Poronga

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Tão perto,tão longe

Ontem, durante visita às obras do Pronto Socorro de Rio Branco, o governador Gladson Cameli (PP), que, conforme registra a foto, fazia-se acompanhar do ex-prefeito de Cruzeiro do Sul Vagner Sales (MDB) - que já lançou o filho Fagner Sales como candidato à prefeitura do município juruaense -, disse que seu candidato para a cidade, na disputa do ano que vem, será o atual prefeito Ilderlei Cordeiro, do seu partido, o PP, que deve ser candidato à reeleição.

Disputa na capital

Cameli também afirmou que os progressistas terão candidato próprio na disputa eleitoral do ano que vem em Rio Branco. “Nós vamos ter sim candidatura. Temos nomes, pré-candidatura a prefeito sim”, disse o governador.

Perfil

E foi adiante: “No momento certo e oportuno nós vamos anunciar, mas um nome que tenha condições não só de ganhar as eleições. A minha grande preocupação que eu tenho não é apenas ganhar a eleição. É ter pessoas qualificadas e compromissadas para fazer uma boa gestão. Esse sim é o meu desafio e é o perfil de candidato que a gente quer apresentar à sociedade nas eleições do ano que vem”, acrescentou.

Decisão tomada

Em Cruzeiro do Sul, caso Ilderlei Cordeiro não venha a disputar a reeleição, o grupo político ligado a Gladson Cameli buscará um outro nome, “que seja capaz de aglutinar”, conforme disse o governador. Pessoas próximas ao prefeito Ilderlei Cordeiro informam que ele está firme na decisão de disputar a reeleição. Neste caso, Gladson e Vagner Sales, no ano que vem, estarão em palanques diferentes.

Desfecho em 1ª instância

A situação dos deputados Manuel Marcos (federal) e Juliana Rodrigues (estadual) , ambos do PRB e ligados à Igreja Universal do Reino de Deus, que foram cassados mas continuam nos mandatos graças à liminares obtidas em recursos junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), vai ser decidida nesta sexta-feira (2).

Degola

A corte eleitoral se reúne a partir das 8 horas para analisar embargos apresentados pelo procurador Vitor Hugo Teodoro, do Ministério Público Federal Eleitoral, no qual são pedidos a imediata cassação dos dois parlamentares.

Contestação

O documento combate a decisão do pleno do TRE que manteve nos mandatos a dupla de deputados apesar da condenação de perda dos mandatos e declaração de perda de direitos políticos ocorridas no primeiro julgamento.

Instância

Caso os juízes do TRE acolham o pedido do recurso, os parlamentares terão o diploma cassado, mas devem recorrer ao TSE. Os dois só perderiam os mandatos com a confirmação do TSE, em Brasília. No caso, seriam convocados os suplentes (federal) Tião Bocalom, do PSL, e Pedro Longo, do PV, que assumiria a vaga de Juliana Rodrigues na Assembleia Legislativa.

Flexibilidade da lei

A cassação de Juliana Rodrigues e Manuel Marcos ocorreu em junho deste ano, após prisão de ambos em dezembro de 2018. Ambos continuaram nos mandatos face ao acolhimento, pela juíza Olívia Ribeiro, membro do TRE e relatora do caso, de recurso pedindo que os parlamentares recorressem da decisão em seus respectivos cargos.

Crime e castigo

Ambos são acusados de compra de votos e foram presos, junto com assessores flagrados em vídeos movimentando elevadas somas de dinheiro do fundo partidário em fraudes que se destinaram à aplicação dos recursos públicos na compra de votos.

Ponto de bala

Em entrevista que veiculamos na edição de hoje, o deputado Edvaldo Magalhães, maior liderança do PCdoB no estado, afirma que seu partido está pronto para às eleições o ano que vem, posto que está organizado em 22 municípios do estado, portanto apto a participar das eleições.

Proximidade

Sobre o pleito da capital o líder comunista expressou que o PCdoB integra a base de sustentação da prefeita Socorro Neri na Câmara Municipal e faz parte da administração municipal. Portanto, está próximo e não distante da socialista.

Visão

Avaliando o governo de Gladson Cameli, Magalhães entende que é “uma equipe em formação e um governo em disputa e que ainda não se compôs plenamente. Para respaldar sua avaliação, diz que é só ler o Diário Oficial, que todos os dias sai gente e entra gente. Em áreas sensíveis como a Saúde ainda está à procura de um rumo. Ao tempo em que grupos internos disputam de forma dura, silenciosamente por vezes, os rumos do Governo e a hegemonia política sobre o governador”.

Acidez

Diz, ainda, que o Governo de Gladson Cameli “é um Governo que envelhece rápido pela simples ausência do novo. Uma equipe de maioria inexperiente, sem uma base de apoio técnico administrativa. Estão aprendendo com o barco andando. A onda de ‘despetização’ afastou a memória da gestão. Isso trava processos e fragiliza o cotidiano”.

Falta de liga

Por fim, afirma, também, que “do ponto de política, o plano de governo e suas prioridades são generalidades, sem foco, o que dificulta uma ação mais estratégia no tocante à visão de desenvolvimento. Por fim, um núcleo político disperso, sem unidade e com propósitos díspares. O que os unificou foi ‘derrotar o PT’, agora falta motivos programáticos que os una. Só a disputa de novos espaços de poder funciona como amálgama, o que os leva à tensionamento permanente”, analisa.

Congelamento de provas

O ministro da Justiça Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, pode-se dizer, se deram mal com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de não destruir provas obtidas com a prisão de 4 supostos hackers.

Pedido e deferimento

Coube ao PDT a iniciativa de pedir ao STF a preservação de provas em poder da Polícia Federal podem corroborar com os diálogos divulgados pelo site Intercept e outros veículos de imprensa. A determinação para garantir a integralidade dos arquivos foi do ministro Luiz Fux, também citado nas mensagens do Telegram e nas reportagens da #VazaJato.

Manda quem pode!

Fux endereçou a ordem para o ministro da Justiça, Sérgio Moro, à Polícia Federal, e ao próprio pleno do STF. Na semana passada, o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça) José Otávio de Noronha disse que Moro prometeu destruir as provas apreendidas junto com os supostos hackers de Araraquara (SP).

Análise

O Supremo Tribuna Federal (STF) deve julgar no dia 14 deste mês o habeas corpus (HC), que trata da suspeição do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, no processo do tríplex de Guarujá, a ação que condenou Lula e o mantém preso em Curitiba.

Cenário

O julgamento será realizado em meio às graves denúncias da Vaza Jato, divulgadas pelo site The Intercept Brasil, com colaboração de outros veículos. A informação foi prestada pela Revista Fórum no início da noite de ontem.


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