Poronga

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Pega na mentira...

O axioma popular preconiza que mentira tem pernas curtas. E quando é posta no papel, além de pernas curtas, tendem a ser muito comprometedoras.

Foi exatamente o que veio à baila nesta terça-feira (16), com a revelação de que o ex-prefeito Vagner Sales mentiu à Justiça, e mentiu feio, por escrito. Por conta da mentira lavada, deve levar mais um processo – desta vez por obstrução judicial e até ser conduzido debaixo de vara, a chamada condução coercitiva.

Declaração

Para deixar de comparecer a mais uma audiência por improbidade administrativa, ao tempo em que era prefeito de Cruzeiro do Sul, que seria realizada na segunda-feira, 15 de julho, na Cidade da Justiça, lá em Cruzeiro do Sul, Vagner Sales mandou dizer ao juiz que não poderia comparecer porque estaria em Rio Branco exercendo o cargo de “articulador político do Governo do estado”. Ora, ele foi exonerado do cargo exatamente 33 dias após esta declaração, exatamente por ter sido enquadrado como ficha suja, aquele que não pode contratar com o poder público.

Repetindo estratégia

A despeito dessa informação, adversários do emedebista afirmam que os advogados de Vagner Sales mentiram à Justiça no intuito de postergar o processo e assim proteger o ex-prefeito, evitando uma nova condenação na esperança de que este seja mais um caso que caia em prescrição, fato que já o salvou quando era prefeito e já cumpria sentença onde ele fora condenado por peculato e o caso chegou até ao Supremo Tribunal Federal (STF), no qual ele conseguiu se manter no posto por medidas liminares até que o caso caducasse e ficasse prescrito.

Um senhor candidato

Em 2022, quando estará aberta a sucessão do governador Gladson Cameli, o senador Sérgio Petecão (PSD-AC) terá 60 anos de idade e a histórica bagagem de ex-deputado estadual, ex-deputado federal e dono de um segundo mandato que estará apenas na metade, com mais quatro anos pela frente.

Futurologia

Qualquer análise sobre o futuro, coloca o senador mais bem avaliado da história recente do Acre como candidato a governador – mesmo que o governador Gladson Cameli já tenha anunciado que poderá ser candidato à reeleição. A expressão poderá, no caso do governador, tem explicação: os analistas da política local não acreditam que Gladson Cameli chegue a 2022 com a avidez de mais quatro pelo cargo de governador e seria candidato ao Senado, até para poder deixar seu vice-governador Wherles Rocha no comando do Estado por pelo menos seis meses.

Magistrado

Este é o desenho que se depreende da excelente relação que Wherles Rocha e Gladson Cameli mantém até aqui, com elogios mútuos e relações autênticas de políticos aliançados. O outro desenho é comportamento de Petecão, que não para em Brasília ou em Rio Branco, percorrendo o interior do Estado como se em campanha estivesse e o posicionamento de magistrado quando o assunto são às eleições municipais.

Entre cristais

Petecão não conversa sobre apoios à candidatos em Rio Branco ou no interior, por saber que, em 2022, como candidato a governador, não pode ter arestas com pessoas ou grupos políticos com os quais possa vir a se arranhar no futuro por causa de apoios manifestados agora.

Bolsonaro não passa

A propósito de Petecão, ele é um dos senadores que não acredita na indicação de Eduardo Bolsonaro, deputado federal por São Paulo, como embaixador brasileiro nos Estados Unidos. “Não vai para a frente”, disse o senador sobre o filho do presidente Bolsonaro. Primeiro secretário do Senado e homem de bastidores, o senador deve saber o que está dizendo.

Pindaíba

Em Tarauacá, a vereadora Veinha do Valmar (PDT) foi bater às portas do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) para denunciar o abandono da administração de Tarauacá em relação à educação na zona rural do município. Ela sustenta que as crianças que estudam na zona rural estão sem merenda apropriada e se alimentam da chamada jacuba, que quem tem traz de casa (uma mistura de farinha com água açucarada).

Idade da pedra

As necessidades fisiológica das escolas da zona rural, sustenta a vereadora, são feitas também no mato, no chamado “pau-da-gata”. Só faltou dizer que o papel higiênico é o sabugo de milho.

Vaza

A figura do ex-presidenciável tucano Aécio Neves, deputado federal por Minas Gerais, vai passar por um novo desgaste na semana que vem. Na próxima segunda-feira (22), o diretório paulista do partido deverá votar se pede a expulsão do cacique mineiro. A proposta de expulsão do deputado federal é do vice-governador do Acre, Wherles Rocha.

Conclave

Reunido nesta terça-feira (16), em São Paulo, o diretório nacional decidiu que a expulsão, se houver, vai ter que na base da votação. Rocha deve votar a favor.

A caminho da extinção

É tensa a situação na Funtac (a Fundação de Tecnologia do Estado do Acre), fundada no governo Flaviano Melo e da qual saíram técnicos do quilate de Jorge Viana, para citar só um. O governador Gladson Cameli anunciou que na terceira reforma administrativa que ele deve fazer logo após o recesso parlamentar, quando a Assembleia Legislativa volta às atividades, a Funtac deverá ter seu formato alterado. Deverá deixar de ser fundação para virar um departamento técnico da Secretaria de Tecnologia.

Cabide de emprego

Isso significa que diretores e outros de primeiro escalão da instituição devem rodar. A mesa de aposta dá como certa a demissão de todos os diretores porque o governador percebeu que o órgão nada mais é do que um cabide de emprego e que sem projetos ou atividades não tem mais razão de ser.

Capinando sentado

Até a possibilidade de transformação da manteiga de cupuaçu num importante protetor solar, capaz de prevenir inclusive câncer de pele e que vinha chamando a atenção de multinacionais, como a Vitaderme, a Funtac deixou de pesquisar. Então, tem que ser extinta mesmo.

Marionete

Quem também subiu no telhado foi a permanência do secretário de educação, professor Mauro Sérgio. De uma ponta a outra, nos corredores da secretaria de Educação, ali no Morro do Marrosa, o que se sabe é que quem de fato manda na secretaria é a esposa do secretário, o que teria irritado o governador profundamente quando este descobriu o fato.


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