Poronga

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Promessa é dívida

Completados quase sete meses do governo de Gladson Cameli (PP), a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB) veio à boca do palco cobrar do novo governo as promessas de campanha para o setor da segurança pública.

Cenas de terror

Com o registro de pelo menos sete atentados ocorridos no último final de semana e com pelo menos duas mortes num intervalo de três horas no sábado (27), a deputada enxerga regressão nos serviços de segurança prestados à população e anunciou que poderá pedir intervenção do governo federal no sistema do Estado.

Sucumbência

Para a parlamentar acreana, o sistema de segurança pública do Acre perdeu a luta para os bandidos, principalmente as chamadas facções do crime organizado. Além dos crimes contra a vida, há ainda os crimes contra o patrimônio, roubos de veículos e invasão de imóveis, além dos chamados “arrastões” dentro de ônibus de praticamente todas as linhas da Capital, diz.

Cronologia

A deputada está trabalhando com prazos: “se o Governo do Estado não resolver nos próximos dias, até o retorno dos trabalhos no Congresso, se não houver uma solução, ou pelo menos não melhorar, eu vou pedir intervenção na Segurança Pública do Acre”. “Não tem explicação para isso. Você poderia até dizer: ah, o Gladson em sete meses não consegue fazer milagre. É verdade, também acho que não, mas piorar não dá”, acrescentou,

Ajuda federal

Perpétua Almeida é integrante da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados e reafirmou a necessidade de uma ação mais efetiva do sistema de segurança nas fronteiras do Acre com países como o Peru e a Bolívia, que são apontados como os maiores produtores de drogas da América Latina e através dos quais o crime no Brasil é abastecido com armas e munições.

Persistência

A deputada admitiu que vem enfrentando dificuldades para chegar até ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Entretanto, promete recorrer a todas as instâncias para fazer chegar aos mandatários responsáveis pela segurança da nação o clamor dos acreanos.

Óbices

As relações com o ministro devem ter ficado ainda mais azedas com a descoberta de que os homens que “haquearam” os telefones de Moro e outras autoridades federais tiveram acesso ao jornalista norte-americano Glenn Edward Greenwaldt, através da ex-deputada comunista Manuela D’avila, ex-candidata a vice presidente nas eleições de 2018 e que é amiga e companheira de Perpétua Almeida.

Diálogos impróprios

O jornalista norte-americano é o editor do site The Intercept, que vem divulgando os diálogos nada republicanos entre o então juiz Sérgio Moro e o procurador da República da Lava Jato Deltan Dallagnol.

De mal a pior!

De acordo com Perpétua Almeida, no governo de Gladson Cameli, houve piora em relação à segurança pública no Acre. “O que me impressiona é que o vice-governador é da área da Segurança Pública. Passou o tempo inteiro dizendo que ia resolver o problema da Segurança Pública no Acre, o governador Gladson também. Eles ganharam a eleição com esse discurso de que iriam resolver. O que estamos vendo? Piora!

Contorno

Almeida diz que, embora saiba que o pedido de intervenção só pode ser feito pelo governador Gladson Cameli ela o fará mediante as prerrogativas do mandato, no formato de Indicação Parlamentar. “Vou pedir mesmo’, disse.

Língua indomável

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) ontem aproveitou uma live durante o corte de cabelo, no Palácio do Alvorado, para voltar a falar sobre o desaparecimento de Fernando Santa Cruz, pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz.

Exumando cadáveres

Durante o desbaste da juba ele disse que contaria como desapareceu Santa Cruz no período da ditadura militar. “Um dia se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, eu conto para ele. Ele não vai querer ouvir a verdade. Eu conto para ele”, disse o presidente da República.

Jogando búzios

“Não é minha versão. É que a minha vivência me fez chegar às conclusões naquele momento. O pai dele integrou a Ação Popular, o grupo mais sanguinário e violento da guerrilha lá de Pernambuco, e veio a desaparecer no Rio de Janeiro”, complementou mais cedo.

Nova versão

Mais tarde, Bolsonaro sugeriu o pai do presidente da OAB foi “justiçado” (assassinado) pela própria esquerda. “Não foram os militares, não”, jurou.

Solidariedade

Confrontado com as declarações do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o governador de São Paulo considerou “inaceitável” e “infeliz” a fala do presidente Jair Bolsonaro (PSL) sobre o pai do presidente da Ordem do Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, desaparecido na ditadura militar.

Filhos do mesmo drama

“Eu sou filho de um deputado cassado pelo golpe de 64 e eu vivi o exílio com o meu pai que perdeu quase tudo na vida em dez anos de exílio pela ditadura militar. Inaceitável que o presidente da república se manifeste da forma como se manifestou em relação ao pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. Foi uma declaração infeliz do presidente Jair Bolsonaro.” Disse o governador tucano.

Ação

O senador Márcio Bittar (MDB-AC), na condição de vice-líder do governo do presidente Jair Bolsonaro no Senado, defendeu, nesta segunda-feira (29), a imediata instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos hackers com atuação no Brasil. A mesma medida é defendida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), ao propor também uma CPI para investigar as Fake News, em fase de instalação.

Urgência

Para o senador Márcio Bittar, o que acontecendo no Brasil em relação aos dois assuntos, que acabam redundando num só, é algo muito grave. “É crime muito grave invadir a privacidade das pessoas e gerar notícia com isso”, comentou o senador em entrevista ao site “O Antagonista”.

Assuntos distintos

Na avaliação do parlamentar, uma eventual CPI nesse sentido não atrapalharia a tramitação da reforma da Previdência porque, segundo ele, a aprovação da proposta “já é um consenso” no Senado. “Não pode ser pretexto para restringir a liberdade de imprensa, mas algo que precisa ser profundamente investigado”, disse.

Constelação

Além do presidente do Senado, figuram na lista de autoridades que tiveram o celular invadido por hackers, ministros de Tribunais Superiores; o presidente da Câmara Rodrigo Maia; os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Justiça, Sergio Moro; a procuradora-geral da República, Raquel Dodge; e o presidente Jair Bolsonaro.


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