Poronga

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Engrossando fileiras

A base da prefeita Socorro Neri (PSB), de Rio Branco, deve aumentar por esses dias, na Câmara Municipal. O vereador Clésio Moreira deve romper de vez com o PSDB, pelo qual se elegeu, se filiar ao PSB e apoiar a provável candidatura à reeleição da prefeita Socorro Neri. Pelo menos foi o que anunciaram pessoas próximas ao vereador.

Relações cordiais

A verdade é que as relações do vereador Clézio Moreira com a prefeita Socorro Neri sempre foram cordiais e respeitosas. Quando Neri assumiu o paço municipal as boas relações do vereador com a Prefeitura chegaram, inclusive, a ser questionadas pelo então presidente do PSDB regional, o atual vice-governador Major Rocha.

Infidelidade partidária

Resta saber se, com sua saída do vereador da sigla tucana, a direção do PSDB não buscará o mandato na Justiça Eleitoral por infidelidade partidária. Com as mudanças na legislação eleitoral, os mandatos já não pertencem à figura do eleito e sim aos partidos. Uma mudança de comportamento em relação à linha programática do partido ou ruptura ao ponto de ser necessário uma mudança de sigla, serviria como justificativa para o eleito mudar de sigla.

Exemplo

Um bom exemplo de que infidelidade partidária está virando coisa séria vem de Cruzeiro do Sul. No município, pelo menos dois vereadores perderam os mandatos a partir de recursos por infidelidade partidária. Foi o caso de Luiza Bruneta e Marivaldo da Varzea. Ambos foram eleitos em 2016 pelo MDB, mas depois deixaram a sigla e foram para o PP, do prefeito Ilderlei Cordeiro. O diretório do MDB de Cruzeiro do Sul recorreu ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e ambos perderam os postos. O caso deles vai virar jurisprudência.  

O suplente titular

Com a cassação dos dois vereadores de Cruzeiro do Sul, quem acabou sendo beneficiado foi o eterno primeiro suplente Carlinhos, que acabou efetivado no cargo. Ele vem de pelo menos três mandatos em que assume o lugar de titular depois de ficar na suplência. Foi assim no caso da morte do vereador Celso Lima Verde, na legislatura seguinte em relação à cassação do vereador Marcos Lima Verde (filho do falecido) e agora, no terceiro mandato seguido, com a cassação de Luiza Brunetta

Pode dar liga

Sobre as eleições para a prefeitura da capital no ano que vem, ao que tudo indica, o nome do professor Minoru Kinpara começa a fixar-se no imaginário popular como futuro candidato. Se conseguir se aliar ao senador Sérgio Petecão, com este indicando a candidata a vice - que pode virem a ser sua esposa Marfisa Galvão ou sua irmã vereadora Lene -, há quem diga que a empreitada de Minoru poderá ser bem sucedida, principalmente se o ex-reitor conseguir unir, também, em torno de seu nome, o governador Gladson Cameli (PP), já que na largada Minoru soma com o apoio declarado do vice Major Rocha.

Preparando terreno

Embora não admita discutir em público o assunto, o senador Sérgio Petecão (PSD) já parece em campanha para o governo: todos os finais de semana, anda pelos municípios de todo o Estado, como já estivesse em campanha. Por onde passa, influi nas escolhas dos nomes dos futuros candidatos às prefeituras, dos vices e até de alguns vereadores. Tudo isso como estivesse preparando o terreno para 2022.

Cardápio

O fato é que Petecão vem se mostrando um político muito habilidoso e popular. Observador da política local lembra que o senador vive no momento a mesma lua de mel que viveu com a população o ex-senador Jorge Viana, no auge de seu aparecimento como liderança política. O que mais chama a atenção em Petecão é que o jeito dele se relacionar com a população é algo natural, coisa dele mesmo, de tomar cachaça com os freqüentadores de botequins nos mercados e invadir cozinhas de casas humildes da periferia em busca de farofa de ovo com farinha d’agua.

De volta

Na semana que passou, a novidade foi o ressurgimento do empresário Manuel Roque, antigo presidente do extinto PHS, agora na condição de presidente do Avante. O antigo partido de Roque foi um dos que foram extintos a partir da chamada clausula de desempenho, que varreu do mapa várias siglas, como o PMN – o PC do B só escapou porque conseguiu se fundir com o Pátria Livre, que havia eleito um deputado federal pela Bahia e, com a fusão, conseguiu fazer com que a bancada do partido atingisse o número mínimo das cadeiras na Câmara Federal.

SOS

Uma denúncia assinada por 19 entidades que representam mais de uma centena de organizações ambientalistas pede que a Procuradoria-Geral da República investigue as omissões do Ministério do Meio Ambiente na proteção da Amazônia.

Fora da lei

“A própria omissão do Ministro no cumprimento de seu dever de ofício em propiciar aos órgãos de fiscalização pessoal adequado e meios para realizar esta tarefa caracteriza improbidade administrativa”, afirma a denúncia.

Signatários

A documento foi encaminhado na manhã de ontem, terça-feira (20) para Raquel Dodge, procuradora-geral da República; Deborah Duprat, procuradora federal dos direitos do cidadão; e ainda a Eduardo Nunes de Queiroz, defensor público nacional de direitos humanos. O Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental é um dos articuladores da representação.

Cláusula pétrea

A representação cita o artigo 225 da Constituição Federal, que diz “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado”. No seu 4º parágrafo, o artigo afirma que a floresta amazônica é patrimônio nacional e sua utilização se fará “dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais”. Em suma, o citado artigo é um é um dispositivo da Constituição Federal que não pode ser alterado.

Pingo nos ‘is’

Em pronunciamento na sessão de ontem, terça-feira (20), na Aleac a deputada Antonia Sales (MDB) disse que o seu partido não tem nenhum interesse na queda do secretário de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano (SEINFRA), Thiago Caetano. Ao elogiar a capacidade técnica do gestor, a parlamentar garantiu que o MDB não atua com o intuito de interferir nas nomeações do governo do Estado.

Muito pelo contrário

“Essa briga que querem plantar entre o MDB e o governador não faz sentido algum. Nós ajudamos a eleger o governador, como vamos querer brigar ou interferir nas nomeações que ele faz? Sobre o Thiago Caetano, o conheço há algum tempo, é um rapaz esforçado, capacitado e que está fazendo um bom trabalho na Seinfra, não temos nada contra ele. Esse joguinho que estão querendo fazer não vai colar”, disse.

Jogo limpo

A emedebista disse ainda que o MDB não trabalha de maneira “suja”. “Não agimos por trás das cortinas, o MDB não tem esse perfil, ele não se esconde atrás de ninguém. Agora, eu faço um alerta ao governador, tenha cuidado com os puxa sacos de plantão, não pegue corda que nem relógio. Esses que ficam levando conversinha não querem o seu bem, eles estão interessados é nos cargos”, salientou.

Reafirmando apoio

Por fim, a parlamentar reafirmou o seu compromisso com as ações do governo do Estado. “Não vou admitir que coloquem palavras e atitudes dentro do MDB, nós somos aliados do governo do Estado e não inimigos, não inventem brigas envolvendo o nosso partido. Nós queremos ajudar o governador e seguiremos com essa postura a menos que ele não queira a nossa ajuda”, complementou.


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