Poronga

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Raio “X”

Ontem, o governador Gladson Cameli (PP), em entrevista ao programa “Café com Notícias”, apresentado pelo jornalista Washington Aquino, na TV 5 (afiliada da TV Bandeirantes), em Rio Branco, revelou ao grande público que a Fundação Hospitalar do Acre, mantedora de um centro especializado em cirurgias e atendimento ambulatorial, recebe a média de R$ 100 mil por dia, algo em torno de R$ 3,2 milhões por mês, e sequer paga o seu corpo técnico de médicos, que são remunerados pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Arrume seu jeito!

Após a revelação, Gladson Cameli deixou intrigante interrogação no ar: “O que estão fazendo com o dinheiro?”, indagou. E foi além: “Eu já disse ao senhor Lúcio Brasil que ele vai ter que dar o seu jeito, porque o dinheiro nós repassamos”, repisou o governador, referindo-se ao presidente da Fundhacre, ao admitir que apoia a decisão da secretária de Saúde, Monica Feres, de retirar os médicos da Fundação para levá-los para atender no Pronto Socorro, inaugurado no último dia 6.

Um problema e dois erros

Sobre a divergência envolvendo o presidente da Fundação Lúcio Brasil e a secretaria de Saúde Mônica Feres quando ao local de trabalho dos profissionais de saúde, Gladson foi suscinto: “Neste caso, está tudo errado porque não pode acontecer essa disputa”, disse Gladson Cameli sobre a divergência de seus assessores, após a decisão da secretária de que os médicos que serviam à Fundação teriam que retornar ao Pronto Socorro.

Chega de lero lero

Entrando no seara administrativo de Lúcio Brasil, Gladson fez outra pergunta pertinente: “Por que, então, a Fundação não fez um concurso emergencial para suprir essa necessidade?”, indagou o governador. “Na saúde, tem que parar essa disputa interna porque o povo não agüenta mais esperar. Se não há dinheiro para contratar profissionais, então há alguma coisa errada. E aí essa responsabilidade é minha, porque eu sou o gestor maior”, acrescentou Gladson.

Pronto, falei!

Assumindo a posição do cidadão comum, o governador disse que o povo não pode mais pagar o preço de serviços falhos. “Nós entregamos aí uma obra linda, pronta, funcionando e aí fica nesse impasse. Você acha que ainda tem que fazer planejamento? Planejamento para quê? Só se for para alguns passarem óleo de peroba na cara”, disse o governador, ao se referir à inauguração do Pronto Socorro de Rio Branco e provavelmente a direção da Fundhacre.

Elementar

De acordo com o governador, o que ficou decidido é que a Fundação Hospitalar terá seus próprios profissionais e deve pagá-los com os recursos que lhes são repassados. Sobre a remoção dos profissionais da saúde para o Pronto Socorro, o governador deixou explicação: “O que aconteceu foi que, para atender os pacientes com qualidade e diminuir a carga de trabalho dos profissionais do Pronto Socorro e de outras áreas, a Sesacre solicitou da Fundação o retorno de seus funcionários”.

Ação retardada

E avançou: “E foi aí quando começou essa disputa e essas críticas de que seria necessário o planejamento. Esse planejamento deveria ter sido feito quando aceitaram o convite para assumir a pasta e não ficar com essa briga, que eu não irei permitir”, disse Gladson Cameli.

Aritmética

Gladson Cameli também disse que não vai atender o jogo duplo de quem quer prejudicar o atendimento à saúde. O que a secretária Mônica Feres vem fazendo, de acordo com o governador, é o correto. “Você acha justo eu repassar à Fundhacre mais de R$ 3 milhões por mês e essa instituição não tenha seu corpo técnico?”, indagou. “Isso não é justo”, disse.

Cafuné

Ainda na entrevista, o governador disse que não demitiria a diretoria da Fhundacre. “Não se troca chefe de pasta como se troca de roupa”, disse o governador, ao anunciar que espera apaziguar o problema na área de Saúde e que a situação deverá ser pacificada com a contratação de pelo menos novos 300 profissionais no concurso simplificado que será realizado no próximo domingo (12).

Reforço para o PSB

A ida de Jenilson Leite para o PSB reforça a possível candidatura à reeleição da prefeita Socorro Neri, segundo admitiu o líder do Partido na Assembleia, deputado Manuel Moraes. Aliás, ele anunciou – e a prefeita não desmentiu – que Socorro Neri é candidata à reeleição.

Novo tucano

Ainda sobre a futura disputa em Rio Branco, já não é segredo para ninguém que o professor Minoru Kinpara, se for candidato a prefeito ano que vem, deve sair pelo PSDB, a pedidos dos irmãos Major Wherles e Mara Rocha, respectivamente vice-governador e deputada federal que dirigem o partido dos tucanos no Acre.

Político sem lado

Minoro Kinpara, ex-reitor da Universidade Federal do Acre, começou sua carreira política como um militante de esquerda. Nesta condição chegou a ser inclusive presidente regional do Partido dos Trabalhadores, no auge do Partido. Depois, foi para a rede Sustentabilidade da ex-ministra Marina Silva, aumentando sua “esquerditização”. Agora flerta com o PSDB, que se diz de centro mas está a um passo da direita. Essa confusão, numa provável campanha, será apontada como falta de perfil ou caráter ideológico ou de oportunismo puro.

Encrenqueiro

De Boca do Acre, no Amazonas, chega a informação de que o prefeito local, Zeca Cruz, está em busca de um advogado para processar o belicoso prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (MDB). Tudo porque o prefeito acreano enviou uma série de áudios aos aliados do prefeito do município amazonense, contendo acusações, entre outras coisas, de que Zeca Cruz usaria um barco hospital do município para fazer orgias.

Jeito estúpido de ser

A origem das ofensas de Mazinho Serafim à Zeca Cruz se relaciona ao fato de Sena Madureira fazer fronteira, na zona rural, com terras do município amazonense e o gestor da cidade vizinha ter se negado a formalizar parceria para a pavimentação conjunta dos ramais. Ao obter resposta negativa, Mazinho Serafim, como é próprio de sua personalidade, passou a esculhambar o prefeito amazonense. Disse, além daquela acusação do hospital, que o prefeito Zeca Cruz é preguiçoso e irresponsável e que não cuida da população de seu município.

Boca de fumo

O vereador Artêmio Costa (ainda sem Partido) veio a público na sessão da Câmara Municipal de Rio Branco de ontem, quinta-feira (8), para questionar os números divulgados pelo governo em relação à violência. Ele discorda dos números que apontam redução em números de homicídios e outros tipos de violência no Estado, principalmente na Capital. De acordo com o vereador, Rio Branco está se transformando numa autêntica boca de fumo.

Nossa cracolândia

No centro de Rio Branco, de acordo com o vereador, ‘noiados’ – viciados em drogas - ocupam as ruas principais e estão ameaçando as pessoas. “Ou o Estado começa a ocupar os espaços ou o Centro de Rio Branco irá virar uma cracolândia como em São Paulo”, comparou. Na visão de Artêmio, uma das saídas para ajudar a combater o problema seria a urbanização de prédios abandonados, tanto pelo poder público como privado, além da ocupação de terrenos que são utilizados pelos viciados.

Limpeza e isolamento

Artêmio Costa disse que vai apresentar um projeto de lei visando punir donos de prédios, inclusive o poder público, que não cuidam do sseus espaços e permitem que os viciados façam desses locais pontos de encontro e moradia. Segundo o vereador, os donos devem limpar e cuidar dessas locais, para que não sejam ocupados pelos usuários.


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