

Palavras, palavras...

Na sessão de ontem, Tchê engrandeceu o parlamento expressando que tinha o “dever, como líder, de defender o governo, mas os parlamentos estão mudando no mundo todo, se fortalecendo cada vez mais. A sessão de ontem (terça) foi marcada pelo exercício da democracia. A derrubada dos vetos governamentais não se trata de uma briga entre Executivo e Legislativo, trata-se de um processo democrático e não há democracia com parlamento tímido”, disse.

Causa

O parlamentar disse ainda que continuará lutando pelo fortalecimento do Poder Legislativo. “Como líder do governo é conveniente que eu defenda os interesses do Executivo, porém devo recorrer à legitimidade das ações deste poder. Em todos os meus mandatos sempre defendi o fortalecimento do Legislativo, então eu não tinha como agir diferente”, salientou.

Postura

Para concluir, Luís Tchê ressaltou que o governador Gladson Cameli (PP) é um gestor democrático e aberto ao diálogo. “Tudo isso só foi possível porque temos um governador democrático que é sensível às críticas. O que aconteceu ontem (terça) nesta Casa só foi possível porque o Gladson Cameli é um democrata. 

Pleno conhecimento

Ele sabe de tudo que foi dialogado durante a discussão da LDO, nós fizemos um acordo e ele precisava ser cumprindo. O que precisamos é ajudar mais o governo do Estado, os secretários precisam sair dos gabinetes com ar-condicionado e ajudar o governador a trabalhar pelo Acre”, finalizou.

Assim é se lhe parece

Tchê, com esse discurso, tenta, dessa forma, isentar o poder executivo e sua base de sustentação na casa da flagrante desarticulação. A fleuma de Tchê vem abaixo e expressa derrota política quando ele diz que os secretários de Cameli “devem tirar a bunda das poltronas, saírem dos gabinetes com ar-condicionado e ajudarem o governador Gladson Cameli a trabalhar pelo Acre”.

Leitura mais realista

O deputado Edvaldo Magalhães (PC do B), numa análise menos apaixonada, foi ao ponto ao dizer que o resultado espelha o não cumprimento da palavra empenhada por parte do executivo, na medida que o texto da LDO foi todo formatado com a presença dos representantes do governo e dos demais poderes, dentro de um grande acordo e, mesmo assim, para a surpresa dos parlamentares apareceram oito vetos do governador em cima de matérias votadas de forma consensual no plenário.

O combinado não custa caro!

“Essa discussão foi feita à luz do dia, com transparência. O entendimento construído às claras foi vetado nos gabinetes, uma facada nas costas deste parlamento. Tentamos de todas as maneiras evitar um conflito entre os poderes e o Executivo, esta casa mediou o conflito. Botamos a cara a tapa e, depois de quinze dias, o Executivo enfia uma faca nas costas do Legislativo. Não restou neste caso outro caminho do que manter a votação original, preservando a independência desta casa”, frisou Magalhães.

Palavra é pra ser cumprida!

Por seu turno, o deputado Jenilson Leite (PSB) foi duro ao dizer que a Casa Civil do governo precisa entender que o parlamento acreano não é a casa da mãe Joana. “O que aconteceu ontem nesta Casa não foi para destruir o governo de Gladson, mas para que o Executivo seja respeitado na sua independência. A Casa Civil precisa entender que este parlamento não é a casa da mãe Joana”, disse.

Mata o ‘véio’

O empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ‘propaganda eleitoral irregular’. A sentença é definitiva. Conhecido como Véio da Havan, Hang coagiu funcionários a votar no então candidato Jair Bolsonaro (PSL) na disputa presidencial de 2018.

Ritmo de festa

A condenação foi baseada num vídeo em que o empresário pede voto de seus funcionários: “Todos sabem a minha posição. Eu sou Bolsonaro! Bolsonaro! Quero uma salva de palmas”. Na sequência, pediu a todos que saudassem aquele candidato, em coro: “Bolsonaro! Bolsonaro! Bolsonaro!”. E conclui em pedido de voto: “Pra esse Brasil mudar, pra esse Brasil melhorar, Bolsonaro Presidente”.

Tempos plúmbeos

Como ontem teve Inter x Athletico, em Porto Alegre, não custa lembrar que o Véio da Havan foi esculhambado por torcedores na Arena da Baixada, na quarta passada, durante o primeiro jogo da final da Copa do Brasil. Ou seja, para o dono da Havan, o céu não está para brigadeiro e o mar não está para almirante.

Roteiro

O deputado Daniel Zen (PT) quer saber as motivações dos deslocamentos, em viagens nacionais e internacionais, do governador Gladson Cameli (PP) e do vice-governador Wherles Rocha (PSDB). O parlamentar apresentou requerimento na Assembleia Legislativa (Aleac) solicitando uma série de informações.

Ossos do ofício

Para Zen, as viagens do governador e do vice-governador, nacionais ou internacionais, são muito importantes para o Estado. “Porém, essas viagens não podem servir de pretexto para passeios ou farras com dinheiro público”, argumenta.

Rota

No requerimento, o petista solicita a descrição dos destinos e motivos das viagens, nacionais e internacionais, do governador e do vice-governador.Também pede os itinerários, cidades visitadas e compromissos oficiais cumpridos em cada uma das viagens.

Custos

O deputado quer saber a quantidade e o valor de diárias recebidas, pelo governador e pelo vice-governador, do início do mandato até o momento da resposta, discriminada por viagem.

“É fundamental que a sociedade saiba a quantidade de acompanhantes ou membros da comitiva, em cada uma das viagens, com suas respectivas atribuições nas agendas oficiais”, aduz.

Interinidade

Por derradeiro, para cruzar dados, Daniel Zen requer informações sobre a quantidade de dias em que o vice-governador, o presidente da Aleac e o presidente do Tribunal de Justiça estiveram no exercício da governadoria.

Colheita

O Brasil não irá discursar na cúpula do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontece na próxima segunda-feira (23) em Nova York. A decisão da ONU é reflexo da política ambiental de incentivo ao desmatamento, promovida pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Omissão

Segundo o representante da secretaria-geral da ONU Luis Alfonso de Alba, a ONU pediu que os países enviassem um plano para aumentar compromissos climáticos e, com base nos documentos que receberam, selecionaram quais países teriam discursos inspiradores. “O Brasil não apresentou nenhum plano para aumentar o compromisso com o clima”, disse o enviado especial da secretaria-geral da ONU.


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