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Reinvenção

O MDB no âmbito nacional prepara-se para vôo solo. É a noticia ecoada ontem na imprensa do centro sul. Uma comissão de líderes tradicionais do partido, coordenada informalmente pelo ex-ministro e ex-governador Wellington Moreira Franco, está concluindo um documento com diretrizes e bases para o relançamento da sigla.

Data

O manifesto deverá circular ainda esta semana, possivelmente amanhã, quinta-feira. O objetivo eleitoral a curto prazo é alinhar as lideranças para a retomada da ação com vistas às eleições municipais do ano que vem. Estrategicamente, no entanto, o documento deverá juntar as forças dispersas do partido, duramente abalado no último pleito nacional.

Perdendo protagonismo

A desidratação política do partido no âmbito nacional, revela-se e explica-se pela fraquíssima participação emedebista nos últimos debates no Congresso, daí a necessidade de colocar em prática a estratégia, embora tenha uma bancada ainda numerosa, essa força não se expressa politicamente, como no passado.

Brilho próprio

Segundo relato da mídia, o objetivo do documento é fazer o partido voltar aos trilhos. Seus parlamentares de grande destaque no cenário estão no topo da política devido às suas lideranças em frentes parlamentares, e não pelo poder de fogo partidário.

Ação de bancada

Este seria o caso do deputado Alceu Moreira, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, com forte influência e atuação independente dentro do quadro nacional. E também o do ministro da Cidadania, Osmar Terra, que faz parte do núcleo coerente do gabinete ministerial, também devido à sua liderança em frente parlamentar no espaço pluripartidário.

Unidade

O documento em fase final de gestação deverá reagrupar ideológica e operacionalmente o MDB, que visa reconquistar sua posição de maior partido parlamentar do País. É nesse contexto está inserida a estratégia do deputado federal Flaviano Melo - cacique emedebista no estado - em lançar candidaturas à prefeito em todos os municípios acreanos.

Prego batido, ponta virada!

Nesse cenário, depreende-se que Flaviano Melo não tergiversa quando afirma que o partido terá candidatura no ano que vem à prefeitura de Rio Branco e, neste quadro, o nome mais viável é o do deputado estadual Roberto Duarte. Essa é uma decisão tomada no comando partidário como relatado acima.

Carreira solo

Neste cenário, é pouco provável a repetição do bloco partidário que levou Gladson Cameli ao governo do Estado, haja vista que o PSDB do vice-governador Wherles Rocha (PSDB) já dá como certa a filiação do ex-petista Minoru Kinpara para concorrer pela sigla na disputa do paço municipal e os dirigentes dos Progressistas também afirmam a decisão partidária de lançar candidatura própria.

Metamorfose ambulante

Em discurso proferido ontem na tribuna da Assembléia Legislativa do Acre, o deputado Jenilson Lopes (PSB) disse que o governador Gladson Cameli está deixando de cumprir com a própria palavra no que diz respeito às multas aplicadas pelo Imac (Instituto de Meio Ambiente do Acre).

O avesso do avesso!

Para referendar sua afirmativa, o deputado socialista reproduziu declarações do governador, em Sena Madureira, no início do ano, quando o governante afirmou que não haveria mais multas. “Se o Imac multar, me avisem. Quem manda no Estado sou eu. Se o Imac multar, não paguem as multas”, teria dito o governador, acrescentou o deputado.

Palpite infeliz

Com documentos em mãos, Jenilson Leite disse que as pessoas acreditaram no que disse o governador e compraram equipamentos, desmataram e queimaram. “Todos foram multados muitos não podem pagar as multas, que chegam a R $ 45 mil”, disse o deputado. “O governador precisa cumprir sua palavra”, acrescentou.

SOS

A filha do ambientalista Chico Mendes, Ângela Mendes, e entidades ligadas ao meio ambiente, ontem foram ao Ministério Público do Acre (MP-AC) para entregar um documento com pedido de apuração para identificar os responsáveis pelas queimadas no estado. Ângela é também coordenadora do Comitê Chico Mendes.

Legado

“Nossa preocupação é justamente com o legado, memória e luta do meu pai, que é função do comitê desde que foi criado. Esse legado tem estado bastante ameaçado. Em um período muito curto tivemos mais de 100 focos de queimadas”, destacou.

Problemas em série

Ela falou ainda sobre a Reserva Extrativista Chico Mendes, que no mês de agosto liderava os focos de queimadas em áreas protegidas. “O problema na Resex não é só a queimada, é problema com gado, retirada ilegal de madeira. Esse período tem trazido prejuízos tanto para a produção como para saúde das pessoas”, afirmou a filha do seringueiro durante a reunião.

Discípulos de Nero

Em todo o Acre, já são mais de 3 mil focos incêndios, segundo o Inpe. Em Rio Branco somente no mês de agosto o Corpo de Bombeiros já registrou 1.224 ocorrências, o número é 174% maior que o do mesmo período de 2018.Apenas no primeiro dia do mês de setembro, 320 focos de queimadas foram registrados no Acre, segundo aponta o boletim de monitoramento de queimadas. Os dados levaram o grupo a criar o documento e pedir medidas de combate às queimadas.

Fincando pé!

O deputado estadual Jonas Lima (PT) desmentiu, ontem, terça-feira 3, que ele ou outros membros de sua família pretendam deixar o partido pelo qual foi eleito em segundo mandato, rumo ao PDT, que é presidido no Acre pelo deputado Luiz Tchê, líder do Governo na Assembleia Legislativa.

Coerência

“O PDT é da base do Governo Gladson Cameli e eu não poderia ir para o Partido do Governo porque fui eleito pela oposição. Seria uma incoerência”, disse o deputado. “Além disso, eu sou um homem de esquerda. Sou amigo do governador, mas não sou seu aliado”, definiu-se.

Especulações

Por família Lima deve se entender, além de Jonas, o ex-secretário de Fazenda dos governos petistas, Mâncio Lima Cordeiro e o prefeito de Mânci Lima Isaac Lima. O deputado admitiu que as especulações e que os Lima deixariam o PT surgiram após a desfiliação do ex-deputado federal Taumaturgo Lima, que de fato está filiado ao PDT. “Mas acho que ele saiu do PT faz mais de um ano”, disse Jonas.

Chispa

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) confirmou ontem (3) que a atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, não será reconduzida no cargo. Dodge foi indicada para a PGR pelo então presidente Michel Temer (MDB), em 2017. Ela foi a segunda mais votada na lista tríplice da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República).

Gênero

Bolsonaro adiantou que a PGR (Procuradoria-Geral da República) será comandada por um homem. O presidente disse que até amanhã anunciará o nome. O presidente da República já recebeu oito pretendentes ao cargo de procurador-geral da PGR, inclusive os três da lista tríplice da ANPR. No entanto, Bolsonaro não se comprometeu em seguir a vontade dos procuradores.


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