Poronga

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Encontro

Ontem, o presidente da FIEAC, José Adriano, acompanhado de diretores da Federação das Indústrias, de presidentes de sindicatos industriais e outros empresários, participou de reunião com o superintendente da Caixa Econômica no Estado, Victoram Costa, e demais representantes da CEF no Acre, para tratar de projetos de habitação do governo federal conduzidos pela CEF. A iniciativa é louvável à medida que o setor da construção civil vem a ser aquele que responde de forma mais imediata na criação de emprego e renda.

Meninos eu vi!

O deputado Fagner Calegário (sem partido) fez um duro relato durante sessão de ontem da Aleac, contando pormenores de sua ida ao Hospital das Clínicas do Acre (Fundhacre) e ao Hospital do Câncer (Unacon).

Ação extemporânea

O parlamentar disse que o cenário nas unidades de Saúde é de completo abandono e criticou a medida da secretária de Saúde do Estado, Mônica Feres, de deslocar médicos anestesistas e ortopedistas para o Pronto Socorro da capital.

Postura questionável

“Hoje cedo (ontem), ao lado do deputado Jenilson Leite, visitei esses hospitais e, infelizmente, o cenário que vi é de u completo caos. A secretária decidiu retirar anestesistas e ortopedistas dos dois hospitais, o que inviabiliza a realização de cirurgias. Ela age de forma unilateral, não tem conversa, nem tem negociação; parece uma ditadora!”, criticou.

Emissária da morte

Calegário seguiu dizendo que a secretária de Saúde é a personificação da morte e que, com a medida tomada por ela, as pessoas que estavam há tempos aguardando para a realização de uma cirurgia foram mandadas de volta para suas respectivas casas sem solucionar seus problemas.

Cenário de guerra

Por seu turno o deputado Nenem Almeida (SD) destacou a inauguração do novo Pronto Socorro. Disse que ao passar pelos leitos do prédio antigo, rumando para a ala a ser inaugurada, notou que a situação está caótica. O parlamentar afirmou que vai pessoalmente conversar com o governador Gladson Cameli (PP) sobre o fato.

Ação emérita

“Primeiro meus parabéns a esse governo que em sete meses entregou uma obra que estava parada há anos. Ocorre que eu entrei no antigo prédio e vi que os pacientes internados não têm o mínimo de conforto necessário. Eu espero que a secretária de Saúde olhe por essas pessoas e mude essa situação. Hoje mesmo estarei com o governador para tratar sobre isso, pois tenho certeza que ele não sabe”, afirmou.

Despedida

O Deputado Jenilson Leite aproveitou a sessão da Aleac de ontem, quarta-feira, para ler sua carta de desfiliação do PCdoB. O parlamentar explicou que continuará fazendo parte da base oposicionista ao atual governo, mas que passará a fazer parte do PSB, ao lado do deputado Manoel Moraes.

Outros caminhos...

Jenilson disse que hoje não seria o dia para ele ler a carta de desfiliação do PCdoB, no entanto, se viu obrigado a explicar o assunto por conta de boatos. Destacou ainda que é grato aos colegas do antigo partido e que continuará lutando pelas mesmas causas.

...mesma direção

“Decidi após profunda reflexão desligar-me do PCdoB, lugar onde aprendi a lutar pelos que mais precisam e por um mundo melhor. Seguirei firme meu trabalho e minha função como deputado estadual, fazendo parte do PSB, e, portanto, da parte oposicionista ao governo. Estaremos do mesmo lado da luta. Meu intuito no PSB é poder começar a trabalhar para voltarmos ao Poder. Precisamos reavaliar nossos erros para não cometê-los novamente”, pontuou.

Congratulações

“O PSB só tem a ganhar com a chegada de Jenilson Leite”, disse Manoel Moraes sobre a decisão de jen ilson Leite em cerrar fileiras junto aos socialistas. O deputado disse ainda que o partido está empenhado em fortalecer o nome da prefeita Socorro Neri (PSB) que deverá ser candidata à reeleição em 2020.

Marcha ré

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem, por 10 votos a 1, suspender a decisão da Justiça Federal que autorizou a transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o presídio de Tremembé, em São Paulo.

Desfecho

Seguindo voto do relator do caso, ministro Edson Fachin, a maioria do ministros decidiu que Lula deve continuar preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba até a decisão definitiva do caso pela Segunda Turma da Corte, colegiado responsável por julgar os casos da Operação Lava Jato.

Engrossando a corrente

Além de Fachin, votaram nesse sentido os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Celso de Mello e o presidente da corte, Dias Toffoli.

Divergência

Somente o ministro Marco Aurélio divergiu, sob o argumento de que não cabia à corte apreciar o pedido da defesa antes de ele tramitar pelas instâncias inferiores da Justiça

Ventos e rumos

O jornalista Ricardo Cappelli, atento observador do cenário político nacional, avalia que o ministro Sérgio Moro errou ao tentar usar Lula para sair das cordas. Para o articulista, o ex-juiz da Lava Jato ‘piscou muito’ e isso poderá fazer forjar uma unidade contra o arbítrio.A derrota de Moro e da força-tarefa mostra que os ventos estão mudando, avalia Cappelli.

Cenários

Eles tinham um padrão. Sempre que acossados, partiam para a ofensiva. Dobravam a aposta. Hoje tentaram avançar usando Lula e perderam. Erraram na avaliação do campo de batalha. Foi estabelecido um limite. Frágil ainda, mas pode ser o embrião de uma unidade mais ampla contra o arbítrio, reverbera o jornalista.

Engrossando o coro

Sob o mesmo raciocínio segue a jornalista Helena Chagas, do site Os Divergentes, expressando que a decisão do STF que barrou a transferência forçada do ex-presidente Lula pode sinalizar mudanças na Suprema Corte; “O episódio da transferência para Tremembé – um ato que cheirou a vingança da força-tarefa pela desmoralização trazida pela Vaza Jato – mostra que os ventos mudaram no Supremo”

Mudanças

Depois de ter nomes de ministros citados nas conversas impróprias vazadas pelo The Intercept como alvo ou como aliados da força-tarefa, essa maioria se formou rapidamente, incluindo tanto “garantistas” como ” lavajatistas”. Foi a maior derrota de Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e a turma de Curitiba na mais alta Corte do país até hoje.


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