Poronga

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O ocaso de um coronel

A interferência do emedebista Vagner Sales, ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, em relação à votação, pela Câmara Municipal do município, do projeto de lei de autoria do prefeito Ilderlei Cordeiro (PP), pedindo autorização dos vereadores para a contratação de um empréstimo no valor de R$ 15,5 milhões junto à caixa Econômica Federal, gerou impasse político entre as duas lideranças do Juruá.

Prática odienta

No dia da votação do projeto - dia 8, segunda feira -, antes de a Câmara Municipal iniciar seus trabalhos, o ex-prefeito Vagner Sales, dirigente do MDB em Cruzeiro do Sul e uma das maiores – senão a maior, é bom que reconheçamos – liderança política da região do Juruá, foi à uma emissora de rádio destratar o prefeito Ilderlei Cordeiro e ameaçar os vereadores que votassem a favor da liberação dos recursos, inclusive aquele pertencente a seu grupo político.

Política rasteira

Sales mirava em criar dificuldades para o atual dirigente municipal, visando, unicamente, impossibilitar que Cordeiro realize benfeitorias na cidade e angarie apoio popular, o que convenhamos, é uma forma odienta de fazer política, vez que Sales prefere prejudicar a população a ver seu atual adversário político colher apoio dos cruzeirenses.

Espírito pobre

Comportando-se como o pau torto do dito popular - aquele que nasce torto e morre torto -, o político de uma das carreiras mais longevas da história deste Estado, como mais de 40 anos de vida pública, não fez jus à própria história.

Fins que não justificam os meios!

Contra o empréstimo e qualquer outra ação do prefeito Ilderlei Cordeiro para melhorar a cidade e a vida da população - já que aposta na política do quanto pior melhor para que assim possa [ senão ele, por impedimento por ser ficha suja] impor um candidato de seu grupo e assim voltar a mandar na cidade, Vagner Sales, na sua sanha, ofendeu até mesmo a memória de quem já não estar mais aqui para se defender.

Vale tudo

Deu-se em relação aoex- deputado federal Ildelfonço Cordeiro, pai do atual prefeito de Cruzeiro do Sul, que foi uma das vítimas daquela tragédia com o avião da Rico, em Rio Branco, em agosto de 2002, quando quase duas dezenas de cruzeirenses e cidadãos de outras regiões morreram numa das maiores tragédias da história da aviação na região norte.

Sem respeito aos mortos!

Sem pudor ou respeito à memória de um pai de família, empresário e de um político querido por seu povo, Vagner Sales, a fim de desidratar a figura do prefeito Ilderlei, chegou a dizer, numa entrevista de rádio da cidade, que Ildelfonço Cordeiro teria falido os próprios negócios e logo o seu filho iria pelo mesmo caminho no trato da administração da cidade cruzeirense, razão pela qual o atual prefeito não poderia por às mãos no dinheiro a ser financiado. Naquela entrevista, era Vagner Sales sendo mais uma vez Vagner Sales.

Involução

Mais que isso, ali estava sendo dado uma demonstração inequívoca de que, apesar das mudanças profundas na sociedade, na vida das pessoas, nos costumes e até na forma de se fazer política neste país, o ex-prefeito continua a ser o mesmo coronelzinho de barranco que, ainda concebe fazer política da forma como ele começou, há 40 anos atrás, sem pejo, pudor ou respeito às pessoas.

Idéias velhas

Aos 60 anos de idade, Vagner Sales acha que pode tratar a cidade de Cruzeiro do Sul e a população do Vale do Juruá como os animais de sua fazenda, como massa de manobra, como gado tangível.

Novos conceitos

Não percebe que as mudanças estão acontecendo, que a política exige agora urbanidade, respeito às pessoas, à sua cultura, ao pensamento alheio, à democracia, às instituições - enfim, o coronelismo de barranco está fora de tempo e de forma, e só Vagner Sales não percebe isso.

Para mudar, sempre há tempo!

Apesar da máxima popular sobre o pau torto, acredita-se que ele ainda tem tempo para mudar. O ser humano é mutável, como vai nos em ensinar o filósofo Ortega y Gasset. Filosofias à parte, cremos que ele deve aproveitar o tempo, principalmente o tempo livre por não poder candidatar-se nem exercer cargos públicos - por ser um condenado por improbidade administrativa -, para uma profunda reflexão e procurar mudar este comportamento político tão reprovável e que não tem mais espaço nesses tempos modernos.

Inexorável fim!

Uma mudança na forma de fazer política, seria bom para o próprio Vagner, para a democracia e, principalmente, para o Vale do Juruá e sua gente. Vagner precisa refletir e aceitar que o povo do Juruá é livre e que Cruzeiro do Sul não tem dono, que sua forma de atuação política está ultrapassada e que, a continuar assim, o pau que nasceu torto, morrerá torto - mas apodrecido!

Ejetado

No cargo desde 2016, ontem, terça feira (9), Luziel Carvalho foi exonerado da Superintendência do Ministério do Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Acre. Ele chegou ao cargo indicado pelo então senador e hoje governador, Gladson Camel (PP).

Planos futuros

Luziel Carvalho, há dias, já havia manifestado sua intenção de candidatar-se à Prefeitura de Rio Branco, mesmo que o governador Gladson Cameli não tenha se posicionado em relação às suas pretensões. Doravante, minha única preocupação é viabilizar meu nome na sucessão municipal de Rio Branco, afirmou o ex Superintendente.

Planos

Ontem a Secretária Estadual da Saúde, Mônica Feres, foi a uma reunião realizada na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), quando expôs aos parlamentares sobre suas pretensões diante da administração da pasta.

Nome e sobrenome

Na audiência, a nova gestora corroborou as palavras do governador Gladson Cameli - que identificou um Cartel na pasta - e revelou que existe um complô remando contra os avanços na gestão de saúde e que, em breve, deverá solucionar a situação.

Corpo mole

“Está acontecendo um complô dentro da Sesacre. Hoje estou trabalhando apenas com 20% dos servidores. Eu irei gerenciar apenas com esse número que quer trabalhar. Os demais, infelizmente não estão contribuindo”, enfatizou.

Extirpando o mal pela raiz!

A gestora destacou que cerca de 80% dos servidores serão demitidos da pasta. “Essa semana vai ser decisiva; irei mudar os funcionários que não quiserem trabalhar. A população é que vai remar comigo. O que houver de ingerência, será dizimado e eu não vou nem perceber”, explicou.

A roda girando!

Com relação ao cartel denunciado pelo governador Gladson Cameli, Feres disse que não pode comentar o assunto, mas esclareceu que as investigações estão ocorrendo em segredo de justiça. “Eu não posso falar de uma acusação feita sobre a saúde por outra pessoa” declarou.


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